• Retroceder já não podemos mais (texto)

    Retroceder já não podemos mais

    Em tempos de crise política, o melhor a se fazer é exatamente nada. Não existe nada que possamos fazer neste momento da nossa história. A crise política é mais grave do que aparenta e vai além dos bastidores do poder. Os indivíduos que compõem esta sociedade e suas instituições enfrentam sua pior crise de identidade, ética e moral. Estamos vivendo em uma sociedade em pleno colapso.

    A crise política nasce de uma sociedade que estava — e ainda está — abandonada. Ao longo dos anos, ela recebeu apenas migalhas sobre a mesa e, calada, teve que continuar, enquanto observava a classe política engordar à custa dos juros e do dinheiro público. Os indivíduos dessa sociedade, cansados, colapsaram; os que não colapsaram deram de ombros ou se juntaram a eles.

    A sociedade está há muito tempo abandonada. Mesmo que quisesse, não conseguiria mudar esse roteiro. Estamos presos em um ciclo vicioso, no qual as nossas melhores escolhas acabam sendo sempre as mais destrutivas. Neste momento, o colapso social parece ser a nossa melhor escolha.

    Lutar contra isso é uma luta inútil. É lutar contra o nosso próprio sistema de autodestruição individual e social; é lutar contra a nossa mentalidade de, em liberdade, fazermos as escolhas erradas. Não é possível, de uma hora para outra, transformar indivíduos “doentes” por um ambiente social salubre que, há anos, vem sendo ignorado, sem qualquer investimento relevante. A sociedade escolheu e chancelou, por meio dos seus políticos eleitos, que não ter uma educação que humanize as pessoas é o nosso melhor investimento. Essa foi a escolha dos nossos avós, dos nossos pais — e é também a nossa, ao perpetuar uma sociedade que nos faz viver em constante frangalhos físico, mental, emocional e financeiro.

    Estamos cegos, caminhando sobre um precipício, equilibrando-nos em uma corda e carregando, em nossos braços, uma ogiva nuclear — e fazemos isso sem nos darmos conta do perigo. Avançamos e não temos como retornar.

    Ir adiante é preciso, tentando nos proteger enquanto atravessamos essa dificuldade extrema. É uma mudança radical que se faz necessária. E, até que essa compreensão nos tome pelas mãos e nos coloque novamente no caminho do juízo, seguimos sobrevivendo como podemos.

    Carlos de Campos

    Foto por Adriano Marquez em Pexels.com
  • Ter você comigo é uma enorme satisfação



    Ter você comigo é uma enorme satisfação

    Vem, minha amiga e meu amigo,
    vem ser feliz nesta vida,
    deixando para trás
    tudo o que lhe aborrece.

    Vem aprender a cultivar
    o bom pensamento,
    porque ninguém vive sendo negativo.
    Vem ser feliz comigo.

    É hora de ser feliz,
    e é agora.
    Não espere pela perfeição:
    ser feliz é uma construção.

    É a inauguração de um contínuo aperfeiçoamento.
    Ninguém estará jamais pronto e acabado.
    É hora de viver a felicidade.
    É hora de calar a tristeza que nos invade.
    Vem ser feliz!

    Esta é a comunidade mais triste do mundo.
    É também a comunidade que está revolucionando
    a ideia de que, para ser feliz, tudo precisa estar bem.

    Estar feliz é uma construção interna,
    é uma opção radical que fazemos todos os dias,
    é uma declaração de guerra contra toda tristeza,
    é a luta diária para que a felicidade vença em nós no final do dia.

    Carlos de Campos

    Ter você comigo é uma enorme satisfação
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