Categoria: Enquanto a solidão me abraça

O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

Enquanto a solidão me abraça não é mais um livro sobre solidão; é um livro em que as palavras pulsam, choram, sorriem e sangram. Em outras palavras, as palavras ganham vida.

  • No destino muitas vezes tortuoso a esperança aparece

    Em um sombrio momento
    Destila-se o veneno da incompreensão
    Joga-se tudo na mesma balança
    Os demônios grunhem de felicidade no inferno.

    Oh, gente mentirosa
    Demônios da desinformação
    Calem-se em nome da verdade
    Que os deixa nus em praça pública.

    Ouvi a vossa consciência, povo meu
    Não enterreis suas almas nos escombros da desinformação
    A verdade nua e crua está brilhando diante dos vossos olhos
    Afastai-vos dos demônios da mentira.

    Quem mais do que você conhece a verdade?
    Peço que todos olhem para seus próprios corações
    Perguntem ao seu coração quem fala a verdade?
    Voltem para dentro de si, peço a todos que meditem.

    O tempo urge em desespero
    Há pressão estrangeira tentando nos desorientar
    Permaneçam firmes com a verdade expressa na Constituição
    Não temais o patriarcado da mentira.

    No Brasil, a última palavra é do povo que vai às urnas
    Olhem para o passado e vejam quem tirou de nós o nosso progresso
    E, no presente, quem de fato trabalha para que tenhamos um futuro próspero?
    Olhem para o teu coração, é só o que te peço.

    Carlos de Campos

  • Profundo está o meu desejo

    Livro: Solidão Digital – Poema 03/60

    Entre a minha mente vulnerável,
    esquecida em um imenso apagão,
    o meu raciocínio já não raciocina mais.
    Estou refém desse momento.

    Li o que não buscava e continuei lendo.
    O rolo compressor da internet simplesmente passou por cima,
    sem nem olhar para trás, me viciou.
    Hoje, sou um dependente virtual.

    O vício é alimentado dia e noite.
    É impossível parar.
    Quebrar essa barreira é quase impossível.
    Viciado, sigo a rotina.

    Chapado de lixo on-line,
    quanto mais sem sentido, melhor fica.
    Vidrado por horas a fio, permaneço,
    fico buscando sentido em tudo isso.

    Onde me escondo?
    O lugar é a minha mente.
    Ferve a minha cabeça,
    explodindo os meus neurônios.

    Em uma neurose profunda, sou levado.
    Sou submetido a uma longa e intensiva tortura virtual.
    Estou onde nunca desejei estar.
    Quero sair e não consigo.

    Carlos de Campos