Tag: poesía

  • Mão fantasma

    Mão fantasma 
    
    O “poderoso” age na sombra 
    Esquivando-se da fiscalização 
    Espalhando rumores de que tudo vai bem. 
    
    Na contabilidade final 
    Sempre se encontra um jeito
    Maquiam um defunto em decomposição. 
    
    O que resta no interior das consciências ?
    Além de lucrar com o que não lhes pertence ? 
    Ainda dá para se ter esperança ? 
    
    Há quem afirme que o ser humano está perdido
    Perdido entre os frutos podres do seu “progresso”
    Resta saber se conseguiremos voltar desse retrocesso.
    
    Carlos de Campos 
    
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    Foto por Jean-Merci Namegabe em Pexels.com
  • Ódio visceral

    Ódio visceral 
    
    Nuvens sobrecarregadas 
    Transformando o dia numa noite fria
    Cordialidade violentada. 
    
    Identificado com o mau
    Gaba-se de atos violentos 
    A todo tempo desdenha da justiça. 
    
    O fracasso em sua vida é o seu alimento 
    É o que dá sentido às suas perseguições 
    Buscando intimidar apenas os mais vulneráveis. 
    
    “Poder”, é o que acreditam ter 
    Deixam suas fraquezas expostas 
    São consumidos por seu ódio doentio.
    
    Carlos de Campos 
    
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    Foto por Aleksandr Burzinskij em Pexels.com
  • Covardia

    Covardia 
    
    Onde o medo fala mais alto 
    Perdido entre os escombros 
    O covarde trabalha nas sombras. 
    
    A mordaça machuca a boca 
    Cano da arma na cabeça 
    Sangue escorre na calçada. 
    
    
    
    Baleado no peito 
    O socorro dá preferência ao CPF 
    Sangue nutrindo a violência. 
    
    Quando tudo isso acabar 
    O medo for vencido 
    E o terror superado. 
    
    Sangue, posso sentir o seu cheiro
    Na vala comum onde me encontro 
    Cravejado de balas está o peito da pobreza.
    
    Carlos de Campos 
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Opa

    Opa 
    
    Morar no Brasil 
    Um misto de contradições 
    Perturbações 
    Uma vida de solidão. 
    
    Sonho que não se realizará 
    Desenvolvimento, não acontecerá 
    Pela mentalidade pequena 
    Por tudo girar entorno do próprio umbigo. 
    
    Quem sabe, um dia 
    Seremos tomados pela grandeza 
    E erradicaremos toda pobreza ?
    
    A fome será uma distante recordação desagradável
    E a justiça social é quem prevalecerá 
    Um sonho que preciso continuar sonhando.
    
    Carlos de Campos 
    
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    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Vilão brasileiro

    Vilão brasileiro 
    
    Maracutaia 
    Escondem sem vergonha 
    A manifestação de gafanhotos 
    Quer destruir a democracia. 
    
    Querem emergir do submundo 
    Para usurpar o bom senso 
    Tomar o Brasil dos brasileiros
    Honrando a torturadores. 
    
    Trabalham nos esgotos 
    Entre escombros
    Cooptam mentes com mentiras 
    Almejando o caos e o regresso. 
    
    Nação ! 
    Desperte desta sonolência 
    Ditadores e torturadores ainda conspiram.

    Carlos de Campos

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    bandeira verde amarelo do Brasil , uma mulher negra caminha pela calçada.
    Foto por Bia Santana em Pexels.com
  • Mão de obra

    Mão de obra 
    
    O amanhecer chega 
    E, com ele, um novo dia 
    Um dia de trabalho 
    Para os que ainda têm. 
    
    Um dia para garantir a subsistência 
    Para, quem sabe, ter o que comer no fim do dia
    Um dia para se trabalhar com dignidade 
    E não para se tolerar abusos no trabalho. 
    
    O trabalho precisa sustentar a vida 
    Dignidade e alegria 
    É só o que pedimos. 
    
    Mão de obra 
    É do que depende o desenvolvimento social
    Respeito ao trabalhador acima de tudo.

    Carlos de Campos

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    Foto por Jan Zakelj em Pexels.com
  • Sol em sangue

    Sol em sangue 
    
    Movimento perturbador 
    Em que o sol sangra 
    Levando o dia a tornar-se noite
    Abastecendo o necrotério. 
    
    Calados estão os vivos 
    Sofrendo em permanecerem vivos 
    Vidas customizadas 
    Verdades esquecidas. 
    
    Levaram o sol pela manhã 
    Para sempre o fizeram 
    Fizeram sem ao menos pensar. 
    
    Jogaram o jogo da injustiça 
    Jogaram sem o meu consentimento 
    Jogaram com brutalidade.

    Carlos de Campos

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    Foto por Ahmet Yu00fcksek em Pexels.com
  • Desumanos

    Desumanos
    São aqueles que pensam só em si
    Deixando os cadáveres pelas estradas
    Punindo os que já não tem mais nada a perder.