• Curta é a perna da mentira

    Curta é a perna da mentira

    Liberdade pela libertinagem
    É horrorosa e descomprometida
    Com a civilidade.
    É um desrespeito à verdade.

    Onde se esconde?
    Perguntam-se desde ontem.
    Covarde em tempo real,
    Inumeráveis são os ataques à liberdade.

    Cadeia desencadeia fugas.
    É noite de extrema vigilância.
    É tua a conduta abominável.

    Nada é mais constrangedor
    Que a manipulação da verdade
    Em prol das mesquinharias pessoais.

    Carlos de Campos
    Foto por Zachary DeBottis em Pexels.com
  • Me dê o que me tiraram

    Me dê o que me tiraram

    O limite fomenta a decadência,
    Deteriorando qualquer relação.
    A pessoa precisa se expressar,
    Dialogando com outras realidades.

    Vi na fila da vida
    Desejos incomunicáveis,
    Desejos que eram meus.
    Incomunicável sou eu.

    Sou delírio à flor da pele,
    Que repele todos à minha volta.
    Voltas que não voltam mais,
    Sigo dando essas voltas que não voltam mais.

    Hoje sou só mais um errante,
    À deriva de uma vida ferida.
    Lobotomizado de qualquer esperança,
    Disfarçada com muita elegância.

    O meu universo é uma realidade paralela,
    Que diariamente vai sendo tensionada.
    Me deem um dia de paz,
    Tenho lutas para lutar em minha cabeça.

    Quando nada mais fizer sentido,
    Deitado quero estar.
    Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
    Me dê só mais um dia de paz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com