Tag: sangue

  • Sangue correndo pelas minhas mãos

    Sangue correndo pelas minhas mãos

    Suas mãos estão sujas de sangue.
    Sangue...
    Acabou de matar.
    Sangue…

    Sangue escorrendo de sua boca.
    Sangue...
    Matou uma moça virgem
    para alcançar seus desejos.

    Violência!
    Ouvem-se gritos em meio à neblina.
    Gritos de prazer sórdido,
    gritos do próprio assassino.

    Amanheceu, e os terrenos baldios,
    cheios de corpos, encontramos.
    Corpos desfigurados.
    Sangue por todo lado.

    Esquartejadas as encontraram.
    A violência segue.
    As noites nos causam calafrios.
    Cheiro forte de sangue no ar.

    Sangue escorre pela minha boca.
    Nada recordo da noite passada.
    Estou amarrado em uma camisa de força,
    louco para beber o teu sangue e comer sua carne.

    Carlos de Campos
  • Incêndio em corpos e mentes cansados



    Incêndio em corpos e mentes cansados

    Já se pode ver
    o imenso caos,
    destruição e risco.
    Todos nós corremos perigo.

    Estamos à beira do precipício
    e damos de ombros para a morte.
    Consigo ouvir os gemidos:
    é um tempo terrível.

    É terrível o que eu vejo:
    dor, morte e solidão.
    É a ilusão sendo desfeita,
    a realidade dando um soco na cara.

    Há sangue, vísceras pelo caminho,
    incredulidade em meio ao desastre.
    Há ressentimento torturante nas pessoas,
    discurso de ódio no coração.

    É violência em plena luz do dia,
    carros sendo queimados,
    morte…
    silêncio de um inocente.

    Por toda a cidade, só a desolação,
    desejo de sangue no ar,
    enxofre regado à orgia,
    sexo explícito na avenida.

    Carlos de Campos
    Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com
  • Sangue escorrendo

    Sangue escorrendo

    Não dá para ter dignidade
    Se não sei o que será de mim amanhã.
    Se vivo em um sistema de incertezas,
    Em um mar de opressão.

    Sangue escorrendo, opressor feliz,
    No fim de uma vida, vivendo de migalhas.
    Quanta sacanagem.
    Só agora sei que não sei.

    Como se libertar dessa máquina de moer gente?
    E deixar de ser um simples burro de carga?
    Preciso me libertar dessa opressão.
    Quanta sacanagem.

    Carlos de Campos
    Foto por Olga Petrova em Pexels.com
  • Mostre sua dor

    Mostre sua dor

    Vivo longe de casa
    Distante dos meus familiares
    Vivo na esperança de um dia revê-los
    E poder abraçá-los.

    Mostre suas feridas
    Cada vez mais doloridas
    Sangrentas
    Malcheirosas.

    Mostre sua dor
    Dor da ausência
    Dos afetos não correspondidos
    Dor da fragilidade.

    Dor, sangue e vida
    Desejo não alcançado
    Tudo e nada ao mesmo tempo
    Dor, desejo e sangue.

    Mostre seu desejo de sangue
    Sangue que corre pela vida
    Vida, dor e medo.

    Espero por tua ausência
    Na dor escorre vida pelas veias
    Na ausência do teu abraço, fica a solidão.

    Carlos de Campos
  • O Demônio

    O Demônio

    Ontem eu vi o diabo,
    Refletindo sua essência no rosto do meu vizinho.
    Quando ele decide brigar, não há limites,
    Ninguém é capaz de contê-lo.

    O homem endemoninhado é terrível,
    Deseja sangue a todo instante.
    Enquanto não provoca um tumulto, não para,
    O diabo mora ao meu lado.

    Quem não tem um vizinho assim?
    O verdadeiro prêmio “chave de cadeia”,
    Em todos os lugares por onde passamos,
    Sempre aparece essa peça rara.

    Afinal,
    O que faz o diabo com tantos emissários na Terra?
    É tanto diabo encarnado,
    Que dá até desgosto ver.

    A cada dia me sinto mais diabólico,
    Sou possuído pelo desejo constante de encrenca.
    Preciso, com urgência, beber um pouco de água benta.

    Carlos de Campos

    Convido você a mergulhar na jornada poética. Assista ao nosso novo vídeo e deixe-se inspirar pela voz do inconsciente que clama por expressão. Não perca essa experiência transformadora. Assista agora e experimente!

  • Impossível é conter a vida

    Impossível é conter a vida 
    

    Rua de sangue
    Impura sensação
    Flerte com a solidão
    Corremos risco de vida.

    Medo, de algum dia, sentir medo
    Medo de ver sangue pelas ruas
    Sangue do medo
    Sangue da vida escorrendo.

    Os dentes rangendo
    Caminhando nas ruas de sangue
    Deixam rastros
    Rastros de puro sangue.

    Mar de lágrimas
    Lágrimas da rua de sangue
    Onde o ódio é normalizado
    No mar da violência.

    Inclinado a maldade
    Deixando rastros de sangue
    Sangue da ilusão
    Sangue do terror.

    O desejo exige vontade
    Vontade negligenciada
    Desejo de sangue na calçada
    Pelas ruas, a solidão é reprimida.

    Intimidade insatisfeita
    Em noite de escuridão
    Me fazendo gemer
    Me fazendo sofrer.

    Uma noite é o tempo do sofrimento
    Já, pela manhã
    Posso experimentar o alívio
    A ternura que aquece nossas vidas.

    Com olhar otimista
    De quem a vida ressurge
    Impregnando o perfume do amor
    Com os rastros da gratidão.

    Vejo uma alegria que contagia
    Em nossas vidas que caminham
    Caminhando em prol da semeadura
    Impossível é conter a explosão que gera vida.


    Carlos de Campos