Os rumores desse fato Fica por conta dessa alma Que caminha acorrentada em sua própria alma No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe Percebe o que não quer perceber Que as suas correntes estão presas a você A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta Na corrente de nossa própria ignorância Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente As correntes dos desesperados Que esperando já não aguenta mais O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão Observe a chave dessa corrente Pare por um momento Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave A chave dessa corrente que está presso a você Reflita no tempo do seu tempo O tempo de utilizar a sua chave.
O que sabemos sobre o tempo? O tempo está parado no tempo? Quando o tempo passou a ser tempo? Quando o tempo consome a minha vida?
Carlos de Campos
O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua
Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado O Tempo (Poema 01/60)
O que é o tempo em uma partida de futebol? Sair de campo sem ter feito o seu melhor? O que cada um sabe sobre companheirismo? Perder, e o sabor amargo que fica?
Tudo gira em torno de uma bola, um objeto minúsculo, capaz de movimentar corpos e almas. Futebol, da origem ao colapso.
Muitas crianças, algum dia, sonharam em ser jogadores de futebol, um sonho que aparentemente parece ser o caminho mais fácil para quem sabe, um dia, sair da pobreza. O futebol era o alimento, dia e noite, de suas almas.
Almas abatidas por tanta injustiça, que, desde crianças, precisaram driblar cedo para se virar na vida. Que aulas precárias frequentavam, porque sabiam que precisavam ser o Man of the Match.
O estádio está lotado. Almas frenéticas. Tudo é decidido em pouco tempo, no tempo da dedicação.
O vento sopra. O apito recebe o estímulo vital. Tudo é paradoxal: o tempo para quando o jogo começa.