Tag: vulnerabilidade

  • Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)
    Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    É belo esse momento:
    o nascimento de uma pessoa,
    o existir no berço da Terra de Santa Cruz.
    É mistério quem nos envolve.

    O momento nos pede celebração,
    uma festa bem animada,
    que hoje tragamos em nossos corações só a alegria,
    de espaço somente para o amor.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    O nascer é vida que se renova,
    são reflexões que nos incomodam,
    é a natureza que vence a nossa vontade.
    Cada vida que existe nasce para si mesma.

    Prometeu o amor.
    O amor não veio.
    Nascer é saber ser ferido
    em sua vulnerabilidade reprimida.

    A vida é uma dádiva
    para quem vive nas mansões dos ricos,
    para quem é acudido ao menor dos gemidos.
    O nascer de um pobre é violento.

    É dependente da esmola alheia,
    é grito de fome de milhões de desnutridos,
    é a incapacidade de olhar para o lado,
    é a morte que nos é apresentada desde o começo.

    Carlos de Campos

  • Sonhos de falsas verdades


    Sonhos de falsas verdades

    Onde está o amor?
    Os sonhos de dias felizes?
    Nas circunstâncias da vida,
    sinto saudades de sonhar com dias mais otimistas.

    Suas mãos estão sujas de sangue inocente.
    Tua indiferença é tão corrompida.
    São pesadelos em noites mal dormidas.
    Otimista é o caralho.

    Os teus olhos me cegam pela verdade.
    Delinquente.
    Olhos de vidro.
    Desmascaram a minha face.

    Iludi-me muito nessa vida.
    Meus sentimentos foram atravessados.
    Me enganaram.
    Abusaram de minha bondade.

    Mostre-me a lua sangrando.
    Gritos aterrorizantes.
    Desrespeito
    das sórdidas madrugadas.

    Os teus sonhos foram roubados.
    Na verdade manipulada,
    no estreito foram estuprados.
    Ninguém está ligando para mais nada.

    Carlos de Campos
    Foto por Brett Sayles em Pexels.com