• Janela

    Janela

    Não dê ouvido à ganância
    Impropriedade da alma
    Movimento falso
    Medo consumado.

    Labirinto de mentiras
    Ilusão desconfortável
    Medo consumado
    Estou atormentado.

    Iminente é a força destruidora
    De uma mente desorientada
    Geme e chora a minha alma
    Por não saber de onde vem tanta dor.

    Em vão reflito
    E distante permaneço do conflito
    Finalmente chego, mas ainda não compreendo
    O desejo é mais forte que a sanidade.

    Os dias são exageradamente idênticos
    Corroídos por ideias banais
    Camuflados de moralidade
    Enquanto a vingança é a alma do negócio.

    Vejo a beleza que há no equilíbrio
    O canto dos pássaros pela manhã
    O rosto de um amanhecer inesquecível
    É a saudade batendo à nossa porta.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Legado

    Legado

    Oh, morte!
    Destino traçado
    Sem ter para onde correr
    Que falta de sorte.

    Silêncio que faz pensar no túmulo
    Onde tudo é reduzido a pó
    Vida como bocejo da existência
    Todos seguimos para o mesmo destino.

    A lembrança é o único legado que vamos deixar
    Que parte de nós deixaremos para ser recordada?
    Saudade memorável.

    O fim pode até ser doloroso
    Também é a oportunidade das novidades
    Como você vai encarar faz toda a diferença.

    Carlos de Campos

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