Tag: sentimento

  • Amor que cura

    Amor que cura 
    	
    Quando o amor já não é mais correspondido, fica inevitável aquele sentimento de frustração, especialmente pela parte que nutria ainda algum afeto. 
    	São esses momentos na vida que precisamos aproveitar, como momentos de aprendizado, porque estando na vida estaremos sempre sujeitos a essa situação de encontro e desencontro. 
    
    	O amor é o melhor dos sentimentos. A expressão máxima do ser humano. É também a maneira legítima de nos descobrirmos, verdadeiramente, no mundo. Nesse sentido, o amor é exigente, esperando, nada menos que a excelência em maior nível de comprometimento sincero com a outra parte. 
    Para de fato amar, dentro da dinâmica do amor, é preciso aprender a cuidar com diligência, e na medida certa. Amar é cuidar com liberdade e respeito.  Conexão de almas, energias, emoções, mentes e corpos. É ter a capacidade de, juntos, superar todos os obstáculos que surjam. Momento único, de sua história, em que o ser humano se encontra verdadeiramente lúcido.
    
    	Lucidez, é a filha de quem, com humildade, se colocou como aluno na escola do amor. E, como bom aluno, bebeu de sua fonte que, na medida certa desse cuidado, apesar das contradições, é a felicidade que sempre prevalecerá, exercendo o respeito, o perdão plenamente sincero e jamais esquecer-se do outro ou colocá-lo em segundo plano 
    
    	E, finalmente, possamos nos abrir verdadeiramente ao amor para deixarmos que o amor nos cure a mente, a emoção e o corpo.

    Carlos de Campos

    Foto por Aedrian em Pexels.com
  • Refúgio

    Refúgio

    Negar em ser
    É o mesmo que suicídio
    É voltar-se contra a própria história
    É dizer não à existência.

    O desejo de não existir
    É não querer mais resolver problemas
    Aparentemente sem solução
    Uma vida acumulada de problemas atrás de problemas.

    Silêncio !
    Estou no quarto e no escuro
    Impotente diante de tua grandeza
    Como um novilho no matadouro.

    Peço o último copo gelado de cerveja
    Pela última noite de prazeres
    Nem mais um dia
    E nem mais uma noite.

    Amanheceu
    Os minutos vão se esgotando
    Eternos são os segundos
    Tédio, angústia e sofrimento me envolvem.

    Não há tempo para mais nada
    Só o frio e a sensação de não estar mais vivo
    Ausência de vida que se resume ao peso morto de um cadáver rígido.

    Oh morte !… E suas duras penas, que só nos angustiam
    Como cegos, caminhamos pela existência finita
    E nunca prontos para o derradeiro dia de estar em seu regaço.

    Carlos de Campos

    LANÇAMENTO

    Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.


    Sobre o autor


    Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.
    Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: AQUI

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    Refúgio  

Negar em ser na vida 
É o mesmo que suicídio 
É voltar-se contra a própria história 
É dizer não à existência.
    Foto por Roman Kaiuk em Pexels.com