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  • O que importa?

    O que importa?


    A importância de se importar com o que é importante. E o que é importante? O mais importante é a vida?
    Se for a vida, estamos falando sobre a vida de quem?
    Qual classe social deve ter a vida preservada acima de tudo?

    É importante pensarmos sobre esse tema?
    É importante para quem?
    Quem deveria estar interessado nisso?
    O que se pode fazer para melhorar?
    O que realmente queremos para a nossa vida?

    Tudo gira, e meus pés estão flutuando. Me sinto extasiado.
    O que está acontecendo comigo?
    Anestesiado é como me sinto dentro desse mundinho. Tudo roda muito rápido.
    E, na roda da vida, vou tomando voltas.

    O que estou dizendo? Amônia: cheiro de vingança.
    Delírio, importante para não dizerem que tudo são flores.
    Tudo é o que é, o que era, o que será.
    O que me importa são as flores que choram embaixo dos escombros.

    É importante falar das flores?
    Flores cheirando a amônia?
    Flores cheirando a corrupção?

    O destino é o que importa.
    Destino de uma vida cheirando mal.
    O mal pelo qual não nos importamos por ser no cu dos outros. Outros que, no final das contas, somos nós.
    Nós não nos importamos com as rosas.
    São flores ou são rosas?
    O que importa saber?
    Saber sobre o quê?
    Sobre o que estamos falando?

    Carlos de Campos

    Foto por Vladyslav Huivyk em Pexels.com
  • No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    Há opressão na maneira como as pessoas se impõem umas sobre as outras, e isso é o que mais impacta nossa saúde mental. Estar sempre pronto e disposto a ser feliz a todo instante é uma das expressões... Não sei se esse é o melhor caminho.

    O que buscamos é, de modo geral, impossível. Nem todas as pessoas têm essa mesma disposição. É um jeito de ser impositivo que mais oprime do que liberta a pessoa — até mesmo porque, segundo nossa concepção, a liberdade está justamente em ser quem se quer ser neste momento.

    O que se pode esperar de uma pessoa forçada a ser quem ela não é? Que sente a emoção em outra frequência? Deus? Quem é esse ser tão distante da nossa realidade? Não seria Deus o capataz da moralidade falida?

    O que mais me entristece é saber que tudo está como era antes, e que o que simplesmente mudou foi o acréscimo de maquiagem. Não tenhamos a ilusão de que, um dia, tudo isso possa mudar. A energia mental que prevalece sobre o mundo — e sobre as nossas cabeças — é uma energia profundamente opressora.

    O mundo é um ambiente hostil para nós, meros seres humanos. É um lugar que provoca nossa mentalidade selvagem. O que podemos esperar de pessoas sob o domínio do que há de mais animalesco em si? Temos escolhas?

    Me pego pensando: a felicidade existe? Será que não convencionamos certas atitudes como sendo aquelas mais próximas de uma demonstração de felicidade? A felicidade que dizemos sentir é uma felicidade genuína? Quem é feliz, de fato? É preciso ser ou ter algum tipo de poder que valide a felicidade que ocasionalmente sentimos?

    Carlos de Campos

    Convido você a ler, refletir comigo e compartilhar sua visão.
    Vamos juntos transformar a dúvida em consciência.

    Foto por Deklanu015fu00f6r 67 em Pexels.com