Eu vejo o passado me assombrando
Uma sombra recai sobre mim
Quem sou eu nessa batalha terrível?
Sou nada além de um abismo.
Carlos de Campos

Eu vejo o passado me assombrando
Uma sombra recai sobre mim
Quem sou eu nessa batalha terrível?
Sou nada além de um abismo.
Carlos de Campos

Noites sombrias
Viva a ditadura militar brasileira.
Viva a resistência popular do Brasil.
É sangue de inocente que alavanca a nossa democracia.
Carlos de Campos

Tarde de uma existência
O sol se põe diante de minha insignificância
Manifestou dia a dia sua profunda ausência
Mistério é continuar acreditando.
Carlos de Campos

Vi Deus face a face
Estava observando a rua vazia.
Vi o meu vizinho chato pra caralho
e reconheci nele meu divino redentor.
Carlos de Campos

Reúno as minhas forças para o embate final
Estou muito deprimido.
Um mar de ilusão me afoga.
O que faço nessa situação?
Além de olhar fixamente para a parede?
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Reúno as minhas forças para o embate final
Estou muito deprimido.
Um mar de ilusão me afoga.
O que faço nessa situação?
Além de olhar fixamente para a parede?
Insisto no mar envolto,
Destituir a minha tristeza.
Sou mais forte.
Só preciso começar a lutar.
Eu sei que não será fácil.
Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.
Sei que na guerra o único instinto é sobreviver.
Sou sobrevivente de tantas guerras.
O sangue que já regou o front dessa trincheira.
Sou a vida, sou a morte.
Sou as derrotas, sou as vitórias.
Sou só mais uma pessoa querendo viver.
O meu olhar se volta para o meu filho.
O meu ser se enche de esperança,
Da mais doce e profunda esperança,
É com amor que se vence o ódio.
Carlos de Campos

Os rumores desse fato
Fica por conta dessa alma
Que caminha acorrentada em sua própria alma
No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
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Os rumores de uma alma
Os rumores desse fato
Fica por conta dessa alma
Que caminha acorrentada em sua própria alma
No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe
Percebe o que não quer perceber
Que as suas correntes estão presas a você
A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo
E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
Na corrente de nossa própria ignorância
Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente
As correntes dos desesperados
Que esperando já não aguenta mais
O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão
Observe a chave dessa corrente
Pare por um momento
Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave
A chave dessa corrente que está presso a você
Reflita no tempo do seu tempo
O tempo de utilizar a sua chave.
Carlos de Campos

Entre o menor número está a dúvida
Inteiro assim se comporta
Par, ímpar…
Tudo parece muito simples.
Fendas entre os números
A criptografia do caos #1
Entre o menor número está a dúvida
Inteiro assim se comporta
Par, ímpar…
Tudo parece muito simples.
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Tendência de tudo ser muito complicado
Par, ímpar…
O que vemos sem compreender
Infinito é, na verdade, óbvio.
O infinito segue os números primos
Primos que se parecem irmãos
No cálculo dessa soma
Somamos em equivalências iguais.
O que estou dizendo?
Sem ao menos pensar
Que os números primos
Não podem ocupar o mesmo lugar.
Um infinito sempre igual
Sempre maior
O número primo é sempre um
O que estou dizendo?
Primo é sempre um número primo
Exceto quando é dividido por si
O número par nunca será inteiro
Camadas e mais camadas de infinitos números inteiros.
Carlos de Campos
