Entrever

Entrever 

Lutar todo o tempo
Cansado de tanto tédio
Diariamente com medo
Constantemente solitário. 

Miserável 
Com fome 
Aflito
Com muita insatisfação.

Manipulado
Vivo na contravenção
Nos pequenos instantes de felicidade
Onde, cada um, é chamado a se entrever.

Limitado é o pensar
Difícil de se relacionar
Oh, Divina providência que nunca chega
Adiante segue a história. 

Futuro fracassado
Dia sem lucro
Favelas que não são mansões 
Mansões que perderam o seu sentido.

Observo o defeito do outro
Pratico o domínio sobre o outro
Exalto o quanto sou melhor que o outro
O outro, que sou eu, com medo e abatido.

Somos parte de tudo 
E de tudo somos igualmente responsáveis
Da raiva pelo vizinho, a guerra mundial
Estamos contribuindo diretamente com esse carnaval.

A liberdade começa em nós 
O amor aflora em nós 
Precisamos parar de resistir
O trabalho é intenso, interior e diário.

A paz é possível ?
Quanto vale a tua liberdade ?
Viver ou morrer ?
O que você prefere ?

O cultivo interior é fundamental
O amor que supera o ódio 
Quem sabe a humanidade poderá seguir feliz ?

Carlos de Campos
PRÉ-LANÇAMENTO


Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.


Sobre o autor


Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.

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Entrever 

Lutar todo o tempo
Cansado de tanto tédio
Diariamente com medo
Constantemente solitário. 

Carlos de Campos
Foto por Oleg_bf Oleg Borisov em Pexels.com

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