Tag: poesia sobre dor

  • O soco que rasga com crueldade

    O soco que rasga com crueldade

    Tudo era aparentemente tranquilo.
    Existia amor entre nós.
    Estávamos felizes.
    Amanhece…
    Está como estávamos antes.
    Só deixe passar…
    Que aqueles empurrões “inocentes”
    escalariam tão rápido assim.

    Carlos de Campos

    Os pequenos sinais de violência quase nunca começam como um grande desastre, mas podem crescer silenciosamente até destruir vidas; por isso, empurrões, humilhações, ameaças e agressões “inocentes” jamais devem ser normalizados. No Brasil, vítimas ou testemunhas podem denunciar violência doméstica pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher), 190 em situações de emergência, ou procurar a Delegacia da Mulher, além de canais oficiais como a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.
  • O meu sofrimento não me permite elevação


    O meu sofrimento não me permite elevação

    Não bebo a solidão,
    ela é quem me toma,
    me possui em tudo:
    sentido...
    tato...
    olfato...
    paladar...
    Nada está fora do seu alcance.

    Algoz do meu mundo,
    que em medo me enche,
    o que nada desafia
    na fria escrita
    que rompe o silêncio.
    Tempo sombrio.

    Tudo o que faz sentido
    está longe de ser revelado.
    O que faz sentido não se explica:
    observa,
    sente e observa,
    sente até sentido fazer.

    No meu mundo é difícil sentir,
    porque o sentido se desfaz
    na ilusão do meu entendimento.
    Meu caro, devo lhe dizer:
    o Invisível é quem te guia,
    na escuridão ou na iluminação.

    Carlos de Campos
    Foto por Dorran em Pexels.com
  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com