Não há felicidade no que só é passageiro


Um poema que reflete sobre a ilusão do efêmero e a busca pelo amor verdadeiro em meio aos anseios da alma e ao vazio do mundo moderno.


Não há felicidade no que só é passageiro

Os anseios sabem nos provocar,
no mais fundo de nossas almas,
onde estamos sem defesas,
no mais fundo de nosso ser.

Íntimo de nossas vidas,
perambula pela escuridão,
na mais pura falta de sentido —
instinto crucial.

É desejo que move o nosso ser,
é delírio que nos invade a alma,
é a ostentação sem fim.
Diga-me: para onde está indo?

Vê na distância,
nos anseios aflorados,
na estética da ignorância,
vê atitudes consumindo.

Olhem o barco que chega,
os navegantes solitários destes mares.
Olhem para o amor puro e verdadeiro,
que te espera de braços abertos, de prontidão no cais.

Ímã do amor,
da vida o equilíbrio,
da coragem que bate no coração,
da tristeza que te consome o dia inteiro.

Carlos de Campos

Foto por Roman Jaquez em Pexels.com

Comentários

Uma resposta para “Não há felicidade no que só é passageiro”

  1. […] acolhe E vida que frutifica.E não serei esquecido, Nem colocado de lado. Nunca é o bastante saber.Vem ser amado! Que caiam todas as correntes que nos aprisionavam. Vem, porque este é o nosso momento.Carlos de […]

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