Tag: versos livres

  • Tuas belas pernas


    Tuas belas pernas

    Diga-nos:
    existe amor entre nós?
    Em nós bate o mesmo sentimento?
    O que é que você quer que eu faça?
    Façamos nossas aventuras entre quatro paredes.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Existe um fato que não pode ser ignorado


    Existe um fato que não pode ser ignorado

    São os elementos.
    São frutos proibidos desta vida.
    São os elementos de uma vida apodrecida.
    São o que são em minha vida.

    São os seus sinais,
    sinais estes interrompidos.
    São os sinais dos elementos corrompidos.
    Não sei como seguir, mas eu sigo.

    Destemido,
    sigo no mesmo ritmo,
    no ritmo de desfazer as ilusões
    da história contada de outra forma.

    A fórmula mágica dos destemidos,
    dos que desejam vencer,
    sofrer.
    Este é o caminho que evito percorrer.

    No salão, descobri um mistério:
    está guardado debaixo do piso
    que sustenta os passos da minha história
    e que ignora o fato.

    De que esse mistério
    é a fórmula mágica para o meu sucesso.
    E de que esse é o fato
    que jamais deve ser ignorado.

    Carlos de Campos

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    Foto por Ekaterina Astakhova em Pexels.com
  • Meu Tempo Brutal



    Meu Tempo Brutal

    As mudanças me cercam.
    Estou enroscado,
    perdido no tempo,
    meu contrassenso.

    Estou enroscado no tempo,
    no contrassenso do bom senso.
    Sensações de um mau tempo —
    é tempo de mudanças.

    Enroscado na mudança
    de um tempo perdido,
    cercado de gente infeliz,
    me sinto tão triste.

    Fiel aos meus pensamentos,
    divago pelo tempo.
    No contrassenso do bom senso,
    eu me entrego.

    Infelicidade é a mudança
    de um desejo não correspondido,
    da brutalidade permissiva —
    desejo tempo.

    Divagam em minha memória
    as mudanças dos tempos terríveis,
    da antipatia do destino,
    destino de um dia triste.

    Carlos de Campos

    Foto por Skyler Ewing em Pexels.com
  • De um ponto ao outro, restos do passado

    De um ponto ao outro, restos do passado

    Mostrem os sonhos não realizados,
    a beleza que vivi,
    o destino imaculado
    de frente ao retrovisor.

    Mostre o que se viu,
    o que se perdeu
    em lágrimas empoeiradas.
    Investiguem dentro da cabeça.

    Que se perdeu em memórias frias,
    frias pelo que não se podia sentir,
    frias das fotos carcomidas,
    tudo sobre o que diziam.

    Tudo o que fiz foi pensar em você.
    Cada memória vale a pena:
    destino traçado de presente
    que sente as memórias escondidas.

    Carlos de Campos
    Foto por Almighty Shilref em Pexels.com
  • Apresente uma ideia

    Apresente uma ideia

    No fim do começo,
    Distante de um começo,
    O pensamento se desfaz
    Diante dos meus olhos.

    Início do fim,
    Os meus pensamentos não existem mais.
    O que foi que aconteceu aqui?
    Desencadeou o que não se queria.

    Leia o que não se escreve,
    Escreva o que não se pode ler.
    O fim é só mais um começo,
    E nada começou de um fim.

    Início e meio,
    Tudo reunido em um fim.
    Histórias em histórias,
    Tudo percorrendo o mesmo fim.

    Mas nem tudo é sobre você,
    Sobre o seu destino,
    Equivocado e incompreensível.
    Tudo é sobre a existência de um fim.

    Tudo e nada nos afeta,
    Nem o começo do fim,
    O fim de tudo que teve um começo.
    Tudo e nada não são o que aparentam ser.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • O teu olhar

    O teu olhar

    O teu olhar me fascina
    Desejo incompreendido,
    Instinto primitivo,
    Mergulho na alma.

    O desejo desorientado,
    Falange de vozes atordoadas,
    Impróprio para os que confiam.
    De ilusão a ilusão, vive-se uma ilusão.

    Não existe medo em meu coração,
    Nem a mais doce imaginação.
    Na minha carcaça, não existe alma,
    Só existe sombra e lamentação.

    Ímpeto repleto de vontade,
    Possuído por reles manifestações
    Que vêm do mergulho que faço
    Na fossa do meu ser.

    Dominado por uma breve lucidez,
    Tomo um susto!
    Ao ver o mundo entregue às traças,
    Uma sociedade falida.

    O delirante modo de vida que me convida,
    Estar afogado em meus problemas
    Impede que eu veja o milagre do vislumbre das cores.
    Dos tempos que se passaram, constato que nada mudou.

    Carlos de Campos

    Foto por Paweu0142 L. em Pexels.com