Categoria: Solidão Digital

Solidão Digital

Solidão Digital, um livro em construção.

Este livro nasce poema após poema, sendo publicado enquanto sua própria história é construída.

Se você gosta de poesia sobre solidão, isolamento, sofrimento emocional, autoconhecimento e os conflitos silenciosos da existência humana, acompanhe esta jornada desde o primeiro poema.

Solidão Digital
Poema 01/60

acompanhe a construção deste livro, poema por poema.

  • Um povo que acredita

    Um povo que acredita

    Nação consciente do seu futuro 

    Se levanta para reivindicar 

    Que não aceita mais 

    Ser vista como incapaz.

    Nas ruas escuras ouço um grito 

    Uma dança 

    Que surge do esquecimento de uma nova lembrança 

    Que nos alcança.

    Deixando em nossos corações 

    Perdido 

    Um pedido 

    Que ecoa com intensidade.

    Tudo diz respeito à nossa luta 

    Luta para garantir o nosso direito 

    De viver em uma pátria livre 

    De um passado ao qual não queremos mais voltar.

    Se levanta um povo unido 

    Que não deseja ser destituído 

    Refém de políticas externas 

    Que em nada nos beneficiam.

    O sol alegra o meu dia 

    Que venha a esperança 

    No auge da vitória popular 

    O sol deve vencer para que todos sejam nutridos.

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso
  • Profundo está o meu desejo

    Livro: Solidão Digital – Poema 03/60

    Entre a minha mente vulnerável,
    esquecida em um imenso apagão,
    o meu raciocínio já não raciocina mais.
    Estou refém desse momento.

    Li o que não buscava e continuei lendo.
    O rolo compressor da internet simplesmente passou por cima,
    sem nem olhar para trás, me viciou.
    Hoje, sou um dependente virtual.

    O vício é alimentado dia e noite.
    É impossível parar.
    Quebrar essa barreira é quase impossível.
    Viciado, sigo a rotina.

    Chapado de lixo on-line,
    quanto mais sem sentido, melhor fica.
    Vidrado por horas a fio, permaneço,
    fico buscando sentido em tudo isso.

    Onde me escondo?
    O lugar é a minha mente.
    Ferve a minha cabeça,
    explodindo os meus neurônios.

    Em uma neurose profunda, sou levado.
    Sou submetido a uma longa e intensiva tortura virtual.
    Estou onde nunca desejei estar.
    Quero sair e não consigo.

    Carlos de Campos