Categoria: A Profecia

Cada poema é um fragmento de uma grande revelação. A Profecia convida o leitor a refletir sobre a origem da existência, o caos como força primordial, o sentido da vida, o tempo, a consciência e os mistérios que moldam o universo. São poemas filosóficos que questionam certezas e transformam perguntas em caminhos para uma nova forma de enxergar a realidade. Uma jornada poética para quem busca contemplar o invisível, compreender o imprevisível e encontrar beleza no caos.

  • Um povo que acredita

    Um povo que acredita

    Nação consciente do seu futuro 

    Se levanta para reivindicar 

    Que não aceita mais 

    Ser vista como incapaz.

    Nas ruas escuras ouço um grito 

    Uma dança 

    Que surge do esquecimento de uma nova lembrança 

    Que nos alcança.

    Deixando em nossos corações 

    Perdido 

    Um pedido 

    Que ecoa com intensidade.

    Tudo diz respeito à nossa luta 

    Luta para garantir o nosso direito 

    De viver em uma pátria livre 

    De um passado ao qual não queremos mais voltar.

    Se levanta um povo unido 

    Que não deseja ser destituído 

    Refém de políticas externas 

    Que em nada nos beneficiam.

    O sol alegra o meu dia 

    Que venha a esperança 

    No auge da vitória popular 

    O sol deve vencer para que todos sejam nutridos.

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso
  • O assombroso encontro com meu eu

    Livro 9: A Profecia (Poema 03/20)

    O assombroso encontro com meu eu

    O que esperar do amanhã?

    De um dia sombrio,

    Um tempo frio,

    Suficientemente fútil.

    O que sonhar nessas noites tranquilas?

    Uma noite fria,

    Sem esperança

    Para um novo amanhecer.

    O sonho passa a ser realidade,

    Distante realidade.

    O sonho passa a ser sonho,

    Só mais um sonho.

    O distante é espetáculo aos nossos olhos,

    Aos sonhos disfarçados de ironia,

    Um sonho distante do amanhã,

    Um sonho ferido de insônia.

    Quem, sonhando, resistirá à fantasia?

    Em sono profundo sucumbirá aos seus devaneios?

    Quem, sonhando acordado, pensou: estou acordado?

    Amanhã chegará. Que fazer?

    O que dirá para si

    Quando as travas da realidade forem retiradas?

    O que pensar se o sonho não se realizou?

    Há quem diga que tudo é só ilusão.

    Carlos de Campos