Categoria: O Despertar da Noite

O Despertar da Noite

A noite nem sempre é o fim. Às vezes, é o início do verdadeiro despertar.

Se você aprecia poesia filosófica, existencial e espiritual, encontrará aqui reflexões sobre a vida, a consciência, o infinito, o ser humano e os mistérios da existência.

Escritos por Carlos de Campos, estes poemas convidam você a atravessar o abismo interior para descobrir que, muitas vezes, o verdadeiro despertar acontece justamente quando a noite parece mais profunda.

acompanhe os próximos poemas desta coleção.

  • No destino muitas vezes tortuoso a esperança aparece

    Em um sombrio momento
    Destila-se o veneno da incompreensão
    Joga-se tudo na mesma balança
    Os demônios grunhem de felicidade no inferno.

    Oh, gente mentirosa
    Demônios da desinformação
    Calem-se em nome da verdade
    Que os deixa nus em praça pública.

    Ouvi a vossa consciência, povo meu
    Não enterreis suas almas nos escombros da desinformação
    A verdade nua e crua está brilhando diante dos vossos olhos
    Afastai-vos dos demônios da mentira.

    Quem mais do que você conhece a verdade?
    Peço que todos olhem para seus próprios corações
    Perguntem ao seu coração quem fala a verdade?
    Voltem para dentro de si, peço a todos que meditem.

    O tempo urge em desespero
    Há pressão estrangeira tentando nos desorientar
    Permaneçam firmes com a verdade expressa na Constituição
    Não temais o patriarcado da mentira.

    No Brasil, a última palavra é do povo que vai às urnas
    Olhem para o passado e vejam quem tirou de nós o nosso progresso
    E, no presente, quem de fato trabalha para que tenhamos um futuro próspero?
    Olhem para o teu coração, é só o que te peço.

    Carlos de Campos

  • Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60) Acordar é estar cego para a realidade

    Livro 6: O despertar da noite (poema 02/60)

    Acordar é estar cego para a realidade

    Em um belo dia
    A natureza estava radiante
    Tudo é mais intenso do que o normal
    Do sabor, da cor e do sexo.

    É um dia caprichosamente melhor do que foi ontem
    Ouço a quilômetros de distância o rio brincando em seu leito
    Ouço os pássaros cantando em uma linda sinfonia
    E observo uma mãe amamentando a sua cria.

    Enquanto a solidão me abraça

    Adquira seu exemplar aqui

    Que esse dia se estenda pelos séculos
    São dias como esse que valem a pena contemplar
    Dia em que a eternidade resolveu se manifestar
    Sou esse anjo de luz a vibrar.

    O enigma celestial a nos envolver de paz
    Sou eu compactado plenamente nas entranhas de Deus
    Capricórnio no jardim do Éden
    Quem sou eu além de um magnífico querubim?

    Os meus dias de glória vão se acabando
    E com eles vou me acordando

    Voltando a ser mais um mortal
    Tendo que abrir os olhos para a dura realidade.

    Durmo no colo das deusas
    Acordo compactuando com o capeta
    Beijo os lábios mais doces que o mel
    Para deitar-me com os “escrupulosos”.

    Carlos de Campos
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