Categoria: Carlos de Campos

  • Em tempo de chumbo não teremos escolhas

    Em tempo de chumbo não teremos escolhas

    São os rostos dos desaparecidos
    Que, ao longo da história, vêm à minha mente.
    As lembranças são carregadas de pesadelos,
    Um peso imenso.

    História de massacre
    Em que a covardia é estimulada por poucos,
    Que, com a arte da mentira, acabaram com a nossa liberdade.
    Liberdade, por onde andas em 2026?

    A liberdade anda batendo em meu peito,
    Se recusando a ceder qualquer espaço,
    A conspirar contra a nossa democracia,
    Atentar contra a nossa própria família.

    Parem, há quem queira viver,
    Quem deseja continuar existindo,
    Sem repressão.
    Há quem já não aguente mais tanto ódio.

    Vê, suas mãos ainda estão limpas.
    Não seja você a promover a injustiça.
    A discórdia que você carrega
    Tem machucado o seu próprio coração.

    Não compactue com esse desmonte.
    Não atente contra a sua própria história.
    O único que pode conter essa comporta de raiva é você.
    Não coloque em xeque o futuro de nossas crianças.

    Carlos de Campos

  • Predomínio de um delinquente

    Predomínio de um delinquente

    Carregam o meu direito de existir
    Insuflando em meu ouvido
    Orgias pagas com o dinheiro do contribuinte
    Que, lesado, continua sendo vitimizado.

    Sua orgia me desinforma
    Transformada em corja
    Que me cega da realidade
    Contaminando o meu sangue com o veneno da maldade.

    Um estrago acontece em minha alma
    Uma alma vidente
    Que vê as evidências
    Contidas em uma palha seca.

    Seca pela boca seca
    Que seca os nossos recursos vitais
    São vidas voltando para trás
    Vidas impregnadas pelo ódio visceral.

    O que se ouve é um canto sedutor
    Canto que encanta o ouvido de muita gente
    Que deteriora o cérebro dos desavisados
    Que ouvem o canto sedutor master.

    Ouve o canto da perversidade
    Que te abraça por detrás
    Para que seja mais fácil te sufocar
    Esse é o canto que os magnatas não querem te falar.

    Carlos de Campos