Tag: realidade brasileira

  • Nosso Brasil de um povo solidário

    Nosso Brasil de um povo solidário

    A nossa beleza está nos brasileiros e brasileiras,
    no clima amistoso com a vida,
    no sorriso de um povo cheio de esperança,
    de uma esperança que nunca se cansa.

    O povo de várias camadas,
    complexas e profundas,
    de traumas que ainda machucam
    e que comovem por ainda buscar forças para lutar.

    Nosso Brasil!
    Natureza oponente,
    vibra quem aqui vive,
    não estamos à venda.

    Brasil da incoerência,
    coração que pulsa na boca,
    na alma verde e amarela,
    no campo verde da integridade.

    O Brasil, como qualquer outro país,
    tem os seus altos e baixos.
    Cada país, assim como o Brasil,
    espera que o seu povo esteja lúcido.

    O povo unido é mais forte,
    um povo que busca os mesmos ideais:
    justiça e fraternidade para todos,
    um povo solidário e muito brasileiro.

    Carlos de Campos
  • O futuro do Brasil — Poema: Mordaça à Democracia #1


    O futuro do Brasil — Poema: Mordaça à Democracia #1

    O futuro do Brasil é uma coletânea de poemas em que tento pensar, a partir do presente, o futuro do Brasil.



    Mordaça à Democracia

    Vê-se uma democracia fragilizada,
    Uma conivência brutal,
    Imaturidade política,
    Medo que paralisa.

    O poder corrompido em suas entranhas
    Prejudica o interesse pela política,
    Anestesiando mentes e corações.
    Tudo se encontra estagnado.

    Um tempo de escuridão se aproxima,
    Estado de consciência colapsado,
    Neutralidade viciante,
    Perdição do Estado democrático.

    Vê-se que nada mais podemos fazer,
    Tudo está carcomido por dentro,
    As estruturas estão prestes a ruir,
    Um gemido se revela em meio aos escombros.

    Tarde demais compreendemos
    O que não queríamos admitir.
    O medo venceu,
    O atraso avançou.

    Uma lágrima escorre dos olhos,
    Um coração tomado pelo ódio avança,
    Fomos imobilizados,
    Estamos sendo subjugados pelo desprezo.

    Carlos de Campos

    Foto por Jonathan Borba em Pexels.com
  • Quando iremos acordar para a realidade?


    Quando iremos acordar para a realidade?

    Vão as nossas esperanças
    Em uma tarde qualquer de domingo
    Vão os nossos sonhos
    De um sonho qualquer que tivemos.

    Vão as esperanças
    De um país que sonhava
    Sonhava, um dia, em ser grande
    Em uma tarde qualquer, tudo se desfez.

    O sonho de ser uma nação unida
    O sonho de ser uma nação acolhedora
    Quando acordamos desse sonho?
    Quando a realidade bateu duro em nossa cara?

    Tudo começou muito antes daquele domingo
    A realidade sempre esteve diante dos nossos olhos
    Nós que fingimos não enxergá-la
    Nós que preferimos nos manter acomodados.

    Um sonho é sempre bem-vindo
    Quando nos ajuda a seguir em frente
    Um sonho, quando ofusca a realidade,
    É um sonho muito perigoso de se sonhar.

    Inimigos da realidade, todos nós fomos
    Continuaremos a sustentar esse delírio?
    Do que temos medo?
    Temos medo de olhar para a realidade e nos descobrirmos fracassados?

    Carlos de Campos
    Foto por Norbert Kundrak em Pexels.com
  • Onde há ódio existe a destruição

    Onde há ódio existe a destruição

    Não existe prazer em meio à dor,
    Mesmo que seja acompanhada de intervalos de bem-estar.
    O corpo e a mente ficam desconectados,
    E não sabemos para onde ir.

    O sol aquece o corpo ferido de morte.
    Tudo nesta vida é dor e sofrimento,
    É conflito e mais conflitos,
    É uma constante guerra sem fim.

    Um instante, um único vacilo, e tudo se vai,
    Sem aviso ou uma última refeição.
    Tudo simplesmente evapora,
    A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.

    Desvio o olhar por um instante.
    Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza.
    Oh, como a senhora Beleza é plena!
    Habita no olhar inocente de uma criança.

    Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza?
    É possível que um coração iludido se recupere?
    E como posso vencer o mal?
    Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?

    O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio.
    A mente busca por salvação.
    Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida,
    Para que um dia, contigo, eu possa estar.

    Carlos de Campos

    Foto por Joel Alencar em Pexels.com