Preciso de você
Porque o desejo percorre o meu ser
Preciso de você!
Porque em minhas entranhas, só sinto você
Preciso de você!
Para liderar essa multidão de sentimentos em mim.
Só com você quero estar,
quando tudo isso passar
Sentir o teu cheiro
Mergulhar sem medo de ser feliz.
Mando um recado ao teu coração:
“Eu te amo! E preciso de você!”
Te amo intensamente,
como nunca amei ninguém.
Preciso de você
Para ser uma pessoa feliz
Preciso de você
Por precisar de sua presença
Preciso de você
E de suas contradições.
Já está tarde
E, nesse momento, tudo envolve você
Porque preciso tanto de você comigo.
Preciso de você
E do teu calor amigo
Preciso de você
E de tua alegria irônica
Preciso de você
Para ser a minha poesia.
Carlos de Campos
A intuição é a arte de estar ciente de que existe algo além do que pode ser observado. Não é uma experiência simples de se constatar, especialmente no mundo acelerado em que vivemos.
Avaliar se uma intuição está correta, e que, de fato, algo fez sentido, exige empenho de quem a recebe, exige ser disciplinado, focar. É preciso aprender a perceber o mundo a sua volta, e o seu mundo interior.
Loucos ou sábios ? Quem determinou se uma intuição é mais confiável do que outra? É uma aceitação individual ou precisa ter adesão comunitária para que seja validada ?
Os loucos não são tão confiáveis quanto os sábios ? Quem, ou o que, decide que um indivíduo é sábio e o outro é louco ? A sabedoria depende, única e exclusivamente, de ter cursado uma universidade, escola, curso, ou depende da capacidade de um indivíduo de assimilar todo o conteúdo a sua volta e ressignificá-lo ? Louco ou sábio, quem sou eu nessa história ?
Permito-me limitar-me apenas em expor estas questões, pois, afinal, quem sou eu diante de loucos ou de sábios ? Como diria um sábio e louco, “o que sei é que, de fato, nada sei.”
O que penso é que, a intuição está ligada a jovialidade, e que o fim da jovialidade se dá exatamente quando deixamos de buscar, quando não vemos mais sentido para continuar a vasculhar no garimpo da existência. Quando tudo é extremamente banal ou essencial e, já não nos dedicamos a explorar. Quando todos os sentidos, já não fazem mais sentido algum. Quando nos reconheceremos loucos sábios ? O fim só chega, no momento em que nos damos conta que nada valeu a pena e, que a vida, simplesmente passou. Cabe a cada um refletir para essa tomada de consciência. Em que ponto da existência nos consagramos loucos ou sábios ? Esta é, justamente, uma impreterível observação que, ninguém poderá fazer por nós.