Categoria: Poesia

Poemas atemporais que exploram a fragilidade e a força do ciclo da vida.

  • É certo que nossas almas escaparam?


    Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.


    É certo que nossas almas escaparam?

    É vivido o meu amor por você,
    As idas e vindas
    No fluxo desse ocaso
    Que engoliu as nossas lembranças.

    É para deixar a vida seguir o seu percurso,
    Diuturnamente,
    O mundo dorme fingindo que está acordado.
    Tudo muda de sentido.

    O medo assombra o nosso futuro —
    Futuro de incertezas certas,
    Certas de novidades,
    Que dão origem ao novo amanhã.

    É a vida sendo desgastada pela agonia,
    Pela imoralidade dos tempos modernos,
    Que sucumbem em meio às promessas.
    É uma vida devastada pela nossa agonia.

    É a mãe encurralada pelo próprio filho,
    Filho caindo, alvejado pelo destino,
    Destino frio,
    Esvaindo-se — vão-se suas memórias.

    Oh, alegria dos momentos que não passam,
    Oh, pedra preciosa do destino!
    É a vida futura, distante de nós,
    É a sensação gélida da sorte.

    Carlos de Campos
    Foto por Soloman Soh em Pexels.com
  • Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza


    Um poema sobre amor próprio, autodescoberta e beleza interior. “Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza” revela a profundidade da alma em versos de emoção e reflexão poética.

    Antes de tudo, peço licença para esclarecer dois pontos muito importantes.
    Primeiro: quero agradecer, de coração, a todos que têm me acompanhado, lido os poemas até o fim — e até voltado para ler e sentir uma, duas, três, quatro vezes.
    Essa fidelidade é o que mantém viva a chama deste projeto.
    Gratidão profunda por cada olhar, por cada momento que você dedica à poesia.
    E segundo: quero pedir algo simples, mas essencial.
    Se puder, curta, comente — mesmo que seja um emoji, um ponto, uma exclamação, uma interrogação, uma palavra, um verso que tocou você.
    Esses pequenos gestos ajudam o poema e a mensagem a chegarem mais longe.
    O algoritmo entende isso como um sinal de vida — de que há emoção e verdade acontecendo aqui.
    Muita gente acha que curtir, comentar ou compartilhar não faz diferença.
    Mas faz, e muito.
    É assim que a poesia encontra novas almas, novos corações.
    É assim que a arte continua viva, respirando através de nós.
    Gratidão por estar aqui.
    Você é parte dessa história.
    E,agora, vamos ao poema!



    Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza

    O desejo me atrai,
    me move,
    me leva a ver sentido
    no que antes não tinha sentido.

    Vejo, em cada emoção,
    as minhas próprias emoções,
    os meus próprios argumentos,
    vê o que pensou estar escondido.

    O belo turvo em minha vida,
    a vida tortuosa,
    essa vida sem sentido,
    que sente o dia inteiro.

    Já vi o que antes não podia ver:
    o lodo da vingança,
    dos delirantes desvios,
    de um caminho sem volta.

    Oxigênio a nutrir o meu espírito,
    espírito materializado no cotidiano,
    cinzento e distante de qualquer efeito,
    figura em quartos separados.

    Me adianto para conseguir ver,
    ver o inevitável,
    ver a surpreendente e fascinante beleza
    de como adoro me amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com