Categoria: Poesia Geral

  • Nem tudo é festa

    NEM TUDO É FESTA

    Tudo é começo

    Nem tudo é festa

    Amor

    Ou somente dor.

    Beleza

    Feiura

    Felicidade

    Conceitos ultrapassados.

    Unidade

    Desigualdade

    A história acontecendo.

    Tudo é novo

    O conceito é velho

    Pesam que evoluíram

    No final é só pré-história.

    Desafiando o amor “antigo”

    Difícil é sobreviver ao amor “evoluído”

    Quando o amor é simplesmente ser.

    Comenta-se muito

    Sobre o que não se pode comentar

    Comentam-se tanto que o comentário virou notícia falsa

    E olha que nem tudo é só sobre fofocar.

    Carlos de Campos

    Foto por Laura Tancredi em Pexels.com
  • Vida bandida, tem seu preço

    Vida bandida, tem seu preço

    O limite foi quebrado, há muito tempo

    O desrespeito a todos foi ultrajante

    A justiça chegou.

    O delinquente está apavorado

    Desrespeitou a todos

    A punição chegou.

    O maldito beberá do próprio veneno

    Filho de um aborto desejado

    Cadeia é o teu mais novo lar.

    Carlos de Campos

    Foto por Kris Mu00f8klebust em Pexels.com
  • Enigma

    Enigma 


    O amor é um enigma. E os corações por ele conquistados, tornam-se escravos. O Amor emaranha-nos em seus laços e, quando apaixonados, qualquer tentativa de resistirmos torna-se inviável.


    Carlos de Campos

    Foto por Mariana Ayumi em Pexels.com
  • Um começo

    Um começo

    Coloco a morte

    Diante dos olhos

    E vejo só uma vida de fracassos

    De comportamentos indesejáveis.

    Que o viver

    Seja melhor aproveitado

    Mergulho no meu interior

    Buscando novos horizontes.

    Não perco a alegria de viver

    Acreditando que existam outras possibilidades

    Às vezes, ficamos presos aos nossos sonhos

    Sonhos que nunca serão realizados.

    A beleza no ato de acordar para a vida

    O momento é esse ! Para um melhor despertar

    Não se preocupe, a intuição o conduzirá

    Existe uma vida rica e abundante a esperar.

    Só depende de você

    Deixe vir à tona o talento que tens

    Use a sua sensibilidade

    E, no final, tudo ficará bem.

    Carlos de Campos

    Foto por Anni Roenkae em Pexels.com
  • A vida é encontro e desencontro

    A vida é encontro e desencontro

    Sentimento inconstante
    Vivo em uma teia de contradições
    É ódio o que sinto por você.

    Às vezes é necessário e, me permito sentir
    Sem culpa ou medo de ser consumido
    É ódio que sinto por você.

    Com tranquilidade em meu semblante, sigo adiante
    Buscando um novo lugar para dormir
    Odeio ser quem sou e estar onde estou.

    Vou em busca da felicidade
    Seguro de encontrar alguém
    Com quem possa compartilhar a vida.

    Seria melhor ter acertado na primeira vez
    A vida é um laboratório de encontros e desencontros
    A vida é assim, porra !!!

    O encontro contigo, será maravilhoso !
    Vou me preparando, desde já
    No teu colo, logo, me encontrar.

    Carlos de Campos

    Foto por Ekrulila em Pexels.com
  • Tudo tem um fim

    Tudo tem um fim

    Os sentidos falam

    De dias memoráveis

    Somos predestinados.

    De tudo o que não se diz

    Em que o amor pouco falou

    O dia que não se sustentou.

    Vi, ao longe, um semblante a sorrir

    Em dias em que pouco se sorriu

    Em que tudo terminou.

    Carlos de Campos

    Foto por Matheus Bertelli em Pexels.com
  • Desejo

    Desejo

    Me deixo ser levado
    Toque-me com tua feminilidade
    Sou todo teu !

    Tua presença me intimida
    Força que emana
    Sou todo teu !

    Me apaixonei !
    Com você, me sinto amado
    Sou, por ti, sempre desejado.

    Carlos de Campos

    Foto por Ba Tik em Pexels.com
  • O predecessor

    O predecessor

    O predecessor

    Continua me assediando

    Sem medo nenhum de ser punido

    Só continua me incomodando.

    O predecessor

    Leva suas mãos a boca

    Com gestos obscenos, continua me assediando

    Tudo tem causado tanta tristeza.

    O predecessor

    Encontra-me no elevador, sozinha.

    Submeto-me

    Sinto-me enjoada, envergonhada e com tanto ódio de mim mesma.

    O predecessor

    Encontra-me sozinha no corredor

    Impondo seu órgão genital

    Obrigando-me a olhar, me humilha.

    O predecessor

    Fui abusada !

    Estou, continuamente, sendo abusada !

    Porque, até agora, continuo me submetendo ?

    O predecessor

    Fez de mim sua presa sexual

    Sem forças, a minha liberdade, não consigo reivindicar

    Fico pensando: quem sou eu ?

    O predecessor

    Busquei socorro

    E fui humilhada pela sociedade dessensibilizada e machista

    Sou taxada de prostituta, aproveitadora e processada pelo pobre predecessor.

    Carlos de Campos

    Foto por Keira Burton em Pexels.com
  • Rosas do inverno

    Rosas do inverno

    Momento inexplicável

    Onde estávamos com a cabeça

    Quando oferecemos nossa fidelidade ?

    Helena

    Mulher

    Marginalizada.

    Mariana, Lúcia

    Condenadas a prisão perpétua

    Crime : nascer mulher !

    Nascer mulher

    Defensora do feminismo

    Lutar por trabalho, educação

    Por um lugar ao sol.

    Ninguém é capaz de conter o espírito feminino !

    A realidade está próxima

    “Vacina anti-machismo”.

    Carlos de Campos

    Foto por RODNAE Productions em Pexels.com
  • A busca pelo sentido

    A busca pelo sentido

    Pendurada atrás da porta do quarto, estava a chave do carro. Sem luz, eu tateava pelos quatro cantos da casa, com o firme propósito de que, em algum momento, eu conseguiria localizá-la. A noite se estendia pela madrugada fria. Acordado, eu continuava vagando. Embora a casa sendo imensa, continuei procurando pela bendita chave do carro.

    Fico pensando… o que me levava a continuar procurando aquela chave em plena madrugada ? Além de tudo, sem energia elétrica ? A ansiedade era o motivo que me fazia querer viver essa aventura ? Procurar por algo com tanta urgência e, nem ao menos entender essa necessidade que, sem dúvidas, poderia aguardar o nascer do dia seguinte.  Poderia a tal chave ser um simbolismo do meu inconsciente,  denunciando como a minha vida anda sem graça ?  Confusa ! Cheia de arbitrariedades ? Uma vida repleta de insignificâncias ? Contundente em faltar com a verdade que a tudo harmoniza ? O fato é que, sou fã em buscar caminhos errados, em fazer escolhas equivocadas.

    Tudo perde o sentido. Tudo se insinua de maneira tenebrosa. Vozes cheias de rancores vão se revelando. O medo, com seu semblante espantoso e amargurado, sabotando as oportunidades apresentadas pela vida.
    O que preciso, é continuar a procurar. Procurar, mesmo com a escuridão que me é imposta nas madrugadas da vida. Procurar por uma chave que me abra as portas necessárias. Quem sabe, as portas da sabedoria, do entendimento, ou, da esperança de que, tudo isso, algum dia, faça algum sentido.


    Carlos de Campos