Categoria: memoria e poesia

  • No destino muitas vezes tortuoso a esperança aparece

    Em um sombrio momento
    Destila-se o veneno da incompreensão
    Joga-se tudo na mesma balança
    Os demônios grunhem de felicidade no inferno.

    Oh, gente mentirosa
    Demônios da desinformação
    Calem-se em nome da verdade
    Que os deixa nus em praça pública.

    Ouvi a vossa consciência, povo meu
    Não enterreis suas almas nos escombros da desinformação
    A verdade nua e crua está brilhando diante dos vossos olhos
    Afastai-vos dos demônios da mentira.

    Quem mais do que você conhece a verdade?
    Peço que todos olhem para seus próprios corações
    Perguntem ao seu coração quem fala a verdade?
    Voltem para dentro de si, peço a todos que meditem.

    O tempo urge em desespero
    Há pressão estrangeira tentando nos desorientar
    Permaneçam firmes com a verdade expressa na Constituição
    Não temais o patriarcado da mentira.

    No Brasil, a última palavra é do povo que vai às urnas
    Olhem para o passado e vejam quem tirou de nós o nosso progresso
    E, no presente, quem de fato trabalha para que tenhamos um futuro próspero?
    Olhem para o teu coração, é só o que te peço.

    Carlos de Campos

  • Mendigar é poder e sabedoria

    Livro: A mente e o dinheiro — Poema 01/80

    O pedinte anda pelas ruas
    O seu caminho é seguir andando
    O seu caminhar denúncia
    A vida é triste para quem só acumula.

    O seu olhar não enxerga
    Que o pouso para descansar não existe
    O que existe é o fardo de quem só acumula
    Sem saber se vai conseguir gastar.

    E, no caminho, o andarilho continua
    Denunciando a nossa suprema resistência
    Que é preciso perceber
    Que acumulamos tanto para não sermos realizados.

    Uma vida que vive para o acúmulo
    É uma vida que já morreu
    Se afasta do verdadeiro segredo da vida
    Que a vida é para se viver genuinamente.

    Uma vida carcomida pelo acúmulo
    É um ideal de vida jogado no lixo
    É prejuízo para a própria saúde
    Que, ao repousar, se encontrou com a própria morte.

    Que busca desenfreada foi essa?
    Em que, no seu silêncio, você não conseguiu ouvir?
    Renegou a sua própria história de felicidade
    E, agora, morto está diante do reconhecimento.

    Carlos de Campos