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PARTICIPE DA OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA
Junte-se a nós para a sessão de escrita criativa neste primeiro encontro online no dia 24 de Junho!
A Comissão de Atividades Literárias e a Comissão de Biblioteca do Bunkyo convidam a todos para uma série de Oficinas de Escrita Criativa, gratuitas, com a profª Gisele Giandoni.
O programa engloba o estudo de autores, referências, processos de leitura e escrita; exercícios e prática da escrita criativa e poesias.
24/6/2023 às 14h – Introdução à reflexão e prática da escrita em poesia, produção de poemas.
Através destas atividades, o objetivo é a conscientização de potencialidades literárias. Acesso pelo link na plataforma Google Meet: https://meet.google.com/asx-upyz-mbo
Informações: 11 96390-2404 / evento@bunkyo.org.br
Veja o post no site: https://www.bunkyo.org.br/oficina-escrita-criativa-jun/

Devo ficar em silêncio Intimidação O desespero pode ser visto Calado no rosto Torturado. Em nada se compara Devo ficar em silêncio Para ter um minuto de paz Paz, exageradamente armada. Devo ficar em silêncio O silêncio dos justos e inocentes Mortos e torturados em todo o tempo Um minutinho de serenidade. Paz, conceito opressor Devo ficar em silêncio Escondido nos escombros do submundo Quero paz, ainda em vida. Carlos de Campos

Intimo da alma Intimo de nossa alma Beleza irradiante no ser Ateando o fogo do amor. Deleito-me No banquete fraternal Em que somos todos iguais. Deus é o movimento primeiro É quem nos dá a própria vida É quem nos diz: Você é Deus. Deus dos vários nomes Mistério para nós Que se desvê-la em nós. Amor Manifestado em nossos escombros Por nós amado e desprezado. Deixem o amor conduzir Ouça sua voz a sussurrar em seu peito Te chamando o tempo inteiro. Intimo de nossas almas Amigo fiel Presença que acolhe. Carlos de Campos

Tempos incertos Descomunal É o reflexo do medo De um futuro incerto. Incerto Como é a vida É como é. Deixado para trás A vida como é Vida desgastada. Geradora de medo Balanço da angústia Inconveniente. Pensamento tóxico Utilitarista da vida passageira Desequilibrada. Sigo com medo Como é viver Até logo mais. Incerto É as incertezas desse nosso existir Seja do hoje ou do amanhã. Carlos de Campos

Lento que o próprio tempo Lento Como descrever? Desculpa Estou lento. … L… e… n… t… o………….. Minha lentidão Paradoxo em que vivo Tudo rápido, eu, lento. Diferente dos outros Me sinto lento Absurdamente Lento. Os dias passam Me sinto ainda mais lento Lentidão que me absorve Sem saber como sair. Difícil Mais tenho que deixar A lenta e mortal Silenciosa lentidão. Carlos de Campos

Nem o amor salva Ofegante Cada dia Fica mais difícil de respirar Me sinto sufocado. Hoje Consegui respirar melhor Impaciente me encontro Diante de tantos desencontros. Falta-me paciência Após tantos talvez Batendo em mim o desespero Preciso tentar me acalmar. Longe E caído Me sinto distraído Perdido, enfim. Na janela existe um vidro quebrado Em meu peito bate a solidão Ficando mais difícil de respirar Sem poder sentir o teu abraço. Carlos de Campos

Nossa maneira de pensar a vida São mil as maneiras de pensar sobre a vida Em que a minha maneira é uma dentre muitas Existe a nano-compreensão Diante do macro-organismo que é um existir. São mil as maneiras de pensar sobre a vida Uns certos Outros errados Uns quem sabe um tanto equivocado. São mil as maneiras de pensar sobre a vida Houve, quem matou para impor uma opinião E quem liderou para garantir a libertação. São mil as maneiras de pensar sobre a vida São mil as maneiras de respeitar o outro E uma única maneira de ser um ser humano digno. Carlos de Campos

Um coração que sofre No desejo absoluto Entrego o coração Na mais triste desilusão Mergulhar de cabeça nunca é bom. Nem tudo são flores Existem desamores Nem tudo é como gostaríamos que fosse O ideal é estar fora dessa fossa. Flores despedaçadas no jardim É como anda o coração Frio e quase sem vida Na mais sórdida solidão. Quando o coração se entristece Pede para que todo sofrimento cesse Vai deixando pedaços pela vida Cheio de agonia. Ao coração me dirijo No mais profundo do ser Quem um dia amou Hoje, somente sofre. Carlos de Campos
