Categoria: O verso humano ferido por trás do crachá

O verso humano ferido por trás do crachá

Um livro de poesia de Carlos de Campos sobre o ser humano que existe por trás do trabalhador.

Entre o tempo vendido, o salário, a precarização, a exploração, o cansaço, a desigualdade e os sonhos de transformação, cada poema procura revelar aquilo que muitas vezes desaparece quando uma pessoa passa a ser vista apenas como funcionário.

Por trás de cada crachá existe uma história. Existe um corpo. Existe uma vida. Existem sonhos, medos, necessidades e desejos que não cabem em uma função profissional.

Este livro nasce poema após poema e acompanha as contradições do trabalho contemporâneo: a necessidade de sobreviver, o desgaste provocado pela jornada, a perda de tempo de vida, a busca por dignidade e a possibilidade de transformar a experiência individual em consciência coletiva.

Uma poesia social, humana e contemporânea sobre trabalho, capitalismo, desigualdade, precarização, classe trabalhadora e a luta por uma vida em que trabalhar não signifique deixar a própria humanidade para trás.

Livro: O verso humano ferido por trás do crachá
Autor: Carlos de Campos
Acompanhe a construção da obra, poema após poema.

  • Sua força vital deixada no trabalho

    Livro O verso humano ferido por trás do crachá Poema 01/20

    Sua força vital deixada no trabalho

    O tempo escorre pelo meu suor
    A cada minuto sou mais desvalorizado
    É o tempo que não voltará
    O que ganhei com tudo isso?

    Todo o esforço do meu trabalho
    Me deixou sem nenhum tostão
    E gerei toda a riqueza do meu patrão
    Sou o funcionário do mês.

    O trabalho nunca nos deixará ricos
    Nem que tenhamos mil vidas
    O trabalho como está projetado é para nos manter na miséria
    Na exploração da mão de obra barata, bem-vindo ao capitalismo.

    Sucatear ao máximo a saúde dos seus funcionários
    Viva a jornada dupla de trabalho
    Viva a pressão no final do mês por falta de salário
    Viva o funcionário precarizado que é grato pelo trabalho que ainda tem.

    Sem expectativas de mudanças, seguimos
    Seguimos conduzidos pelo cabresto
    Por não estarmos unidos por melhores salários
    Seguimos implorando o nosso pão de cada dia.

    Os sonhos que sonhamos juntos
    É o sonho que realizaremos juntos
    É o sonho de toda uma classe de trabalhadores
    É um sonho revolucionário que beneficiará o nosso trabalho.

    Carlos de Campos

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