Tag: tristeza

  • Ter você comigo é uma enorme satisfação



    Ter você comigo é uma enorme satisfação

    Vem, minha amiga e meu amigo,
    vem ser feliz nesta vida,
    deixando para trás
    tudo o que lhe aborrece.

    Vem aprender a cultivar
    o bom pensamento,
    porque ninguém vive sendo negativo.
    Vem ser feliz comigo.

    É hora de ser feliz,
    e é agora.
    Não espere pela perfeição:
    ser feliz é uma construção.

    É a inauguração de um contínuo aperfeiçoamento.
    Ninguém estará jamais pronto e acabado.
    É hora de viver a felicidade.
    É hora de calar a tristeza que nos invade.
    Vem ser feliz!

    Esta é a comunidade mais triste do mundo.
    É também a comunidade que está revolucionando
    a ideia de que, para ser feliz, tudo precisa estar bem.

    Estar feliz é uma construção interna,
    é uma opção radical que fazemos todos os dias,
    é uma declaração de guerra contra toda tristeza,
    é a luta diária para que a felicidade vença em nós no final do dia.

    Carlos de Campos

    Ter você comigo é uma enorme satisfação
    Foto por Viktorya Sergeeva ud83eudec2 em Pexels.com
  • Exausta do seu ciúme

    Exausta do seu ciúme

    Ver você passando na minha rua,
    me sinto exausta,
    sem energia alguma,
    me sinto exausta.

    Ver você passando só para me esnobar,
    me sinto exausta.
    Se você se atreve,
    nada posso fazer,
    porque me sinto sem forças para o teu ciúme.

    Me sinto entediada
    quando vejo você passando na rua,
    com sol…
    na chuva…
    no frio…
    só me sinto exausta dos seus ciúmes.

    Sua possessividade não é nada atraente.
    Sinto, de verdade, muita preguiça —
    preguiça de você…
    E não consigo amar alguém assim.
    Só sei que me sinto entediada
    quando vejo você desfilando por ciúmes.

    Carlos de Campos
    Foto por Eddie Oliveira em Pexels.com
  • Existe um toque mortal na saudade


    Existe um toque mortal na saudade

    “Bem no auge do nosso amor, você foi embora.”

    Ontem, em meio à saudade,
    O meu mundo desabou.
    O que restou foi só a ilusão,
    Sofrimento pela sua ausência.

    Sua presença ainda é sentida,
    É dor que só aumenta,
    Aumentando ainda mais a minha solidão.
    Um dia, preciso saber o porquê.

    Me jogo de cabeça no trabalho,
    Nas noites mal dormidas.
    Recorro a tudo o que me faça esquecer de você,
    E absolutamente nada é capaz de soterrar a falta que você me faz.

    Hoje,
    É só mais um dia,
    Misturado a mais um dia ruim no trabalho,
    Mais um dia da mais pura saudade.

    Oh, minha alma!
    Desejoso estou de viver a felicidade.
    Quem idealiza uma vida em meio à dor?
    O que nós fizemos de errado?

    Meu amor é constantemente atacado pelo ódio,
    Ódio que prevalece em mim por esperar a sua volta.
    Deixado para trás é como me sinto.
    Sou mais uma vítima da saudade, marcada pela morte.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Afeto memorável

    Afeto memorável

    Minhas lembranças me comovem,
    Em tempos de tristeza,
    Elas vêm e me confortam.

    Recordo-me da minha infância,
    Das brincadeiras com os amigos,
    Da primeira namorada.

    Como tudo isso me faz bem,
    Sentir as emoções à flor da pele,
    Em memórias tão vívidas.

    Mesmo que no passado a vida tenha sido difícil,
    Mesmo que tudo tenha faltado,
    Saudades carrego em minha memória.

    Me pego chorando,
    Em meio às belas recordações,
    Que alegram a minha alma.

    Carlos de Campos

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    Foto por Tiu1ebfn Nguyu1ec5n Viu1ec7t em Pexels.com
  • Caminho para vencer a tristeza

    Caminho para vencer a tristeza

    Logo que você passou,
    Experimentei uma enorme frustração,
    E, até então, nada mudou.

    Nada adianta querer,
    Se a cabeça continuar na mesma,
    O caminho pede a nossa participação.

    Faz tempo,
    É tempo demais,
    Em que vivo nessa triste agonia.

    Deixe sair o que incomoda,
    Lave com água e sabão,
    Esterilize o local com boas ações.

    Há camadas que podem voltar,
    Permita que elas voltem,
    Para, então, serem curadas.

    Daqui para frente, tudo será transparente,
    O mesmo caminho visto de maneira diferente,
    Cicatrizes que nos animam pelo caminho.

    Carlos de Campos
  • Nostalgia

    Nostalgia

    A cidade envolvida em neblina
    Faz o tempo parar
    Retornamos às memórias tristes
    Carregados de saudades.

    Memórias
    Levo essa tristeza
    Recai em mim o que não queria saber
    Inesperadamente, sou surpreendido.

    Fantasma que me assombra
    Em recordações involuntariamente invocadas
    Temo não mais encontrar a paz.

    Memórias do passado
    Que passam sem deixar saudades
    É só mais um dia de melancolia.

    Carlos de Campos

    Foto por Ricardo Oliveira em Pexels.com
  • O algoz

    O algoz 

    Momento de decisão
    Pensando nas melhores opções
    Pensando em se cuidar
    Para bem viver.

    Nada é tão triste
    Quando nos vemos abandonados
    No íntimo até que tentamos reagir
    Mas nada que mude a situação.

    Rotina como princípio do fim
    Veneno que o casal vai bebendo aos poucos
    Sem perceber, vão caminhando para o abismo.

    Não existe relacionamento que resista à rotina
    Parasita do amor
    Suga toda a energia até o fim da vida.

    Carlos de Campos

  • Momentos finais de um suicida

    Momentos finais de um suicida

    Era durante a madrugada, o silêncio pairava. Não se entendia por que Aline pensava em suicídio. Sem sinais aparentes, mergulhou em busca de uma possível solução que nunca viria. Não existe suicídio que não venha acompanhado de sinais abundantes ou fluxos enormes de conversas embutidas em metáforas e simbologias carregadas de fortes pedidos de ajuda. Não saia fazendo julgamentos precipitados sem antes conhecer todo o contexto. Somente o contexto que envolve a história da pessoa é capaz de oferecer conteúdo que indique se algo está errado ou não.

    Na vida, nem sempre é como esperamos. Estamos constantemente saindo do nosso controle. Normalmente, olhamos para tudo isso e simplesmente redirecionamos, buscando novas estratégias ou soluções. Somos naturalmente mais resilientes em nos adaptarmos aos acontecimentos. No entanto, não foi isso que aconteceu com Aline naquele dia. Foi difícil para ela admitir que nada ia bem consigo mesma. Como reconhecer que se está com um problema mental e que se precisa urgentemente de ajuda? Como Aline poderia saber que, naquele exato momento, poderia não ter mais volta caso não buscasse ajuda? As vidas dos especuladores de vidas alheias parecem fáceis agora. Naquele momento, tudo o que ela precisava era de apoio.

    Quando suas crises de ansiedade se tornaram frequentes, ninguém estava lá para ajudá-la. Julgavam-na e a condenavam como se tudo fosse uma mera vadiagem, como se suas alegações de estar enferma fossem aberrações para obter um simples atestado médico. Enquanto isso, o problema só crescia. Sentindo-se mal o tempo todo, os remédios já não faziam bem; seus efeitos eram nulos. Pelo contrário, contribuíam ainda mais para ideias perturbadoras. Tudo estava completamente fora de controle, e o terrível dia se aproximava rapidamente. Todos à sua volta seguiam suas vidas, supostamente felizes. Aline, por sua vez, estava há muito tempo sequestrada por sua mente doente. Ela, por si só, nada mais poderia fazer para salvar-se dessa situação.

    Era de madrugada, estava frio lá fora, fazia uns 10 graus. O clima de angústia era ainda pior do que já tinha sido normalizado. Aline morava sozinha no 8º andar. Suas lágrimas de desespero percorriam seu rosto; a dor interior era imensa. Ela estava profundamente impactada por seu próprio sofrimento.

    Em meio a toda aquela angústia, suas células davam os últimos suspiros, levando-a ao seu último e crucial instante de lucidez. Esse momento de pequena lucidez a fez ligar para o porteiro. Ao ouvir a voz de Aline, em meio a choro, desespero e dor, o porteiro tomou ciência da gravidade do momento. Sem perder tempo, colocou o telefone próximo ao rádio que tocava uma música e saiu correndo até o 8º andar. Chegando na frente da porta de Aline, sem demora, meteu o pé na porta, arrombando-a. Seus olhos buscaram por Aline, que ainda estava com o telefone ao ouvido, ouvindo a música. O porteiro se aproximou dela e a acolheu com um abraço forte, transmitindo segurança, enquanto pedia ajuda médica pelo celular.

    Carlos de Campos

    Foto por Steve Johnson em Pexels.com
  • O Peso da Espera

    O Peso da Espera

    Solidão
    Espero o movimento
    Do jogo dos dados, a meu favor
    Sozinho e no frio, espero
    Espero, espero e espero.

    Solidão!
    De quem não sabe por que espera tanto
    Nem imagina
    O convenceram a esperar
    Espera, sem saber quando terminará.

    Imagem de um processo
    Que nos convenceu a esperar
    Enquanto de várias maneiras vão surrupiando
    Nos fazendo acreditar
    Que um dia chegará a nossa vez
    Espero, sem questionar.

    Um dia estava me perguntando:
    Por que espero tanto?
    O que espero tanto?
    Quando foi que decidi esperar tanto?
    Foi quando se aproximou de mim
    Um ser místico
    Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”

    Quem, em sã consciência, espera desse jeito?
    Estaria louco?
    Confuso?
    Com medo?
    Confiante?
    Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho.
    Íntimo dos demônios.

    Em noites frias
    Sou acolhido pela solidão
    Embriago-me com as minhas tristezas
    Copulo com os meus fracassos
    A cada momento dessa vida.

    É desafiador levar essa existência para frente
    Quando existem forças reunidas jogando contra
    Quando os únicos amigos são imaginários
    Quando a única chance que tenho
    Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.

    Tenha sempre em mente
    Até os cadáveres adubam o solo
    Dê tudo o que você tem, agora
    Seja o adubo de sua própria história.


    A solitária de uma existência
    Tem duas janelas
    Com duas paisagens diferentes
    Em uma, os olhares são convidados
    A olharem só o que se perdeu
    Em outra, os olhares são convidados
    A olharem o silêncio que trabalhou a terra
    A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar
    É sua.

    Carlos de Campos

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    Assista e deixe a poesia fluir em você! 🌟🎥

  • Quando o amor acaba

    Quando o amor acaba 

    Fica aquela sensação de vazio
    A tristeza da dúvida do que faltou
    O que é o amor?

    Carlos de Campos

    Quando o amor acaba 

Fica aquela sensação de vazio 
A tristeza da dúvida do que faltou 
O que é o amor? 

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    Quando o amor acaba