• A fundação de toda a nossa vida



    A fundação de toda a nossa vida

    Mar límpido e calmo
    diante da minha vida agitada.
    O meu medo ronda.
    O que esperar de tudo isso?

    Estou assustado.
    Estou me sentindo infeliz.
    Nada é mais como antes.
    Como era antes?

    É precioso o meu pensar,
    o existir na capacidade do existir.
    É precioso o nosso olhar,
    na capacidade de sempre acolher.

    É infinito quem sabe abraçar,
    na capacidade de viver.
    É infinito o seu coração,
    mesmo nas duras penas da vida.

    É vida sendo expelida,
    é ave alimentando os seus filhotes.
    Não há dor neste momento,
    nem existe solidão.

    Há esperança brotando na rocha.
    Tudo, absolutamente tudo,
    ecoa a bondade do homem.
    Tudo é mar tranquilo novamente.

    Carlos de Campos
    Foto por sumit see em Pexels.com
  • Chegada é a hora da verdade: 3I/ATLAS

    Chegada é a hora da verdade: 3I/ATLAS

    Onde andas por esse universo?
    Para quem imaginou o que você é?
    É resquício de uma nova oportunidade?
    O tempo é a nossa melhor resposta.

    Cometa?
    Nave?
    Ou só a natureza seguindo o seu percurso?
    Na fertilidade de nossas mentes, tudo pode.

    Sabemos que pouco sabemos
    além da obviedade.
    Sabemos que é um cometa
    e sabemos que nossa salvação não vem de fora.

    Pare e pense.
    Pare, pense e considere.
    Pare, pense, considere e reconsidere.
    Só não leve tudo o que te oferecem.

    Que nossas consciências se voltem à razão;
    que o amor também seja convidado,
    porque um sem o outro é trágico.
    É disso que depende a preservação do ser humano.

    Ao cometa, desejo uma boa passagem.
    Aos cientistas, fidelidade à razão.
    A nós, muito cuidado com o que se lê:
    que a informação ética prevaleça acima dos cliques.

    Carlos de Campos
    O Hubble capturou esta imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS em 21 de julho de 2025, quando o cometa estava a 446 milhões de quilômetros da Terra. O Hubble mostra que o cometa possui um casulo de poeira em forma de lágrima se desprendendo de seu núcleo sólido e gelado.
    Cometa 3I/ATLAS

    O Hubble capturou esta imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS em 21 de julho de 2025, quando o cometa estava a 446 milhões de quilômetros da Terra. O Hubble mostra que o cometa possui um casulo de poeira em forma de lágrima se desprendendo de seu núcleo sólido e gelado.

    Crédito da imagem: Imagem: NASA, ESA, David Jewitt (UCLA); Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)
  • Sou você amanhã



    São momentos como esses, na vida, que nos fazem apaixonar profundamente.
    O que esperar além da fusão total dos corações que se encontraram?



    Sou você amanhã

    O desejo alcança a alma
    Na intimidade do seu coração.
    É meu sonho...
    Quem me faz ser assim?

    É sonho que se funde à realidade,
    E amor que se manifesta na ação.
    Amor é ação que acolhe
    E vida que frutifica.

    E não serei esquecido,
    Nem colocado de lado.
    Nunca é o bastante saber.

    Vem ser amado!
    Que caiam todas as correntes que nos aprisionavam.
    Vem, porque este é o nosso momento.

    Carlos de Campos

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    Foto por Mighty Portraits em Pexels.com
  • Não há felicidade no que só é passageiro


    Um poema que reflete sobre a ilusão do efêmero e a busca pelo amor verdadeiro em meio aos anseios da alma e ao vazio do mundo moderno.


    Não há felicidade no que só é passageiro

    Os anseios sabem nos provocar,
    no mais fundo de nossas almas,
    onde estamos sem defesas,
    no mais fundo de nosso ser.

    Íntimo de nossas vidas,
    perambula pela escuridão,
    na mais pura falta de sentido —
    instinto crucial.

    É desejo que move o nosso ser,
    é delírio que nos invade a alma,
    é a ostentação sem fim.
    Diga-me: para onde está indo?

    Vê na distância,
    nos anseios aflorados,
    na estética da ignorância,
    vê atitudes consumindo.

    Olhem o barco que chega,
    os navegantes solitários destes mares.
    Olhem para o amor puro e verdadeiro,
    que te espera de braços abertos, de prontidão no cais.

    Ímã do amor,
    da vida o equilíbrio,
    da coragem que bate no coração,
    da tristeza que te consome o dia inteiro.

    Carlos de Campos

    Foto por Roman Jaquez em Pexels.com
  • O mundo sob rendição


    Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.


    O mundo sob rendição

    É noite de escuridão.
    O medo toma conta da cidade.
    De maldade em maldade,
    espalha-se o terror.

    Não são as nossas almas que vamos perder,
    mas as nossas memórias dos dias felizes.
    É a vingança sendo exercida,
    é o absurdo se multiplicando.

    Seres implacáveis invadem a nossa mente,
    parasitando a nossa vontade,
    paralisando os nossos desejos.
    É o nosso fim.

    Não temos nenhuma chance de vencer.
    Nessa guerra, já entramos derrotados.
    Diluídos até o âmago,
    a rendição se faz necessária.

    Carlos de Campos

    Foto por Victor Moragriega em Pexels.com
  • Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído


    Um poema sobre os mistérios da vida, a entrega emocional e o poder transformador das conexões verdadeiras — onde o tempo se dissolve e só o sentir importa.

    Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído

    Não dá para prever quando e como.
    Não dá para sentir e fingir que nada aconteceu.
    A energia corre por nossa pele;
    a pele sente na alma.

    É no silencioso quarto que sou acolhido,
    na peculiaridade de sua presença.
    É onde nós nos encontramos,
    entre afetos e carinho.

    Peço que a vida seja assim:
    intensa e aconchegante,
    reverberadora de emoções positivas.
    É a vida fornecendo mais energia.

    A chuva cai sobre o meu corpo,
    enquanto sinto cada gota me tocando.
    Sinto explosões de emoções —
    suave, forte, intenso.

    Mas é o que desejo neste momento:
    que cada segundo se torne uma eternidade,
    que isso não acabe mais,
    e que o fim não exista aqui.

    O mistério nos toma pela mão.
    Tudo se faz silêncio.
    Tudo acontece pelos olhares —
    é a mais pura revelação.

    Carlos de Campos
    Foto por Aleksandar Pasaric em Pexels.com
  • É certo que nossas almas escaparam?


    Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.


    É certo que nossas almas escaparam?

    É vivido o meu amor por você,
    As idas e vindas
    No fluxo desse ocaso
    Que engoliu as nossas lembranças.

    É para deixar a vida seguir o seu percurso,
    Diuturnamente,
    O mundo dorme fingindo que está acordado.
    Tudo muda de sentido.

    O medo assombra o nosso futuro —
    Futuro de incertezas certas,
    Certas de novidades,
    Que dão origem ao novo amanhã.

    É a vida sendo desgastada pela agonia,
    Pela imoralidade dos tempos modernos,
    Que sucumbem em meio às promessas.
    É uma vida devastada pela nossa agonia.

    É a mãe encurralada pelo próprio filho,
    Filho caindo, alvejado pelo destino,
    Destino frio,
    Esvaindo-se — vão-se suas memórias.

    Oh, alegria dos momentos que não passam,
    Oh, pedra preciosa do destino!
    É a vida futura, distante de nós,
    É a sensação gélida da sorte.

    Carlos de Campos
    Foto por Soloman Soh em Pexels.com
  • Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza


    Um poema sobre amor próprio, autodescoberta e beleza interior. “Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza” revela a profundidade da alma em versos de emoção e reflexão poética.

    Antes de tudo, peço licença para esclarecer dois pontos muito importantes.
    Primeiro: quero agradecer, de coração, a todos que têm me acompanhado, lido os poemas até o fim — e até voltado para ler e sentir uma, duas, três, quatro vezes.
    Essa fidelidade é o que mantém viva a chama deste projeto.
    Gratidão profunda por cada olhar, por cada momento que você dedica à poesia.
    E segundo: quero pedir algo simples, mas essencial.
    Se puder, curta, comente — mesmo que seja um emoji, um ponto, uma exclamação, uma interrogação, uma palavra, um verso que tocou você.
    Esses pequenos gestos ajudam o poema e a mensagem a chegarem mais longe.
    O algoritmo entende isso como um sinal de vida — de que há emoção e verdade acontecendo aqui.
    Muita gente acha que curtir, comentar ou compartilhar não faz diferença.
    Mas faz, e muito.
    É assim que a poesia encontra novas almas, novos corações.
    É assim que a arte continua viva, respirando através de nós.
    Gratidão por estar aqui.
    Você é parte dessa história.
    E,agora, vamos ao poema!



    Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza

    O desejo me atrai,
    me move,
    me leva a ver sentido
    no que antes não tinha sentido.

    Vejo, em cada emoção,
    as minhas próprias emoções,
    os meus próprios argumentos,
    vê o que pensou estar escondido.

    O belo turvo em minha vida,
    a vida tortuosa,
    essa vida sem sentido,
    que sente o dia inteiro.

    Já vi o que antes não podia ver:
    o lodo da vingança,
    dos delirantes desvios,
    de um caminho sem volta.

    Oxigênio a nutrir o meu espírito,
    espírito materializado no cotidiano,
    cinzento e distante de qualquer efeito,
    figura em quartos separados.

    Me adianto para conseguir ver,
    ver o inevitável,
    ver a surpreendente e fascinante beleza
    de como adoro me amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com
  • Imensa é a loucura dos que se arriscam



    Um poema profundo sobre a solidão, o amor e o mergulho interior. “Imensa é a loucura dos que se arriscam” revela a coragem de quem enfrenta o próprio medo para encontrar, no fundo de si mesmo, o verdadeiro encontro com o outro e com a alma.


    Imensa é a loucura dos que se arriscam

    Logo que adormeço,
    me encontro ao teu lado
    na solidão vazia deste quarto,
    o que me faz sofrer ainda mais.

    No auge do meu sono, mergulho mais fundo.
    É preciso mergulhar ainda mais fundo.
    É lá, no fundo, que nós nos encontramos —
    em um encontro decisivo.

    O diálogo está contido,
    deixando de lado a humildade.
    Nada mais flui nessa conversa.

    O diálogo se solta aos poucos,
    à medida que deixo o medo de lado.
    Mergulho mais um pouco —
    na imensidão dessa solidão, me descubro.

    Carlos de Campos

    Foto por Daniel Torobekov em Pexels.com