Mente que vai de um lado para outro
Em busca de estabilidade,
Indo sem ao certo saber
O que há de encontrar.
Carlos de Campos

Mente que vai de um lado para outro
Em busca de estabilidade,
Indo sem ao certo saber
O que há de encontrar.
Carlos de Campos

Solteira e feliz
Estou magoada comigo mesma.
Caí em mais um golpe do amor:
o príncipe encantado era só mais uma fraude —
e, peculiarmente, agressivo.
Não... hoje não é um dia que quero me recordar.
Me incomoda a facilidade que tenho
de atrair homens infantilizados
e extremamente desrespeitosos.
Fico assustada ao perceber
que o amor talvez não tenha nascido pra mim.
Hoje é um dia para me entristecer
ou me convencer de que nasci para ser solteira.
Sabe de uma coisa? Vou é ser feliz,
mesmo estando solteira.
Vou me cuidar, viver minha independência
e fazer deste dia... o Dia da Solteira.
Carlos de Campos

Um desaparecimento misterioso, uma carta enigmática e nenhum final claro. Leia o poema “Contato Fatal” e tire suas próprias conclusões.
Contato Fatal é um poema narrativo que convida o leitor a assumir o papel de detetive, juiz ou simplesmente testemunha silenciosa.
Uma mulher tímida, um vizinho carismático e uma carta com relatos que ultrapassam a realidade.
Não espere respostas. Aqui, quem fecha o caso é você.
Leia, sinta e tire suas próprias conclusões.
Contato Fatal
Lídia é uma mulher simples,
tímida,
de olhar atencioso.
Bem... Túlio.
É o seu vizinho:
sempre prestativo,
homem com mais de quarenta anos,
adorava ir à academia.
Lídia, apesar de sua timidez,
gostava de conversar com Túlio,
especialmente quando a mulher dele não estava.
O clima só esquentava.
Às vezes, Túlio saía na esperança de ver Lídia,
e nada de Lídia aparecer.
E assim aconteceu por longos dois meses.
Maria, a única amiga de Lídia,
vai até a casa de Túlio
com uma carta endereçada a ele.
Ele recebe a carta, agradece a Maria
e busca um lugar longe dos olhos da esposa.
A carta trazia um longo e confuso relato:
Lídia descrevia um contato com alienígenas
e dizia temer por sua vida.
A data da carta coincidia...
com o dia do seu desaparecimento.
Carlos de Campos
O que você acha que aconteceu com Lídia?
Comente abaixo. Mas lembre-se: talvez ela esteja lendo…

Neste poema reflexivo e visceral, o autor mergulha nas profundezas do desinteresse pela vida, atravessa a solidão e o medo, e convida o leitor a se reencontrar com sua essência. Uma jornada poética do vazio ao despertar, marcada por imagens simbólicas e uma força silenciosa de renascimento.
Poema sobre o desinteresse pela vida e a busca de sentido. Um chamado poético para recomeçar e recuperar o que é nosso por direito.
Mais um desinteressado da vida?
Desinteresse?
Mas...
O que foi que você não pensou?
Mergulho na lamentação.
Mas...
Desinteresse...
Mergulho na solidão.
É assim que tenho seguido.
O medo é uma realidade.
Cadê a minha vida?
Felicidade por fora,
Intimidade sinistra.
Onde encontro alívio?
Às sombras me retiro.
Mas... e a vida?
Desinteressante.
É o momento de voltar a existir,
Ser quem você nasceu para ser.
Lave o rosto...
E vamos em busca do nosso ouro.
Dos espólios que nos foram roubados,
Sonhos sufocados...
É hora de ir em busca do que é nosso —
Do que é nosso por direito.
Carlos de Campos

In this reflective and visceral poem, the author dives into the depths of life’s disinterest, passes through solitude and fear, and invites the reader to reconnect with their essence. A poetic journey from emptiness to awakening, marked by symbolic imagery and a silent force of rebirth.
A poem about disinterest in life and the search for meaning. A poetic call to begin again and reclaim what is ours by right.
Just Another Disinterested in Life?
Disinterest?
But…
What was it you didn’t think through?
I dive into lamentation.
But…
Disinterest…
I dive into solitude.
That’s how I’ve been going on.
Fear is a reality.
Where is my life?
Joy on the outside,
A sinister intimacy within.
Where do I find relief?
I retreat into the shadows.
But… what about life?
Uninteresting.
It’s time to come back to existence,
To be who you were born to be.
Wash your face…
And let’s go in search of our gold.
Of the spoils that were stolen from us,
Of dreams suffocated —
It’s time to go after what is ours,
What is ours by right.
(Traduzido por inteligência artificial)
Carlos de Campos
“Não é mais uma mulher, é a regra do machismo” é um poema que transcende a estética para se tornar denúncia. Aqui, cada verso é um passo em direção ao colapso — não só do corpo da personagem, mas de uma estrutura social adoecida. Um texto que precisa ser lido com o coração aberto e a consciência alerta.
Não é mais uma mulher, é a regra do machismo
Impaciente…
Dirige-se ao balcão do caixa.
Está com pressa,
E a fila é enorme.
Impaciente, fila enorme,
Começa a passar mal.
Seu corpo pálido e fraco
Desaba na fila daquele supermercado.
A ambulância chega.
A mulher, ali mesmo, recebe os primeiros socorros.
É preciso levá-la com urgência para o hospital:
É mais grave do que parece.
É vida ou morte!
É sangramento interno.
Os paramédicos correm contra o tempo.
É vida ou morte!
O silêncio do centro cirúrgico
É interrompido pelo “piiiiiii” do monitor cardíaco,
Um som específico que revela
Que a vida se esvaiu.
Os médicos nada mais podiam fazer.
Um tiro nas costas perfurou seu pulmão.
Foi alvejada na fila do supermercado
Pelo próprio filho.
Carlos de Campos

Te amo” é um poema que engana com sua simplicidade: ele se inicia com a proposta de um sentimento universal, mas logo mergulha em reflexões existenciais, dissoluções afetivas e colisões psíquicas.
Te amo
Vê, gente, o amor?
Não é ilusão,
descaso e mortalidade.
Sou o sonho desfeito,
caminho de felicidade destruído,
sou desejo esquecido.
O átomo da vida,
sou a consciência diluída,
sou você em rota de colisão.
Me dê o seu coração;
em troca, lhe dou o meu amor.
Me dê o seu tempo;
em troca, cuidarei de você.
Eu te amo com amor infinito.
Eu quero, espero assim poder.
Carlos de Campos
