Me dê o que me tiraram

Me dê o que me tiraram

O limite fomenta a decadência,
Deteriorando qualquer relação.
A pessoa precisa se expressar,
Dialogando com outras realidades.

Vi na fila da vida
Desejos incomunicáveis,
Desejos que eram meus.
Incomunicável sou eu.

Sou delírio à flor da pele,
Que repele todos à minha volta.
Voltas que não voltam mais,
Sigo dando essas voltas que não voltam mais.

Hoje sou só mais um errante,
À deriva de uma vida ferida.
Lobotomizado de qualquer esperança,
Disfarçada com muita elegância.

O meu universo é uma realidade paralela,
Que diariamente vai sendo tensionada.
Me deem um dia de paz,
Tenho lutas para lutar em minha cabeça.

Quando nada mais fizer sentido,
Deitado quero estar.
Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
Me dê só mais um dia de paz.

Carlos de Campos
Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com

Comentários

2 respostas a “Me dê o que me tiraram”

  1. […] fugas.É noite de extrema vigilância.É tua a conduta abominável.Nada é mais constrangedorQue a manipulação da verdadeEm prol das mesquinharias pessoais.Carlos de […]

  2. […] assim que vejoA cada momento,Um momento difícil.Reintegrar o que se perdeu,Deixar ir o que machuca,Buscar o sentido últimoDo que não faz mais sentido.Carlos de […]

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