Calma bem-vinda Que vem do fundo do ser De uma alma cansada, Atolada de trabalho, Que impede a vida de ter sentido, Experimentando os aborrecimentos contínuos.
Empoderando os desafios, Suprimindo uma vida de afetos, Afetos de um companheirismo. Finge que está tudo bem, Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa, Uma fossa profunda, escura e úmida.
Lá no fundo da fossa, A alma encontra forças para resistir, Mesmo sem saber como vai sair. A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência, O canto sobre a esperança, Que canta o amor que nos faz seres humanos.
De dentro do fosso, Em meio ao canto que está sendo entoado, Sem mais qualquer esperança, Entre o medo e a perseverança, Entre o abuso e o amor, A alma, em meio à intensa dor, Rasga as vestes corporais. Mesmo ainda fraca, a alma rasteja, Rasteja para fora daquela fossa. Sai em busca de um sentido para sua vida, No ápice do seu esquecimento, Enquanto pessoa humana, Que, mesmo sendo anulada de todas as formas, Busca ser resistência, Busca ser a expressão real e verdadeira do amor. E nunca pensa em desistir.
No interior do seu ser, Existe uma fonte natural Da mais pura água, Água límpida e refrescante, Capaz de matar a sede por justiça, Dando ao corpo, alma e espírito Uma vitalidade sobrenatural, Um olhar místico, Que vê a realidade além da materialidade, O bem em tudo à sua volta, Em uma vida repleta de amor E que só vê sentido se for para amar.
O movimento mais importante em uma vida É o movimento sincronizado de uma alma. É onde a alma encontra o seu próprio caminho, Um destino de escolhas fáceis, De vitórias bem celebradas E de derrotas aceitas e muito bem digeridas. Movimento que move a alma sempre para a verdade, Íntegra caminha com a sabedoria, E de mãos dadas segue com a esperança.
Cabeça louca por mudanças
Sua decisão é necessária
Para que a verdade prevaleça
E o amor aconteça.
A cabeça não pensa
O corpo não responde
Vegetal querendo agir.
Loucuras vão acontecendo
Tudo vai ao chão
Não sobra mais humanidade.
Mudanças acontecendo
Costuras se descosturando
Impunidade, será?
Carlos de Campos
Iluminado pelo sol da verdade
O mundo anda desnorteado
Mais e mais impaciente
Nada faz sentido.
Desespero
Dor intensa
Nos impedem de avançar
Parados permanecemos.
Quem nunca desanimou ?
Quando olhou a realidade ?
Ou lamentou por não fazer nada ?
E preocupado, apenas seguiu.
Mergulhar para dentro de si
É o melhor caminho a se percorrer
É, sem dúvida, conflitante
Mas é a única oportunidade de transformação.
A solução do enigma para uma vida feliz
Está na própria história
Tenha coragem e descubra.
Lâmpada acessa
Por menor que seja consegue iluminar
Assim acontece quando nos voltamos à nossa história.
Carlos de Campos