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  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

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    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
  • Negociando a própria liberdade

    Negociando a própria liberdade
    
    Um dia me disseram e não acreditei
    Que a ilusão nos faz enlouquecer
    Nos faz perder todo o sentido
    Somos nocauteados pela dura realidade em que existimos. 
    
    Na toleima da existência 
    No suprassumo da imbecilidade 
    Na mente doente de psicopatia 
    Vejo no entardecer, seu futuro deprimente. 
    
    No desespero em permanecer no poder
    Nos faz ter atitudes pouco dignas 
    Merecedoras de alguns anos de cadeia 
    Oferecemos a própria cabeça. 
    
    O medo da realidade é sufocante para os covardes 
    Transformando-os em lunáticos ensandecidos
    Uma verdadeira máquina de fazer merda
    Merdas que retornam de um esgoto entupido por falta de manutenção.
    
    Negligente no cumprimento das leis 
    Escroto nas relações
    Ignorante ao defender políticas antidemocráticas
    Desejo-lhe toda sorte na cadeia.
    
    Mente afeiçoada por violência 
    Repleta de medos, arrogância, mentiras e devaneios
    Vivente exclusivo da lucidez de que será encarcerado
    Se movimentando de forma desgovernada. 
    
    Na noite escura e fria que se avizinha 
    Observo esperneios de seus últimos momentos
    Em que semeia ideias escusas entre o povo brasileiro 
    Sei que é chegada a sua hora.
    
    A mentira é o sustento de toda a sua vida
    É tática intrínseca de sua existência
    Para continuar livre, as mentiras são necessárias 
    Mas, mentiras são fáceis de inventar e difíceis de sustentar.
    
    Querendo a todo custo se proteger da verdade
    Mantendo-se o mais distante que pode
    Sabe que a verdade tem o poder de pulverizá-lo
    De rasgá-lo por inteiro.
    
    Logo, o mentiroso se rebela
    O vício pela mentira o mantém preso
    A mentira o levou a cometer coisas horríveis !
    Coisas que lhes prometem longos anos de prisão.
    
    É a mais pura verdade que o fim dos seus dias se aproxima
    Seus atos serão julgados e condenados
    E a verdade, nos libertando de suas garras, vencerá.
    
    Pensa que se mantendo no poder irá se salvar
    Por isso, o momento se faz delicado
    Por não sabermos quantos malucos iguais, estão dispostos a essa “guerra”.
    
    Carlos de Campos
    Negociando a própria liberdade

Um dia me disseram e não acreditei
Que a ilusão nos faz enlouquecer
Nos faz perder todo o sentido
Somos nocauteados pela dura realidade em que existimos.
    Foto por Leon Macapagal em Pexels.com
  • Unidade ou morte!

    Unidade ou morte!

    A liberdade seduzida corre perigo
    E as conquistas vão se perdendo
    Incomodados e satisfeitos simplesmente permanecemos.

    Diminui a confiança…
    Aumentou o desespero de um futuro incerto
    Somos causa do genocídio.

    Cabisbaixo…
    Introvertido…
    Quase desesperado.

    Morte! Oh! Morte!
    Destrua-nos e pulverize esse momento lastimável
    Assinamos a sentença de morte.

    Uni-vos! Uni-vos!
    Na labuta do bom senso
    Deixando a patética irracionalidade.

    Carlos de Campos

    Unity or death!

    Freedom seduced is in danger
    And the achievements are being lost
    Annoyed and satisfied we just remain.

    Decreases confidence…
    Despair of an uncertain future has increased
    We are the cause of genocide.

    Downcast…
    Introvert…
    Almost desperate.

    Death! Oh! Death!
    Destroy us and pulverize this pitiful moment
    We signed the death warrant.

    Unite! Unite!
    In the toil of common sense
    Leaving the pathetic irrationality.

    Carlos de Campos

    Unità o morte!

    La libertà sedotta è in pericolo
    E i risultati si stanno perdendo
    Infastiditi e soddisfatti rimaniamo semplicemente.

    diminuisce la fiducia…
    La disperazione per un futuro incerto è aumentata
    Siamo la causa del genocidio.

    abbattuto…
    Introverso…
    Quasi disperato.

    Morte! Oh! Morte!
    Distruggici e polverizza questo momento pietoso
    Abbiamo firmato la condanna a morte.

    Unire! Unire!
    Nella fatica del buon senso
    Lasciando la patetica irrazionalità.

    Carlos de Campos

    ¡Unidad o muerte!

    La libertad seducida está en peligro
    Y los logros se van perdiendo
    Molestos y satisfechos nos quedamos.

    Disminuye la confianza …
    La desesperación por un futuro incierto ha aumentado
    Somos la causa del genocidio.

    Alicaído…
    Introvertido…
    Casi desesperado.

    ¡Muerte! ¡Oh! ¡Muerte!
    Destrúyanos y pulverice este lamentable momento
    Firmamos la sentencia de muerte.

    ¡Unir! ¡Unir!
    En el trabajo del sentido común
    Dejando la patética irracionalidad.

    Carlos de Campos

    Foto por Pia Kafanke em Pexels.com