O morrer de uma vida angustiada

O morrer de uma vida angustiada 

Inevitável é a morte 
A cada dia se morre um pouco mais 
Bem ou mal é preciso seguir vivendo 
A cada dia vivendo um pouco mais. 

A vida vai passando rapidamente 
Tão rápido que nem percebemos 
Dos poucos minutos que nos restam 
Muito pouco aproveitamos. 

O tempero de uma vida é o amor 
É o equilíbrio nos momentos de dor 
É quem nos capacita para continuar a existir
Em meio a uma vida repleta de contradições e dor. 

A “eternidade” do presente 
São só memórias de uma vida 
De uma intimidade sofrida 
Aborrecida. 

Nos momentos de silêncio 
Dor é que deixamos pelo caminho
Caminhos inquietos 
Caminhos dispersos. 

Caminhos distorcidos 
Divididos de um existir 
Desbalanceado 
De uma vida paralela. 

Todas as camadas da alma convocada 
Que clamam e reclamam 
Fingem viver de alegrias 
Quando são só decepções. 

Flertam com movimentos radicais 
Rasteiros e perigosos 
Inebriado de veneno 
Assassinos de mente. 

Movimento íntimo 
Escada de emoções 
Trégua a um corpo cansado
Para o início de um novo dia. 

Um viver sem esperança 
Tomado por angústias existenciais 
Meio caminho andado 
Bem ou mal continuamos. 

Carlos de Campos 
Foto por Alex Conchillos em Pexels.com

Comentários

Uma resposta para “O morrer de uma vida angustiada”

  1. […] de existir Se a impunidade seguir. É preciso estar vigilante Atento aos movimentos injustos É preciso de mudança pessoal. Carlos de […]

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