• Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza


    Um poema sobre amor próprio, autodescoberta e beleza interior. “Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza” revela a profundidade da alma em versos de emoção e reflexão poética.

    Antes de tudo, peço licença para esclarecer dois pontos muito importantes.
    Primeiro: quero agradecer, de coração, a todos que têm me acompanhado, lido os poemas até o fim — e até voltado para ler e sentir uma, duas, três, quatro vezes.
    Essa fidelidade é o que mantém viva a chama deste projeto.
    Gratidão profunda por cada olhar, por cada momento que você dedica à poesia.
    E segundo: quero pedir algo simples, mas essencial.
    Se puder, curta, comente — mesmo que seja um emoji, um ponto, uma exclamação, uma interrogação, uma palavra, um verso que tocou você.
    Esses pequenos gestos ajudam o poema e a mensagem a chegarem mais longe.
    O algoritmo entende isso como um sinal de vida — de que há emoção e verdade acontecendo aqui.
    Muita gente acha que curtir, comentar ou compartilhar não faz diferença.
    Mas faz, e muito.
    É assim que a poesia encontra novas almas, novos corações.
    É assim que a arte continua viva, respirando através de nós.
    Gratidão por estar aqui.
    Você é parte dessa história.
    E,agora, vamos ao poema!



    Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza

    O desejo me atrai,
    me move,
    me leva a ver sentido
    no que antes não tinha sentido.

    Vejo, em cada emoção,
    as minhas próprias emoções,
    os meus próprios argumentos,
    vê o que pensou estar escondido.

    O belo turvo em minha vida,
    a vida tortuosa,
    essa vida sem sentido,
    que sente o dia inteiro.

    Já vi o que antes não podia ver:
    o lodo da vingança,
    dos delirantes desvios,
    de um caminho sem volta.

    Oxigênio a nutrir o meu espírito,
    espírito materializado no cotidiano,
    cinzento e distante de qualquer efeito,
    figura em quartos separados.

    Me adianto para conseguir ver,
    ver o inevitável,
    ver a surpreendente e fascinante beleza
    de como adoro me amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com