• É preciso ver com os próprios olhos o interior


    Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.


    É preciso ver com os próprios olhos o interior

    É mistério o mundo interior,
    E fascinante o seu modo de agir.
    Nada é igual sob o sol que nos ilumina;
    Deslumbrante é o mistério da vida.

    No íntimo de nossa existência,
    Existe um universo de possibilidades.
    Existe uma infinidade de olhares:
    Olhem para as estrelas que lhe habitam.

    Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos,
    Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver.
    Olhar e ver: eis o nosso maior drama.
    As estrelas que nos habitam estão aí.

    O mistério que nos envolve
    E nos condiciona
    A sermos dependentes de estímulos fugazes,
    Que nos limitam a ser nada.

    Sou a estrela em teu ser,
    O manifesto de amor.
    Sou a tua beleza interior,
    O dia e a noite da tua vida.

    Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela.
    Admirável é a beleza desse acontecimento.
    Dentro de mim existe tanta beleza
    Que todos passam a ver.

    Carlos de Campos
    Foto por Rumeysa Demir em Pexels.com
  • Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você


    Um poema sobre o amor que transforma e acolhe. “Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você” é pura entrega e poesia da alma.

    Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você

    Tê-la comigo é o meu maior prazer.
    É o reflexo de minhas boas decisões,
    é o auge desta minha vida.
    A vida, hoje, precisa ter poesia.

    Íntimo de minha alma,
    consolo diário à minha solidão,
    o meu passar do tempo precisa ser com você.
    A convido a se sentir abraçada.

    Mudanças necessárias que precisam acontecer,
    que nos fazem ir sempre para frente,
    vencer aqueles medos escondidos,
    ir além do que acreditamos.

    Em nada pode se sustentar o meu amor por você.
    Não existem palavras, estrofes ou versos em que você caiba.
    O peito é o sacrário onde adoro esse sentimento,
    sacrário vivo que nutro dia após dia.

    Move-se em meu íntimo
    o movimento das transformações,
    movimento que se move o dia inteiro,
    move-se, chamando-me para mover-me com ele.

    É nesse movimento contínuo em que nós nos encontramos,
    unidos em sentimentos de amor,
    com o afetuoso compromisso de sempre te amar.
    Alma de minha alma, expressão máxima dos meus anseios.

    Carlos de Campos
    Foto por ROMAN ODINTSOV em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada



    Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada

    No desejo que aflora a alma, agora,
    no instante em que tudo é só perfeição,
    no momento em que a oportunidade se faz presente,
    a chama poética é inevitavelmente expandida.

    É como um jardim florido a tua poesia,
    que, pelos quatro cantos do mundo, decora,
    transmitindo, em essência, todo o seu valor cultural,
    desejo que desencadeia o sucesso pleno.

    São com os teus poemas que os desejos são estimulados;
    são os teus poemas a alma da minha alma;
    são os teus poemas as flores mais belas para esta abelha;
    são os teus poemas e poesias que despertam as minhas disposições.

    São como a chuva a trabalhar a terra,
    são como os trabalhadores rurais lavrando a colheita,
    são como sentinelas em constante vigilância,
    são as flores que tornam esse jardim ainda mais precioso.

    Sempre, em um novo poema, revela-se o que há de mais essencial à vida:
    a essencialidade que se manifesta na simplicidade,
    trazendo à tona o que temos de melhor a oferecer,
    a alegria em saber que se provocou o mais belo sorriso.

    Ganhar um instante com a tua poesia,
    um instante inspirado na beleza dos teus poemas,
    poesia que corre em todo o meu corpo, sangue e DNA,
    poesia que constrói as maiores pontes floridas.

    Carlos de Campos

    Foto por olga Volkovitskaia em Pexels.com
  • Sobriedade existe até no submundo

    Sobriedade existe até no submundo

    Os demônios insistem,
    divagando em labirintos secretos,
    sem saber ao certo
    a direção que vão tomar.

    Os subjugados na escuridão
    se revoltam contra toda luz,
    sem saber ao certo
    que direção vão tomar.

    São os luzeiros do céu
    que causam em nós tanta ira;
    são os caminhos incertos que nos fazem perder,
    são as luzes que clareiam nossa alma.

    Não existe solidão
    quando a alma se apequena;
    quando tua vida perde o brilho,
    rastejando, tu te encontras.

    Ímã da paixão,
    desencantos,
    vida perdida,
    rasteja-se pela sombra.

    No auge do amor:
    tentações,
    insegurança,
    calamidade até o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por Andre Moura em Pexels.com
  • Vítima de uma sociedade doentia



    “Vítima de uma sociedade doentia” é uma composição que traduz, com intensidade e sobriedade, o colapso existencial do sujeito moderno diante de uma realidade opressora.

    Vítima de uma sociedade doentia

    O elevador quebrou.
    Como sair daqui?
    Na aparência, transbordo calma,
    mas me encontro transtornado.

    O elevador parou entre o oitavo e o décimo quinto andar.
    Estou sozinho,
    angustiado e sem comunicação.
    Morte iminente?

    Finjo estar no controle,
    mas, no auge do desespero, me encontro.
    Encontro-me desnorteado.
    Estou quase sendo descoberto.

    Na iminência de uma vida em risco,
    uma vida solitária,
    destemida,
    até ser surpreendida.

    Cabe não estar perto.
    O destino está no fio da navalha,
    destino ao alcance da vida,
    de uma vida triste.

    O elevador me sufoca
    com suas mãos metálicas,
    envolvendo o meu pescoço,
    enquanto definha a minha alma.

    Desce a minha alma,
    engolida pelo fosso da existência,
    existência de horrores,
    pela minha própria falta de sorte.

    O elevador parado no quarto andar.
    Destino concentrado na alma que se foi.
    A vida vai dando os seus últimos suspiros
    no fio de uma navalha afiadíssima.

    O elevador chega ao seu destino —
    um destino incerto,
    de uma caminhada vacilante,
    destino destemido.

    E a minha alma?
    Quando retornará a esse pobre corpo?
    Ao corpo que mais se parece a escombros,
    que caminha fingindo ser feliz.


    Elevador parado no décimo andar:
    um corpo fétido de morte,
    uma alma decaída no fosso da negligência,
    em seu último suspiro.

    Carlos de Campos

    Foto por asunny Wi em Pexels.com
  • Sentimentos arrastados pela escuridão



    Sentimentos arrastados pela escuridão

    Em suas tramas me envolvo,
    em desejos me desfaço,
    no calabouço de uma vida maldita
    que dita as regras de minha agonia.

    O desespero bate à porta,
    das incongruências me alimento,
    despido de minha arrogância,
    dos medos que me subtraem toda a esperança.

    Imutável é o meu desejo,
    e por isso sinto calafrios
    que perpetuam a minha angústia,
    feia e terrível.

    É a divindade que sufoca
    no sufoco mortal de uma vida,
    de uma vida ferida,
    no peito que sangra todos os dias.

    Nos escuros da viela nos encontramos,
    copulamos…
    restando corpos nos telhados,
    que destelhados estavam nesse momento.

    Me escondo nas vielas,
    na morte que me persegue,
    nos corpos desossados,
    no desejo que me faz viver.

    Nos dias que maltratam a alma,
    que cegam a minha razão,
    nos dias que não passam,
    na esperança que não existe mais.

    Eficientes são as tuas maneiras de enxergar,
    de ver na sombra da vida uma solução,
    dominando a arte da sedução,
    da ilusão que mais te comove.

    Incinerar o amor de sua vida,
    que há anos já se encontra putrefato,
    e que seguir é preciso,
    mesmo diante de um espelho sem reflexo.

    Mudar sua mentalidade corrompida,
    carniceira de um ego podre,
    podre pelos delírios do passado,
    que passa à margem de sua história.

    Ufanismo de uma epopeia trágica,
    de um existir encarcerado por sua própria mente,
    uma mente que mente para si mesma,
    nada do que faça faz mais nenhum sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Can Ceylan em Pexels.com
  • Deixo o tempo passando



    Deixo o tempo passando

    Deixo o tempo passando
    Passado em que tudo se desfaz.
    Inspirando…
    Expirando…
    A verdade ou a mentira?
    Relaxamento ou ação?
    Onde você se esconde?
    Tudo vai ao encontro,
    ao encontro do equilíbrio,
    com calma e verdade,
    de um dia feliz.
    Com calma em saber onde reside a verdade,
    na verdade em que habita a certeza,
    a plena e única certeza
    que faz em você sua eterna morada.
    Que insiste…
    persiste…
    e continua até vencer.

    Carlos de Campos


  • Onde você se esconde?



    Onde você se esconde?

    Fim do mundo
    Dos pensamentos coerentes,
    Do ânimo individual,
    Procuro nem entender.

    Os desejos que afloram na alma,
    Distantes da vida,
    Sucumbindo…
    Os dias passam correndo.

    Vão e vêm, todos apressados,
    Em um ata e nem desata,
    Na pura ilusão,
    Distante de tudo.

    Sofrimento,
    Paz,
    Nada mais importa.
    Deixem tudo como está.

    Carlos de Campos
    Foto por NO NAME em Pexels.com
  • Venho das incertezas dos dias certos


    Venho das incertezas dos dias certos

    Longe de casa,
    dos meus sentimentos,
    de onde eu vim
    vim para estar perto.

    Vim carregando as incertezas,
    incertezas do que ontem era certo,
    era bom,
    o bom que passou.

    Certo de que hoje eu esteja certo,
    cansado...
    mesmo assim sigo seguro.

    E que minha chance chegue um dia, talvez,
    mesmo a essas incertezas certas,
    eu vença, quem sabe, outra vez.

    Carlos de Campos