Tag: tecnologia

  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
  • Mago do Posicionamento Orgânico

    Mago do Posicionamento Orgânico

    Hoje, minha vida recebeu um presente:
    Um dom que estava escondido, e eu o encontrei.
    Convenci o algoritmo de que tenho muito a dizer.
    O algoritmo, com sua "personalidade" fria, me acolheu.

    Tudo parecia que seria mais fácil depois de ser abraçado.
    Nos meus sonhos mais otimistas, eu sempre dizia:
    Se eu superasse o algoritmo de maneira orgânica, tudo fluiria.
    E chegaria com mais facilidade aos corações humanos.

    Na teoria e na prática, convencer o algoritmo sempre foi o passo mais difícil.
    É um universo pré-determinado, sabe-se lá para quê e para quem.
    É uma "relação" com uma máquina fria,
    E transpor esse obstáculo era o ponto primordial.

    Algoritmo superado de maneira orgânica,
    Daqui para frente tudo seria mais fácil.
    Foi o que pensei a princípio.
    O ser humano, querendo ou não, age mais pela emoção.

    O que escrevo não ressoou entre pessoas,
    E me pergunto: por que isso aconteceu?
    Sou uma máquina para entender as máquinas?
    Ou sou só mais um anônimo querendo atenção?

    Sou o mago do melhor posicionamento orgânico,
    Mas sou invisível aos corações humanos.
    Não é para se frustrar,
    Quando são as dúvidas que pairam sobre o meu falar.

    Carlos de Campos
    Foto por Ron Lach em Pexels.com