Morte! É o grito que meu espírito solta. É o medo que nos leva para a beira da morte, Que nos tortura de toda sorte.
Não existe medo que me faça sentir tanto medo. É o medo que, do nada, me encoxou por trás. É o medo que sussurra ao meu ouvido. É o medo que me põe medo todos os dias.
Suave é como me encontro, Tanta tormenta passou, Que do meu corpo nada roubou, No cansaço dessa luta.
Se estamos tão distantes da fonte, fonte da ancestralidade que jorra pelos tempos sem fim, que passa por nós e por nossa história.
O pai de nossa ancestralidade é um pai que cuida, o educador da casa, casa fundamentada sob sua guarda.
Pai que alimenta, que protege sua família e dá amor à sua prole, pai que bebe da fonte ancestral.
O grande pai que habita em todos os homens encontra-se soterrado pelo patriarcado. Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral, cedendo espaço ao patriarcado cristão.
O grande pai está amordaçado em cada homem, submetido às regras expiatórias que o levaram para longe da fonte da vida, para bem longe de suas próprias raízes.