Mãos Mãos que tocam Mãos que protegem Mãos invisíveis aos olhos. Carlos de Campos

Poemas atemporais que exploram a fragilidade e a força do ciclo da vida.
Mãos Mãos que tocam Mãos que protegem Mãos invisíveis aos olhos. Carlos de Campos

Universo em sua origem Partículas se unem Caos Do "nada" tudo passa a existir. Aos poucos vai tomando forma Gerado pelo calor intenso nasce um novo Universo grandioso ! Quando observado pela mente humana Dificilmente compreendemos a nossa pequenez Diante do que está por de traz desse pequeno organismo vivo. Deixo no universo a minha digital Bem como a fonte da vida A nenhum outro é dado esse privilégio. Olhe atentamente para o céu Deixe-se seduzir pelo "mundo interestelar". Siga a intuição. Observe atentamente o espaço "vazio" Experimente o silêncio do universo Silêncio que de vez em quando é quebrado pelo pulsar das estrelas. O balé que fazem os meteoros e cometas Tudo do "nada" voltando para o "nada" Composição perfeita ! Tocada pelos uivos das tempestades solares Faço força para sempre observar A morte e vida caminhando unidas pela vida. Permeiam todos os espaços do universo Nascimento Eclode de todos os lados Tudo está misturado. A sepultura não faz sentido no imenso universo Deixe-se ser acolhido pelo universo Somos radiações que se auto organizam. Somos átomos Da morte, liberando a vida E na solução mais antiga do universo A reciclagem segue garantindo a existência infinita. Carlos de Campos
