Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.
O mundo sob rendição
É noite de escuridão.
O medo toma conta da cidade.
De maldade em maldade,
espalha-se o terror.
Não são as nossas almas que vamos perder,
mas as nossas memórias dos dias felizes.
É a vingança sendo exercida,
é o absurdo se multiplicando.
Seres implacáveis invadem a nossa mente,
parasitando a nossa vontade,
paralisando os nossos desejos.
É o nosso fim.
Não temos nenhuma chance de vencer.
Nessa guerra, já entramos derrotados.
Diluídos até o âmago,
a rendição se faz necessária.
Carlos de Campos

