Categoria: mensagem com poesia

  • Existe vida após a morte?


    Existe vida após a morte?

    Não existe paz onde se cultiva o medo.
    Não existe paz onde só há rancor.
    Não existe paz diante da indiferença.
    Tudo se esvai de nossas mãos.

    O que anda cultivando em sua alma?
    Diga em voz alta, para que você possa ouvir.
    Diga para que a tua consciência tome consciência.
    Diga para que penses sobre o que andas fazendo.

    Dúvidas sobre o que acontece após a morte?
    Você toma consciência de como mal viveu.
    Você toma consciência de tanta mesquinharia.
    Você só quer ter mais uma chance.

    Você quer mais uma chance,
    só que não existe mais chance.
    Você argumenta que não sabia.
    Querer saber demais: esse é exatamente o problema.

    Mais do que saber, é fundamental viver.
    É preferível ser ignorante diante da morte,
    para que a vida tenha espaço.
    Se luta por justiça, é para que a vida tenha espaço.

    Não existe morte onde a vida imperou,
    onde o amor amou,
    onde o foco foi viver.
    A morte nunca foi o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Os teus cabelos guardam histórias


    Os teus cabelos guardam histórias

    Os teus cabelos
    Soltos
    Deslizam no ar
    No ar que acolhe.

    Os teus cabelos
    Lisos
    Finalmente, os teus cabelos
    Finos, ardentes.

    Os teus cabelos
    Ardentes
    Fogo de uma paixão
    Doentia.

    Os teus cabelos
    Escuros
    Escondem-se do tempo
    Nas longas noites de sono.

    Os teus cabelos
    Diante da vida
    De vida fogosa,
    Os teus olhos castanhos.

    Os teus cabelos longos
    Refletem o brilho da existência
    Que se esconde
    Não existe amanhã.

    Carlos de Campos
    Foto por Philip Justin Mamelic em Pexels.com
  • Luxúria


    Luxúria

    Nos dias ruins,
    eu adormeço em ti.
    Eu, em êxtase,
    estou dentro de você,
    sem nenhuma excitação.
    A ti me entrego;
    sem nenhum remorso, eu me despeço.

    Carlos de Campos
    Foto por Frantiu0161ek u010canu00edk em Pexels.com
  • Era uma vez a verdade


    Era uma vez a verdade

    Vem a manhã sombria,
    os verdes campos pisoteados.
    Vem a força do ódio,
    exilados em nossos medos.

    Os dias se vão,
    consumidos pela desesperança,
    pela farsa que nos acorrenta
    aos pés da nossa cama.

    Levanta-se a escuridão,
    um apocalipse sem revelação,
    um estrago sem reparos,
    um coração desprotegido.

    O que podemos fazer?
    Nada!
    Além de assistirmos à nossa própria desgraça,
    além de ruminarmos o que poderíamos ter feito.

    Além da tortura,
    do sangue que sangra sem nos matar,
    porque morrer é nosso maior privilégio:
    é vida desacreditada.

    Vê-se chegar o grande momento.
    De ilusão a ilusão,
    de mente à mente,
    a mentira tornou-se verdade.

    Carlos de Campos
    Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com
  • O silencioso medo da vida


    O silencioso medo da vida

    Fim de uma geração
    Entregue à loucura,
    No desespero desmedido.
    Fim de uma geração.

    Está pesado o clima,
    Intenso.
    Loucos pelas ruas,
    Exercendo a sua covardia.

    Pulsos rasgados,
    O coração sangra ódio.
    Peito aberto,
    Olhos cegos.

    Incêndio consumindo o corpo,
    Corpo jogado no lixo,
    Na existência de um circo
    Tímido e violento.

    Onde estamos indo?
    No lugar que cultua a morte,
    No deslumbre de uma fatalidade
    Quase pressentida.

    Violentos se levantam contra nações,
    Escondem-se nos escombros da morte.
    Sem olhar, assisto.
    Prevejo a cura do mal.

    Carlos de Campos
    Foto por Tara Winstead em Pexels.com
  • Existe um plano mundial, e você não pode saber


    Existe um plano mundial, e você não pode saber

    Vê: o paraíso existe.
    Libélulas indicam para nós o caminho,
    o caminho da gratidão,
    dos pequenos momentos felizes.

    Os desvios que a vida nos obriga a fazer,
    em um simples ato de amor,
    intenso,
    que reverbera em todo o nosso ser.

    Enquanto a solidão me abraça é um livro para quem busca paz, sentido e amor nos pequenos gestos — disponível na Caravana Grupo Editorial

    A beleza ilumina a minha mente,
    meu corpo se ancora
    em tuas mãos poderosas.
    Quero a paz em minha alma.

    Música para minhas células,
    que fazem festa de alegria,
    celebram a força da fortaleza
    que derrama tanta satisfação.

    O paraíso existe,
    e precisamos vivenciá-lo
    em cada simples ato de generosidade.
    Abrem-se comportas de bondade.

    Estes são os sonhos de nossas almas.
    Tudo existe para nos fazer felizes.
    A felicidade nos quer alcançar.
    E você quer ser feliz?

    Carlos de Campos

    Se este poema falou com você, continue a leitura em outros textos no blog Memória e Poesia — memoriaepoesia.com
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Te amo com cada célula do meu corpo


    Te amo com cada célula do meu corpo

    Infinito é o amor
    Que encontram os corações abertos.
    Os corações, mesmo os feridos,
    São capazes de amar.

    Você foi feito para o amor,
    Para curar por meio do amor.
    Você é convidado a se derramar de amor.
    Ouça: é o amor que te chama.

    Rompem-se os muros de gelo.
    Cada gota mata a sede da humanidade,
    A sede de amor.
    Tudo flui.

    O teu sonho
    É saciar a sede dessa humanidade,
    A sede do amor,
    Amor que está sedento para amar.

    Teu coração transborda saudades,
    Tuas mãos percorrem memórias,
    Tua existência transpira a mais pura gratidão,
    A gratidão dos que amam de verdade.

    O meu coração se derrama em ti,
    O meu olhar te acolhe,
    O meu corpo busca o teu corpo.
    Nessa união nasce o nosso amor.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Somente um coração pacificado pode transmitir a paz



    Somente um coração pacificado pode transmitir a paz

    O iludido
    Vai sendo sufocado aos poucos,
    Vai caindo na fraqueza de suas contradições.
    O iludido teimosamente persiste na ilusão.

    O iludido desaparece de sua razão,
    Da mente turva se confunde,
    Se descuida de sua saúde.
    Fraco, o iludido cai em suas próprias armadilhas.

    Foi no anoitecer
    Que tudo precisou chegar ao fim.
    Fim de um pensamento viciante,
    Excludente.

    Tudo está tão distante,
    Tudo me parece mais colorido,
    Cheio de vigor.
    Nenhum resquício de idiotices.

    Esse destino foi traçado,
    Inteiro o homem se encontra,
    Em completude,
    De um amor pelo próprio sentido.

    Essa é a essencialidade de toda vida:
    Viver para promover a paz interior.
    A pacificação que transforma sociedades
    Começa no coração acabrunhado.

    Carlos de Campos


    Foto por Anna Giorgia Zambrelli em Pexels.com
  • Vi você passando ao largo


    Vi você passando ao largo

    Um oceano de tristeza,
    De lamentações profundas,
    De inconstâncias persistentes.
    Sou o próprio muro da indiferença.

    Um fantasma que assombra.
    Há dependência do medo,
    Distorce o meu raciocínio lento.
    Daqui do meu lugar, só vejo deserto.

    Este destino fora trancado
    No arcabouço da ignorância,
    Da censura banalizada.
    É como andam as coisas.

    O perigo anda solto,
    Orquestrando sequestros mentais.
    A vítima indefesa pode ser você;
    Ninguém está imune a esse dilema.

    Você chegou carregando o sentido da minha vida.
    Vi onde encontrar o meu equilíbrio.
    Nenhum dia a mais de sofrimento.
    É preciso dar um basta a tanta manipulação.

    Corto qualquer vínculo inconsciente com você,
    Com suas armadilhas escondidas,
    Com as tuas tramas malditas.
    Me lavo no mar da regeneração pacífica.

    Carlos de Campos
    Foto por Santiago Sauceda Gonzu00e1lez em Pexels.com
  • O respeito ao limite é essencial



    O respeito ao limite é essencial

    Insistir em tudo é um erro?
    Erro é desejar o que não se pode ter?
    Insistir no que não se pode ter
    Não é acerto onde tudo é forçado.

    Saber errar é sinal de maturidade.
    A maturidade se conquista entre os erros e acertos.
    Aceitar os “nãos” com elegância,
    A maturidade é fruto de um trabalho longo e árduo.

    Sentir a vida,
    Sentir as emoções,
    É respeitar o caminho,
    É crescer no equilíbrio.

    Finalmente, amar-se
    É o caminho seguro da vitória,
    Da vida que emerge do vazio,
    Da existência que floresce.

    Não deixe ser dominado pelo fracasso,
    Por ilusões corriqueiras,
    Pelo medo de continuar.
    Resgate a sua coragem de lutar.

    Não deixe o amor esfriar.
    Ouça o seu interior,
    Levante-se com firmeza
    E dê uma chance para o amor.

    Carlos de Campos
    Foto por Nikhil Manan em Pexels.com