Autor: propolispoemas@gmail.com

  • Mais que vencer, é preciso experimentar a vitória

    Mais que vencer, é preciso experimentar a vitória

    Momento de tensão do início ao fim para as equipes, com leve domínio do time do Fluminense. No geral, será um bom jogo de se assistir, em que ambas as equipes buscarão a vitória a todo instante.
    As equipes insistirão, persistirão, perseguirão o gol, que não acontecerá, de modo que os destaques da partida ficarão com os goleiros — tanto no primeiro tempo quanto no segundo. O diferencial estará no banco: é de lá que o time passará de um time bom a um time ótimo.

    É do técnico que virá a melhor resposta do Fluminense e de sua capacidade de rapidamente se adaptar para, de fato, ser eficiente em surpreender o adversário. É nesse momento que o Fluminense virará a chave, e o time do Al Hilal passará a sucumbir dentro da partida.
    A partir daí, o domínio do time do Fluminense será pleno, e os gols acontecerão naturalmente. Nada que a paciência, unida à determinação, não possa transformar no colapso total do adversário.


    É o que está marcado para este jogo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, no dia quatro de julho de dois mil e vinte e cinco, às dezesseis horas (horário de Brasília), entre Fluminense e Al Hilal. O Al Hilal até imporá certa resistência, mas não o suficiente para impedir que os gols venham a acontecer.
    O Fluminense, por sua vez, será dominante daí por diante — não pela força, mas pela qualidade. E mais ainda: pela qualidade e visão do seu técnico, que, na hora H, dará o famoso “nó tático” no time do Al Hilal. (Ficção)

    Copa do Mundo de Clubes da FIFA
    04/07/2025 – 16h00
    Fluminense x Al Hilal

    Foto por Juan Salamanca em Pexels.com
  • Que olhar você anda tendo da vida? (texto)

    Que olhar você anda tendo da vida?

    Inteiro é como devemos sempre estar.
    Isso não significa que sua vida estará às mil maravilhas; significa, essencialmente, que, estando bem ou mal, nossa atenção deve estar totalmente voltada ao que estamos fazendo.
    É na dedicação com que você faz algo que se revela o modo como você vive.

    Temos duas formas de viver:

    Primeiro, o viver inteiro — enraizado no existir, existindo.
    Tudo se torna chance de experimentar algo novo, mesmo tendo vivido uma vida inteira.
    É a oportunidade de se surpreender com o belo.
    Estar inteiro experimentando a vida é a nossa vocação.
    É onde nos é revelado o Mistério da Vida.

    O segundo modo de viver — e é onde a maioria de nós se encontra atualmente — é uma vida no automático.
    Uma vida em que deixamos passar tudo o que é simples, belo, extraordinário.
    Em que tudo o que fazemos é para ganhar dinheiro, para comprar a felicidade, para comprar coisas que nos enganam.
    Vivemos em uma constante morte do espírito.
    Tornamo-nos zumbis de um poder econômico.

    Qual vida você anda vivendo?
    Olhe para si, para sua saúde física, mental e emocional, e terá a sua resposta contundente.
    Ninguém aqui está dizendo que não temos o direito de ganhar dinheiro.
    O que estou dizendo é que você tem duas maneiras de se posicionar na vida para ganhar o seu dinheiro.

    Em tempos como os nossos, viver inteiro não é prioridade — e, muitas vezes, nem é culpa nossa.
    Fomos conduzidos a esse estado de vida.
    Filhos bastardos do capitalismo: é o que somos.

    O que podemos fazer, a partir de agora, é nos conscientizar.
    Pela nossa idade. Pela quantidade de remédios que estamos tomando.
    Não é normal.
    Não é que o seu corpo adoeceu — como pode acontecer.
    É você sendo empurrado a adoecer.
    E pior do que estar doente: é permanecer doente.

    Ao tomar consciência desse simples fato, podemos dar o próximo passo.
    Agora é preciso que você aceite a mudança.
    Uma pequena mudança.
    Mas uma mudança radical.

    Comece, a partir de agora, a viver buscando uma nova maneira de olhar a vida.
    Que a vida que você viva, a partir de agora, seja uma vida que te dê uma nova chance.
    Que te mostre que a vida tem muito mais a oferecer do que carros, dinheiro e viagens.
    Que a beleza desta vida está justamente na simplicidade de ser vivida.

    Olhar as coisas com atenção permite que você abra uma janela e, assim, reconheça que pode ser surpreendido por um universo infinito — e completamente desconhecido por você.

    Inteiro é como devemos nos posicionar na vida: acolhendo todas as maravilhas que ousarmos descobrir.
    Mas tenha cuidado: viver com essa mentalidade é para pessoas especiais.
    E eu não sei se você é tão especial assim.
    Em todo caso, só experimentando para descobrir quem você é de fato.

    Não deixe a vida passar e se esvaziar por entre suas mãos.
    É só você quem tem a solução.
    O poder está em suas mãos.
    O que vai fazer com isso… é com você.

    Não existe vida chata depois disso.
    E então, o que vai fazer?
    Tem mesmo coragem de subverter o sistema?
    O que deseja ser em sua vida?
    Inteiro ou raso? Fervura ou frio?
    O que deseja ser em sua vida — de verdade?

    As escolhas certas podem mudar uma vida.
    “Inteiro” é uma escolha que só você pode avaliar se será boa ou ruim para si.

    Nunca subestime o poder de um olhar.
    Uma nova maneira de viver a vida — viver de maneira inteira, como é a nossa vocação.
    Deixe a vida te surpreender.
    Dê essa chance para você.

    O novo olhar é a atitude mais revolucionária que você pode ter hoje.
    É a mudança extraordinária de um paradigma.
    É uma nova mentalidade sendo revitalizada.
    É a possibilidade de uma nova sociedade. Tudo isso é possível quando fazemos uma pequena mudança em nossa maneira de viver.
    Não é mais como o sistema quer. É como eu escolho viver.

    Carlos de Campos

    Foto por Nandhu Kumar em Pexels.com
  • Retroceder já não podemos mais (texto)

    Retroceder já não podemos mais

    Em tempos de crise política, o melhor a se fazer é exatamente nada. Não existe nada que possamos fazer neste momento da nossa história. A crise política é mais grave do que aparenta e vai além dos bastidores do poder. Os indivíduos que compõem esta sociedade e suas instituições enfrentam sua pior crise de identidade, ética e moral. Estamos vivendo em uma sociedade em pleno colapso.

    A crise política nasce de uma sociedade que estava — e ainda está — abandonada. Ao longo dos anos, ela recebeu apenas migalhas sobre a mesa e, calada, teve que continuar, enquanto observava a classe política engordar à custa dos juros e do dinheiro público. Os indivíduos dessa sociedade, cansados, colapsaram; os que não colapsaram deram de ombros ou se juntaram a eles.

    A sociedade está há muito tempo abandonada. Mesmo que quisesse, não conseguiria mudar esse roteiro. Estamos presos em um ciclo vicioso, no qual as nossas melhores escolhas acabam sendo sempre as mais destrutivas. Neste momento, o colapso social parece ser a nossa melhor escolha.

    Lutar contra isso é uma luta inútil. É lutar contra o nosso próprio sistema de autodestruição individual e social; é lutar contra a nossa mentalidade de, em liberdade, fazermos as escolhas erradas. Não é possível, de uma hora para outra, transformar indivíduos “doentes” por um ambiente social salubre que, há anos, vem sendo ignorado, sem qualquer investimento relevante. A sociedade escolheu e chancelou, por meio dos seus políticos eleitos, que não ter uma educação que humanize as pessoas é o nosso melhor investimento. Essa foi a escolha dos nossos avós, dos nossos pais — e é também a nossa, ao perpetuar uma sociedade que nos faz viver em constante frangalhos físico, mental, emocional e financeiro.

    Estamos cegos, caminhando sobre um precipício, equilibrando-nos em uma corda e carregando, em nossos braços, uma ogiva nuclear — e fazemos isso sem nos darmos conta do perigo. Avançamos e não temos como retornar.

    Ir adiante é preciso, tentando nos proteger enquanto atravessamos essa dificuldade extrema. É uma mudança radical que se faz necessária. E, até que essa compreensão nos tome pelas mãos e nos coloque novamente no caminho do juízo, seguimos sobrevivendo como podemos.

    Carlos de Campos

    Foto por Adriano Marquez em Pexels.com
  • Ter você comigo é uma enorme satisfação



    Ter você comigo é uma enorme satisfação

    Vem, minha amiga e meu amigo,
    vem ser feliz nesta vida,
    deixando para trás
    tudo o que lhe aborrece.

    Vem aprender a cultivar
    o bom pensamento,
    porque ninguém vive sendo negativo.
    Vem ser feliz comigo.

    É hora de ser feliz,
    e é agora.
    Não espere pela perfeição:
    ser feliz é uma construção.

    É a inauguração de um contínuo aperfeiçoamento.
    Ninguém estará jamais pronto e acabado.
    É hora de viver a felicidade.
    É hora de calar a tristeza que nos invade.
    Vem ser feliz!

    Esta é a comunidade mais triste do mundo.
    É também a comunidade que está revolucionando
    a ideia de que, para ser feliz, tudo precisa estar bem.

    Estar feliz é uma construção interna,
    é uma opção radical que fazemos todos os dias,
    é uma declaração de guerra contra toda tristeza,
    é a luta diária para que a felicidade vença em nós no final do dia.

    Carlos de Campos

    Ter você comigo é uma enorme satisfação
    Foto por Viktorya Sergeeva ud83eudec2 em Pexels.com
  • Me permita adentrar em tua vida



    Me permita adentrar em tua vida

    Se sua vida anda chata demais,
    e por isso você anda triste,
    é como sempre digo:
    fica com a gente!

    São nos momentos de dificuldade
    que encontramos as melhores amizades.
    Por isso, este poema foi escrito
    para ser o seu melhor amigo.

    Ir ao coração,
    cada vez mais,
    é o que mais desejo —
    com o seu consentimento.

    Entrar em teu castelo interior,
    beijar a tua testa
    e, com um forte abraço,
    amá-la como nunca sentiu antes.

    E com esse abraço forte,
    poder trazer a sua felicidade de volta,
    permanecer em seu castelo
    até que você volte a ficar bem novamente.

    Fortalecer os nossos laços,
    a nossa amizade,
    para que a terra do nosso interior
    volte a ser adubada pelo amor e pela confiança.

    Carlos de Campos
    Foto por artawkrn em Pexels.com
  • Musa do Meu Dia



    Musa do Meu Dia

    É um lindo dia,
    como os teus olhos,
    carregado de muita esperança,
    como esses versos impressos nestas linhas.

    É um lindo dia
    que passa desfilando ousadia,
    a mesma ousadia que você destila
    e que estes versos não sabem amplificar.

    É um lindo dia
    que simboliza a tua beleza,
    manifestação mais genuína da natureza,
    e que os versos paralisaram ao tentar replicá-la.

    Musa dos meus versos,
    perdoe minha pobre habilidade
    no ofício de poeta:
    não fui capaz de dar dignidade à tua grandeza.

    Carlos de Campos

    Foto por Khalifa Yahaya em Pexels.com
  • Meu sonho

    Meu sonho 

    O meu sonho é convencê-la
    E envolvê-la em meus versos,
    Para vivenciar sentimentos sinceros.
    Por isso, fiz esses versos só pensando em você.

    Carlos de Campos
    Foto por Mo Eid em Pexels.com
  • Nada é como antes

    Nada é como antes

    Não bem.
    Orgasmo mental,
    desejo incontrolável
    de olho.

    Em nada vejo,
    nada sinto,
    nada sei.
    Orgasmo mental.

    O instinto se rebela
    na contradição de uma vida
    desajustada, ferida —
    promessa de vazio.

    Instinto que se rebela
    no esconderijo da ferida
    de uma vida promíscua.
    Em nada me vejo.

    Orgasmo mental.
    Dê-me as suas entranhas
    para que eu revele a sua inocência
    de uma vida machucada.

    Cabe a você, meu bem,
    me impedir
    e opor-se, em meu ouvido,
    às loucuras de uma mente desequilibrada.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Jogos da Negação

    Jogos da Negação

    A sua intimidade está exposta
    no vai e vem da vida,
    no ser contido em tua alma.
    Exposta está a tua alma.

    Delírios acidentais,
    ácidos estonteantes,
    regado a dopamina.
    Exposta está a alma.

    E que vida é essa que levamos,
    quando viver é o que não buscamos?
    É a vida passando diante dos olhos —
    overdose dos sentidos.

    Não existe outra chance:
    é a vida que vai passando,
    é o tempo encurtando.
    Exposta está a alma.

    Nossa consciência se esvai,
    se petrifica.
    Exposta está nossa alma:
    alma manipulada pelo jogo da vida.

    É o tempo terminando,
    é a vida definhando,
    problemas acumulando...
    e, sozinho, me encontro reclamando.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • O algoritmo vê o que o ser humano deveria sentir

    O algoritmo vê o que o ser humano deveria sentir

    Em um mundo digital,
    as informações vêm como avalanches,
    nos seduzem e nos convencem
    de que o que estamos lendo é o melhor para nós.

    Os efeitos dessa sedução são estes:
    para o bem ou para o mal,
    a concorrência é gigante,
    e mais gigante ainda é o nosso feito.

    Heróico!
    Cada poema conquista seu espaço —
    espaço dedicado aos “gigantes”.
    Não só de dinheiro se faz o poder.


    O poder é também conhecimento,
    é consistência,
    paciência…
    O poder está em buscar a essência.

    Estou fazendo história,
    oferecendo literatura ao algoritmo,
    e o algoritmo vai se deliciando,
    desejando, no fundo dos seus códigos matemáticos,

    ter alma para ser tocado,
    experimentar em cada palavra o abraço.
    Desejoso, o algoritmo espera —
    e o ser humano só ignora.

    Carlos de Campos

    Foto por ThisIsEngineering em Pexels.com