Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação
Do barro dessa santíssima terra
Nasce das mãos de Deus o homem
O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
Dá ao homem a vida.
Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 02/150)
Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação
Do barro dessa santíssima terra
Nasce das mãos de Deus o homem
O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
Dá ao homem a vida.
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A vida é dada por Deus
Soprando pelas narinas do ser humano em barro
O vento engata a nossa existência
Essa nossa pobre existência.
Deus demonstrando sua eterna misericórdia
Acha por bem nos jogar nesse mundo cão
Sem o mínimo de noção
Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.
Entre guerra injustificadas
Caminhamos em pleno emburrecimento
Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento
Em cultos da nossa própria imagem divina.
O ser humano está perdido
Fundido sua psique em si
Cegos da realidade por sua imbecilidade
Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.
Um coração magoado bate em nosso peito
Do barro nós viemos e na lama permanecemos
Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos
Somos os agentes do mal.
Carlos de Campos



