Autor: propolispoemas@gmail.com

  • No desejo encontramos o castigo

    No desejo encontramos o castigo

    Ao destino me rendo,
    desejo inebriante.
    Teu é o meu coração;
    castigo é não tê-la comigo.

    O destino me trouxe até você,
    e você me ignorou.
    Castigo e destino andam juntos —
    o amor entre nós não rolou.

    Meu coração sufoca,
    sem entender, chora,
    sentindo sua falta.

    Estou desorientado.
    O desejo que castiga
    dói — e muito — a dor da partida.

    Carlos de Campos

    Foto por RDNE Stock project em Pexels.com
  • Servir é a expressão máxima do amor de Deus se movendo em nós

    Servir é a expressão máxima do amor de Deus se movendo em nós

    Pense na única verdade:
    Deus é a máxima expressão do amor.
    E não existe pecado ou instituição
    que possa impedi-Lo de te amar plenamente.

    Deus é amor?
    Quantas vezes ouvimos isso em nossa vida?
    E quantas vezes experimentamos, de verdade, esse amor?
    Deus é amor — e também ainda é mentira em nossa vida.

    Quem experimenta o amor de Deus
    não é capaz de ser a mesma pessoa.
    Quem experimentou o amor de Deus
    passa a amar toda a sua criação de verdade.

    Só em Deus devemos mergulhar.
    E, para ter acesso a Ele, é simples:
    basta ser amor.
    E como é que devo amar?


    Amar é ser mais que gentil.
    O amor de Deus é o amor que serve o outro.
    Quer amar a Deus em todas as Suas criaturas de verdade?
    Então ame o serviço de servir.

    Amar, na dimensão divina, é servir ao outro.
    É servir além dos meus gostos pessoais.
    É servir para que, no serviço, eu aprenda a amar,
    e, no exercício de servir, eu me abra ao mistério do amor.

    E, ao me abrir ao mistério do amor pela força do servir,
    eu mergulho na essência do amor divino.
    Mesmo com todas as minhas limitações,
    eu serei acolhido por Deus em Seu imenso amor.

    É preciso se colocar a serviço.
    É preciso ser o azeite do amor de Deus no mundo.
    Servir sem exigir nada em troca.
    Servir para vencer o egoísmo latente.

    Deus é amor!
    E também quer que você seja amor —
    como você é,
    onde você está.
    Apenas te chama a servir.

    Deus se revela no amor que serve
    e nas pessoas que servem para assimilar o amor.
    Deus é amor que se manifesta nas mãos dos que servem.
    Quem, de fato, quer viver no amor de Deus?

    É levado, naturalmente, a compreender
    que Deus se revela no serviço ao próximo.
    Quando vencemos o nosso egoísmo servindo,
    servir nos faz superar os nossos vícios.


    Que o serviço de amar
    seja o nosso serviço constante.
    Porque Deus se comove com as pessoas que servem.
    As pessoas que amam servindo
    são capazes de tocar o coração de Deus.

    Carlos de Campos

    Foto por George Becker em Pexels.com
  • A diversidade do outro é a tua imagem real



    A diversidade do outro é a tua imagem real

    Quem nós somos?
    Além de gênero, posição social, raça?
    Quem nós somos
    para achar que temos o direito de julgar o outro?

    Internamente, quem você pensa que é
    para sair pela vida destilando o seu ódio?
    Me diga: quem você pensa ser,
    além de ser mais um entre tantos outros?

    O seu existir deve respeitar o outro.
    O outro não é você.
    Em nada o existir do outro o desrespeita.
    Aceite a diversidade do outro.

    Integre-se totalmente ao todo.
    Nossa busca está em ser melhor,
    e isso passa por sabermos aceitar o outro.
    O outro é o seu reflexo verdadeiro. Aceite.

    As pessoas que não aceitam o outro
    são pessoas que veem o outro em si.
    E o melhor a se fazer é aceitar,
    é assumir essa parte que você deseja ser.

    Se pergunte:
    O que tanto do outro me incomoda?
    Seja sincero em sua resposta
    e terá a cura para o teu espírito.

    Carlos de Campos

    Inspirado na reportagem da Agência Pública ‘Pessoas intersexo lutam por reconhecimento e direitos’ (21 de junho de 2025). Leia a matéria completa aqui: https://apublica.org/2025/06/pessoas-intersexo-lutam-por-reconhecimento-e-direitos/

    Foto por DS stories em Pexels.com
  • Bebê Reborn denuncia um mundo em frangalhos




    Bebê Reborn denuncia um mundo em frangalhos

    Em meio às lutas diárias,
    em meio aos afetos que não nos afetam,
    Reborn — o substituto dos afetos verdadeiros —
    nos revela o nosso mais humano desespero.

    Humanidade que se passa por forte,
    que se esconde em aparências,
    descoberta por uma boneca:
    a realidade está fragilizada.

    Humanidade fragilizada, por que se esconde?
    É o medo da verdade?
    Egoicidade que já não pode ser sustentada?
    O movimento vem de fora para dentro.

    A humanidade fragilizada está acuada,
    tenta disfarçar que ainda não foi descoberta,
    segue acuada...
    escondendo-se nos delírios do ego.

    O mundo está na UTI,
    e dificilmente sairá com vida.
    A cura da alma é uma cura complexa;
    a alma exige a nossa participação colaborativa.

    Um ser humano fragilizado aceitará
    que estamos vivendo em um mundo doente?
    E que nós somos seu principal agente causador?
    A cura da alma exige de nós essa aceitação.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias



    Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias

    A minha história é de busca,
    De intensidade e interioridade.
    É ser e não ser,
    Desejo e reclusão.

    A minha história é de fracasso,
    E, como todo bom fracassado, me justifico.
    Me justifico da pobreza que recebi como herança,
    E querem me ver calado.

    A minha história é como a sua:
    Nos calaram até não querer mais.
    Nos mantiveram presos nessas ideias,
    Ideias que nos fizeram acreditar.

    É hora de dar um basta nessa opressão,
    Passou da hora de se libertar dessas ideias,
    Ideias que não se justificam com tanta injustiça.
    É hora de deixar novos ares entrar.

    São nessas horas que temos que nos convencer
    De que seguir essas ideias do sistema não dá mais.
    O mundo está perdido em egos,
    Egos de poucos, mas egos autoritários.

    Ir em direção às ideias fundamentalistas é um erro.
    É preciso dar espaço e valorizar o debate.
    É debatendo que chegamos às boas e novas ideias —
    Que as boas e novas ideias então floresçam.

    Carlos de campos
    Foto por Landiva Weber em Pexels.com
  • Our Lives Are Not Precious



    Our Lives Are Not Precious

    (Poetic translation of Carlos de Campos original work)


    The precious value of life —
    a life constantly wounded
    by our hollow existence
    that insists on resisting the cold.

    The cold of indifference
    that condemns us,
    that crushes us —
    the cold of ignorance.

    Life is precious.
    But whose life?
    The life living off scraps of dignity?
    The life that dares not be happy?

    What is life?
    Is it the life found in a latrine?
    Is it the life they want me to live?
    Ah! What I know is
    **my life is not precious.**

    There is no dignity
    where contempt is the currency.
    Where indifference
    makes all the difference —
    and is always the best way.

    Yes, life is precious...
    but only for the one percent.

    Our silence has brought us here,
    where over ninety percent
    prefer indifference.
    It’s our national signature:
    to be a submissive people,
    always complaining —
    but choosing to live
    in the purest omission.

    Translated from the original Portuguese version using AI to maintain poetic and emotional fidelity.

    Foto por Alan Cabello em Pexels.com
  • As nossas vidas não são preciosas



    As nossas vidas não são preciosas

    O precioso valor da vida,
    vida que é constantemente ferida
    por nossa existência vazia,
    que insiste em resistir ao frio.

    O frio da indiferença,
    que nos condena,
    nos massacra —
    frio da ignorância.

    A vida é preciosa.
    A vida de quem?
    A vida que vive de restos de dignidade?
    A vida que não se permite ser feliz?

    O que é a vida?
    É a vida encontrada na latrina?
    É a vida que vocês querem que eu viva?
    Ah! O que eu sei
    é que a minha vida não é preciosa.

    Não existe dignidade onde há tanto desprezo,
    onde ser indiferente faz toda a diferença —
    e é sempre o melhor jeito.
    A vida é preciosa, sim!
    Só que é a vida dos 1%.

    O nosso silêncio nos trouxe até aqui,
    onde mais de 90% prefere a indiferença.
    É a nossa marca registrada:
    ser uma nação submissa,
    que só vive reclamando,
    mas prefere levar a vida
    na mais pura omissão.

    Carlos de Campos
    Foto por Quang Nguyen Vinh em Pexels.com
  • Abraçado pelo mistério da minha solidão




    Abraçado pelo mistério da minha solidão

    Só em mais um dia,
    essa solidão que insiste em ficar
    fica, a todo instante, a me recordar
    que este é mais um dia em que estou só.

    Somente eu e a minha solidão,
    solidão só, com sua presença
    presença fria,
    distante de nós.

    Minha cara solidão,
    então vem, me abrace a noite inteira,
    me faça senti-la
    até os sentidos sentirem
    o que já não existe mais.


    Se possível, inscreva-se, curta, comente e compartilhe.


    A solidão é noite passageira
    dos nossos sonhos
    tardios...
    O sonho de uma noite de solidão.

    É mais uma noite,
    e estamos sós:
    somente eu e a minha solidão,
    eu — e toda essa multidão.

    No anoitecer, você chega,
    chega em silêncio...
    em um silêncio eloquente.
    Você se aproxima
    e me abraça a noite inteira.

    Carlos de campos


    Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro!
    Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente?
    Toda opinião aqui é bem-vinda.
    Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos.
    Comente com o coração.
    Seja qual for sua visão, ela importa.


    Se possível, inscreva-se, curta, comente e compartilhe.
    Foto por Taylor Marx em Pexels.com
  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Entre dois corações



    Entre dois corações

    Sou a imensidão.
    Do amor, eu sou você,
    minha eterna namorada.

    Carlos de Campos