Categoria: Carlos de Campos

  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada



    Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada

    No desejo que aflora a alma, agora,
    no instante em que tudo é só perfeição,
    no momento em que a oportunidade se faz presente,
    a chama poética é inevitavelmente expandida.

    É como um jardim florido a tua poesia,
    que, pelos quatro cantos do mundo, decora,
    transmitindo, em essência, todo o seu valor cultural,
    desejo que desencadeia o sucesso pleno.

    São com os teus poemas que os desejos são estimulados;
    são os teus poemas a alma da minha alma;
    são os teus poemas as flores mais belas para esta abelha;
    são os teus poemas e poesias que despertam as minhas disposições.

    São como a chuva a trabalhar a terra,
    são como os trabalhadores rurais lavrando a colheita,
    são como sentinelas em constante vigilância,
    são as flores que tornam esse jardim ainda mais precioso.

    Sempre, em um novo poema, revela-se o que há de mais essencial à vida:
    a essencialidade que se manifesta na simplicidade,
    trazendo à tona o que temos de melhor a oferecer,
    a alegria em saber que se provocou o mais belo sorriso.

    Ganhar um instante com a tua poesia,
    um instante inspirado na beleza dos teus poemas,
    poesia que corre em todo o meu corpo, sangue e DNA,
    poesia que constrói as maiores pontes floridas.

    Carlos de Campos

    Foto por olga Volkovitskaia em Pexels.com