Tag: poesía

  • Nenhuma ação é eficiente sem o amadurecimento humano

    Nenhuma ação é eficiente sem o amadurecimento humano

    Imagine um mundo cheio de possibilidades para todos. Imagine que, nesse mesmo mundo, você tenha que coabitar com parasitas.  

    Imagine ter todo o suor do seu trabalho sendo consumido dia e noite, ininterruptamente. Observe com que rapidez esses parasitas se multiplicam enquanto engordam às nossas custas.  

    Parasitas que sugam toda a nossa pobreza, a riqueza de nosso país e levam com eles toda a nossa esperança, deixando para trás o caos, a miséria e a morte instalados. Senhores donos do circo do horror.  

    Imagine um mundo livre desses parasitas. Um mundo livre dos altos juros. Um mundo humanamente mais equilibrado.  

    Um mundo desigual, onde todos nós temos nossa parcela de culpa, onde todos nós gostamos de tirar uma casquinha dos nossos colaboradores. Nós somos seres da incoerência e da hipocrisia.  

    Não consigo ver uma solução quando tudo depende da contribuição de todos, quando o todo não foi capaz de amadurecer emocionalmente.

    Carlos de Campos

    Foto por BOOM ud83dudca5 em Pexels.com
  • Liberto para viver

    Liberto para viver

    O movimento aplacado deixa o medo ir embora; tudo volta a fluir novamente, na mais pura e deliciosa tranquilidade.

    Livre, encontro-me dos apegos que um dia me prendiam. Hoje, fortalecido, insisto em ser o mais livre possível, focado somente em viver.

    Livre estou. Não estou livre pela metade, muito menos por conveniência; estou livre plenamente. Essa liberdade nasce, desenvolve-se e vai crescendo dentro de nós, florescendo em nossas atitudes.

    Carlos de Campos

    Foto por Tara Winstead em Pexels.com
  • Desejos e sonhos roubados

    Desejos e sonhos roubados

    É impossível ter desejo de justiça quando se tem o monopólio econômico a seu favor, quando o sol nasce para todos, mas maltrata uma parcela da população mais que as outras. É sempre a mesma conversa, e me parece que continuamos no mesmo lugar: solitário e desiludido. Conversas que não mudam comportamentos e comportamentos que não querem ser mudados.

    O mundo precisa de uma sociedade consciente. Consciência, esse é o nosso grande problema: consciência livre de ideologia não existe. Nossa busca pela consciência é genuína, até que atolamos no lamaçal de conceitos viciados, conceitos que nos aprisionam e não nos permitem avançar.

    Quem sou eu diante desse mundo de ilusões? De desejos não correspondidos? Quem, do topo de sua mediocridade, é capaz de ver além do que lhe é imposto para ver? Sou quem não quero ser, sou quem me determinaram ser, sou a ilusão de dias felizes, fruto do pecado, das almas escolhidas de um deus construído. 

    Desde criança, fui ensinado a ver o mundo como os adultos o viam. Cresci e continuo vendo somente pelos olhos de outras pessoas; vejo o mundo pelos olhos de quem detém o poder político, econômico, religioso e midiático. Meus olhos e minha vida estão a serviço dos poderosos.

    É irrelevante tentar resistir. Desejos são controlados. Minha existência aqui neste planeta apenas repercute os sonhos e desejos que não são os meus; luto as lutas que não foram escolhidas por mim.

    Banido de toda a corte real, meu existir subsiste no submundo, onde luto as lutas que não foram escolhidas por mim. Essa é a realidade, pelo menos é a realidade que flagela meu corpo e mente o tempo inteiro. Realidade que devo suportar. Em uma realidade de cartas marcadas, não há muito o que fazer. 

    Meus sonhos e desejos são impossíveis de se realizar. Movimento-me para, quem sabe, algum dia, enfim, superar a lavagem cerebral à qual fui exposto. Sonho por sonhar, sonho desejando acordar.

    Quem sou eu depois de ontem? O que fui capaz de ver além da escuridão? Dos desejos e sonhos que foram roubados? Em meus dias que se passam, passa também a esperança de um dia estar livre.

    Carlos de Campos

    Foto por Lisa from Pexels em Pexels.com
  • Nós nos limitamos apenas ao que pode ser visto

    Nós nos limitamos apenas ao que pode ser visto

    Tua distância me faz repensar o solitário modo como vejo a vida, a distância que nos afasta e nos arrasta para bem longe de nosso ser. Para compreender melhor o medo, aquele que mais me incomoda.

    Carlos de Campos

    Foto por KoolShooters em Pexels.com
  • Irremediáveis são as nossas condutas

    Irremediáveis são as nossas condutas

    Importa tua condição insensível aos apelos dos outros; irremediável é a tua conduta um tanto quanto obscura.

    Pelas sombras de tua conduta, espero vê-lo na cadeia, para que os teus dias sejam tão amargos quanto os nossos.

    Desejo que estes dias sombrios se desfaçam e que o sol da esperança nos faça sorrir novamente.

    Em nada podemos nos sustentar; esses serão dias terríveis, dias para se chorar, enquanto lamentamos, porque nada mais podemos fazer além de nos lamentar.

    Carlos de Campos

    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com
  • No mundo real, a mentira é inviável

    No mundo real, a mentira é inviável

    Motivado por mentiras, escolheu o seu destino. Idealizou um mundo mais justo, ajustado às suas medidas e desejos, às suas regras e preconceitos. Nesse mundo, via-se como o rei.

    Rei do seu próprio mundo, deixando todo o resto submisso aos seus caprichos e vontade – vontade escrota, alienante, violenta, onde os desejos sujos alimentam um reinado de súditos ignorantes.

    Ignorantes ou súditos perversos? O que alimenta os desejos escusos dessas pessoas? Não! Não existe inocente; de alguma forma, todos estão comprometidos com a causa.

    Finalmente, chegou o grande dia em que o reinado paralelo colidirá com a realidade nua e crua, e com ele vêm os seus efeitos colaterais de justiça.

    Nenhum reinado paralelo é capaz de sobreviver à nobreza da verdade, à transparência que tudo revela, desorientando todo e qualquer átomo de mentira.

    Carlos de Campos

    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com
  • Minhas lembranças

    Minhas lembranças

    Memória distante,
    Distante de tudo,
    Distante da própria realidade,
    Olhar ausente.

    Hoje, me recordo
    Que estive distante por muito tempo,
    Cansado de tudo, esqueci
    Das memórias, me perdi.

    Não existe realidade no esquecimento,
    Onde as memórias se perdem.
    Até o esquecimento se esvai;
    Em frações de segundo, não existe mais.

    Motivado pela ilusão,
    Sigo no controle do meu esquecimento,
    Das memórias vazias.

    Nossa tranquilidade vive abalada.
    Distante da realidade, sou um perigo,
    Letal no esquecimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Banalização do Mal

    Banalização do Mal

    Suave e preciso,
    Fiel à sua honra,
    Língua caluniadora.

    Carlos de Campos
  • Haicai 03-04-25

    Mudança
    A temperatura cai
    Amanhecer frio.

    Carlos de Campos
  • Não se justifica tanta injustiça

     Não se justifica tanta injustiça

    Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
    Sem limites, estende os seus tentáculos,
    Tocando em tudo, tudo é destruído,
    A ganância tudo vai engolindo.

    Sem limites, subtrai no seu limite,
    Deixando ao redor um caos profundo,
    A humanidade perde a pouca mente,
    Entregando-se ao apetite voraz.

    Nada se justifica, é só injustiça,
    Os danos causam dor, apetite feroz,
    De poucos que devoram sem parar.

    Onde vamos parar? Não há limites,
    Para os gananciosos, só o caos,
    Um, dois, contagem regressiva ao fim.

    Carlos de Campos