Vem, minha amiga e meu amigo, vem ser feliz nesta vida, deixando para trás tudo o que lhe aborrece.
Vem aprender a cultivar o bom pensamento, porque ninguém vive sendo negativo. Vem ser feliz comigo.
É hora de ser feliz, e é agora. Não espere pela perfeição: ser feliz é uma construção.
É a inauguração de um contínuo aperfeiçoamento. Ninguém estará jamais pronto e acabado. É hora de viver a felicidade. É hora de calar a tristeza que nos invade. Vem ser feliz!
Esta é a comunidade mais triste do mundo. É também a comunidade que está revolucionando a ideia de que, para ser feliz, tudo precisa estar bem.
Estar feliz é uma construção interna, é uma opção radical que fazemos todos os dias, é uma declaração de guerra contra toda tristeza, é a luta diária para que a felicidade vença em nós no final do dia.
Carlos de Campos
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Ver você passando na minha rua, me sinto exausta, sem energia alguma, me sinto exausta.
Ver você passando só para me esnobar, me sinto exausta. Se você se atreve, nada posso fazer, porque me sinto sem forças para o teu ciúme.
Me sinto entediada quando vejo você passando na rua, com sol… na chuva… no frio… só me sinto exausta dos seus ciúmes.
Sua possessividade não é nada atraente. Sinto, de verdade, muita preguiça — preguiça de você… E não consigo amar alguém assim. Só sei que me sinto entediada quando vejo você desfilando por ciúmes.
Sua presença ainda é sentida, É dor que só aumenta, Aumentando ainda mais a minha solidão. Um dia, preciso saber o porquê.
Me jogo de cabeça no trabalho, Nas noites mal dormidas. Recorro a tudo o que me faça esquecer de você, E absolutamente nada é capaz de soterrar a falta que você me faz.
Hoje, É só mais um dia, Misturado a mais um dia ruim no trabalho, Mais um dia da mais pura saudade.
Oh, minha alma! Desejoso estou de viver a felicidade. Quem idealiza uma vida em meio à dor? O que nós fizemos de errado?
Meu amor é constantemente atacado pelo ódio, Ódio que prevalece em mim por esperar a sua volta. Deixado para trás é como me sinto. Sou mais uma vítima da saudade, marcada pela morte.
Minhas lembranças me comovem, Em tempos de tristeza, Elas vêm e me confortam.
Recordo-me da minha infância, Das brincadeiras com os amigos, Da primeira namorada.
Como tudo isso me faz bem, Sentir as emoções à flor da pele, Em memórias tão vívidas.
Mesmo que no passado a vida tenha sido difícil, Mesmo que tudo tenha faltado, Saudades carrego em minha memória.
Me pego chorando, Em meio às belas recordações, Que alegram a minha alma.
Carlos de Campos
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Foto por Tiu1ebfn Nguyu1ec5n Viu1ec7t em Pexels.com
Era durante a madrugada, o silêncio pairava. Não se entendia por que Aline pensava em suicídio. Sem sinais aparentes, mergulhou em busca de uma possível solução que nunca viria. Não existe suicídio que não venha acompanhado de sinais abundantes ou fluxos enormes de conversas embutidas em metáforas e simbologias carregadas de fortes pedidos de ajuda. Não saia fazendo julgamentos precipitados sem antes conhecer todo o contexto. Somente o contexto que envolve a história da pessoa é capaz de oferecer conteúdo que indique se algo está errado ou não.
Na vida, nem sempre é como esperamos. Estamos constantemente saindo do nosso controle. Normalmente, olhamos para tudo isso e simplesmente redirecionamos, buscando novas estratégias ou soluções. Somos naturalmente mais resilientes em nos adaptarmos aos acontecimentos. No entanto, não foi isso que aconteceu com Aline naquele dia. Foi difícil para ela admitir que nada ia bem consigo mesma. Como reconhecer que se está com um problema mental e que se precisa urgentemente de ajuda? Como Aline poderia saber que, naquele exato momento, poderia não ter mais volta caso não buscasse ajuda? As vidas dos especuladores de vidas alheias parecem fáceis agora. Naquele momento, tudo o que ela precisava era de apoio.
Quando suas crises de ansiedade se tornaram frequentes, ninguém estava lá para ajudá-la. Julgavam-na e a condenavam como se tudo fosse uma mera vadiagem, como se suas alegações de estar enferma fossem aberrações para obter um simples atestado médico. Enquanto isso, o problema só crescia. Sentindo-se mal o tempo todo, os remédios já não faziam bem; seus efeitos eram nulos. Pelo contrário, contribuíam ainda mais para ideias perturbadoras. Tudo estava completamente fora de controle, e o terrível dia se aproximava rapidamente. Todos à sua volta seguiam suas vidas, supostamente felizes. Aline, por sua vez, estava há muito tempo sequestrada por sua mente doente. Ela, por si só, nada mais poderia fazer para salvar-se dessa situação.
Era de madrugada, estava frio lá fora, fazia uns 10 graus. O clima de angústia era ainda pior do que já tinha sido normalizado. Aline morava sozinha no 8º andar. Suas lágrimas de desespero percorriam seu rosto; a dor interior era imensa. Ela estava profundamente impactada por seu próprio sofrimento.
Em meio a toda aquela angústia, suas células davam os últimos suspiros, levando-a ao seu último e crucial instante de lucidez. Esse momento de pequena lucidez a fez ligar para o porteiro. Ao ouvir a voz de Aline, em meio a choro, desespero e dor, o porteiro tomou ciência da gravidade do momento. Sem perder tempo, colocou o telefone próximo ao rádio que tocava uma música e saiu correndo até o 8º andar. Chegando na frente da porta de Aline, sem demora, meteu o pé na porta, arrombando-a. Seus olhos buscaram por Aline, que ainda estava com o telefone ao ouvido, ouvindo a música. O porteiro se aproximou dela e a acolheu com um abraço forte, transmitindo segurança, enquanto pedia ajuda médica pelo celular.
Solidão Espero o movimento Do jogo dos dados, a meu favor Sozinho e no frio, espero Espero, espero e espero.
Solidão! De quem não sabe por que espera tanto Nem imagina O convenceram a esperar Espera, sem saber quando terminará.
Imagem de um processo Que nos convenceu a esperar Enquanto de várias maneiras vão surrupiando Nos fazendo acreditar Que um dia chegará a nossa vez Espero, sem questionar.
Um dia estava me perguntando: Por que espero tanto? O que espero tanto? Quando foi que decidi esperar tanto? Foi quando se aproximou de mim Um ser místico Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”
Quem, em sã consciência, espera desse jeito? Estaria louco? Confuso? Com medo? Confiante? Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho. Íntimo dos demônios.
Em noites frias Sou acolhido pela solidão Embriago-me com as minhas tristezas Copulo com os meus fracassos A cada momento dessa vida.
É desafiador levar essa existência para frente Quando existem forças reunidas jogando contra Quando os únicos amigos são imaginários Quando a única chance que tenho Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.
Tenha sempre em mente Até os cadáveres adubam o solo Dê tudo o que você tem, agora Seja o adubo de sua própria história.
A solitária de uma existência Tem duas janelas Com duas paisagens diferentes Em uma, os olhares são convidados A olharem só o que se perdeu Em outra, os olhares são convidados A olharem o silêncio que trabalhou a terra A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar É sua.