Tag: amor

  • Na leveza do teu abraço me encontro

    Na leveza do teu abraço me encontro

    Em razão da vida, o fim é temido.
    É angustiante para todos nós.
    Ninguém, por mais maduro que esteja,
    Está livre desse elefante branco no meio da sala.

    Morrer é antinatural.
    A existência, com toda a sua força, resiste.
    Desde quando se passa a existir,
    A luta para se manter vivo é intensa, mesmo tendo saúde.

    Não é confortável para ninguém a dança permanente com a morte.
    Geralmente, evitamos trazer à razão,
    Mas sempre somos arrastados para o baile,
    Na dança dos inconformados.

    Morrer é demasiadamente extraordinário.
    É a passagem para sabe-se lá onde.
    É a dormição eterna da racionalidade.
    É a dramatização do nosso último julgamento.

    Leve me sinto, já que não há para onde correr.
    Inteiramente tenho vivido, já que um dia eu hei de morrer.
    Entre as multidões de corpos vivos,
    Entre esses corpos é que tenho compreendido.

    Morrer é a atitude mais bela de nossa missão.
    É o maior e único evento de nossa existência.
    É o fim do início de uma nova jornada.
    É a manifestação mais pura de nossas crenças.

    No final, cada um sabe no que acreditar:
    Deidades, vida após a morte,
    Fluidos corporais que prendem uma alma livre,
    Vida plenamente para ser vivida.

    Morrer é a mais intensa das emoções.
    É o prelúdio do que não conhecemos.
    É o que há de pior que vem à nossa mente.
    É entender que poderíamos ter vivido e amado mais.

    Finalmente, o grande dia chegou,
    E com ele, a experiência individual.
    Desejo, sonho — nada mais é tão importante
    Quanto o momento de vivenciar a própria morte.

    Íntimo de minha alma,
    Nos momentos de mais sofrimento, é a minha paz.
    É a poderosa impressão que busquei a vida toda.
    É o momentum além do amor que conhecemos.

    Sinta, em seu rosto, o toque suave:
    Desejo amoroso que desperta pela humanidade.
    Sentimentos naturais de nobreza são potencializados,
    Dando origem à sua melhor versão em plena passagem.

    O íntimo vai florescendo enquanto se faz a passagem.
    Todo o medo e a angústia dão lugar à pacificação plena da alma.
    O condutor de toda essa passagem é o amor,
    O amor semeado pelas pessoas durante sua vida.

    Carlos de Campos
    Borboletas  em voo (alma, libertação, transformação)
    Foto por Lisa from Pexels em Pexels.com
  • Aos que se sentem assim

    Aos que se sentem assim

    ✦ Este poema é um abrigo para quem vive dias de confusão interna, silêncio sufocante e busca sem resposta. Se você já sentiu que não se reconhece mais, estas palavras são para você.

    Mente que vai de um lado para outro
    Em busca de estabilidade,
    Indo sem ao certo saber
    O que há de encontrar.

    E, indo, deixa de ser
    Quem acredita ser.
    Deixa tudo inacabado,
    Cai o que sustentava.

    Figura em seu interior
    Um mundo desértico.
    Terra arrasada é como encontra sua alma,
    Imperativo do não ser.

    Longe da razão se encontra,
    Desafios lhe são impostos.
    O divino é quem separa o mundo,
    Homem fragilizado na sua esperança.

    O seu mundo é fugaz,
    Inebriante para a mente.
    É um profundo buraco vazio,
    É um ir e vir sem rumo.

    Silêncio de ouro,
    Distúrbios desconcertantes,
    Lucidez há quem espere.
    O que sei é o que vivo e sinto.

    Carlos de Campos

    Você também sente que está se perdendo?
    Foto por Aa Dil em Pexels.com
  • Luta para encontrar um relacionamento

    Luta para encontrar um relacionamento

    Sem amor, caminhamos
    Sem compromisso, continuamos
    O que pensamos sobre isso?
    Relação extinta.

    Relacionamento saudável é o que buscamos
    Na margem dos relacionamentos fluidos, é onde estamos
    Sem nada entender, permanecemos
    À sombra da ilusão, nos encontramos.

    À margem do descaso
    Dos que ostentam
    Delírios e desesperos,
    Observo que o fim está próximo.

    Relação conturbada,
    Compromisso esquecido,
    Desolado anda o amor,
    Perdido pela estrada.

    Carlos de Campos
    Foto por Ton Souza em Pexels.com
  • Relação sem vínculo afetivo

    Relação sem vínculo afetivo

    Movimento interior
    Ilusão à flor da pele
    Pele que arrepia
    Por não saber onde está.

    Longe da razão encontra-se minha alma
    Indiferente está às minhas emoções
    Um corpo fluido merece sua atenção
    Não existe desejo sem alma.

    Relação confusa
    Amor em meio ao ódio
    Destino atormentado
    Dê-me sua companhia.

    Em quem acreditar?
    Quando o compromisso é diluído?
    Quando tudo está desconexo?
    Emoções desencontradas.

    Olhe para o seu interior
    Não tenha medo
    Compromisso ainda faz bem
    Tranquiliza a alma.

    Mente, desejo e desolação
    Desejo banindo a razão
    Razão deserta
    Compromisso sem vínculo.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Me dê o que me tiraram

    Me dê o que me tiraram

    O limite fomenta a decadência,
    Deteriorando qualquer relação.
    A pessoa precisa se expressar,
    Dialogando com outras realidades.

    Vi na fila da vida
    Desejos incomunicáveis,
    Desejos que eram meus.
    Incomunicável sou eu.

    Sou delírio à flor da pele,
    Que repele todos à minha volta.
    Voltas que não voltam mais,
    Sigo dando essas voltas que não voltam mais.

    Hoje sou só mais um errante,
    À deriva de uma vida ferida.
    Lobotomizado de qualquer esperança,
    Disfarçada com muita elegância.

    O meu universo é uma realidade paralela,
    Que diariamente vai sendo tensionada.
    Me deem um dia de paz,
    Tenho lutas para lutar em minha cabeça.

    Quando nada mais fizer sentido,
    Deitado quero estar.
    Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
    Me dê só mais um dia de paz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Queima em nossos corações a esperança

    Queima em nossos corações a esperança

    Sua fala reflete a sua opinião
    Seus argumentos cristalizados
    Me dizem exatamente quem você é
    Hoje, só argumentos distorcidos.

    Ideias que vão e vêm
    Sem unidade
    Distantes da realidade
    Realidade sequestrada.

    Quebraram todos os lacres de segurança
    Deitaram e rolaram na rodovia
    Desafiaram o limite de uma vida
    Liberdade corroída.

    Soberano é o amor
    Que, na justa medida, educa
    Unificando a realidade à consciência
    Resgatando o náufrago do emburrecimento.

    Unificando o soberbo à humildade
    Dos deleites extravagantes, recuperado
    De sua maior estupidez, vai se educando
    Para não se esquecer do passado.

    Levantou-se no belo horizonte
    Uma chama de esperança
    Uma chama que não se apaga
    Chama que arde nos corações.

    Carlos de Campos

    Foto por Badarost em Pexels.com
  • Sua busca

    Sua busca

    Calma bem-vinda
    Que vem do fundo do ser
    De uma alma cansada,
    Atolada de trabalho,
    Que impede a vida de ter sentido,
    Experimentando os aborrecimentos contínuos.

    Empoderando os desafios,
    Suprimindo uma vida de afetos,
    Afetos de um companheirismo.
    Finge que está tudo bem,
    Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
    Uma fossa profunda, escura e úmida.

    Lá no fundo da fossa,
    A alma encontra forças para resistir,
    Mesmo sem saber como vai sair.
    A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
    O canto sobre a esperança,
    Que canta o amor que nos faz seres humanos.

    De dentro do fosso,
    Em meio ao canto que está sendo entoado,
    Sem mais qualquer esperança,
    Entre o medo e a perseverança,
    Entre o abuso e o amor,
    A alma, em meio à intensa dor,
    Rasga as vestes corporais.
    Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
    Rasteja para fora daquela fossa.
    Sai em busca de um sentido para sua vida,
    No ápice do seu esquecimento,
    Enquanto pessoa humana,
    Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
    Busca ser resistência,
    Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
    E nunca pensa em desistir.

    No interior do seu ser,
    Existe uma fonte natural
    Da mais pura água,
    Água límpida e refrescante,
    Capaz de matar a sede por justiça,
    Dando ao corpo, alma e espírito
    Uma vitalidade sobrenatural,
    Um olhar místico,
    Que vê a realidade além da materialidade,
    O bem em tudo à sua volta,
    Em uma vida repleta de amor
    E que só vê sentido se for para amar.

    O movimento mais importante em uma vida
    É o movimento sincronizado de uma alma.
    É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
    Um destino de escolhas fáceis,
    De vitórias bem celebradas
    E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
    Movimento que move a alma sempre para a verdade,
    Íntegra caminha com a sabedoria,
    E de mãos dadas segue com a esperança.

    Carlos de Campos
    Foto por Kseniya Budko em Pexels.com
  • Além de todos os amores

    Além de todos os amores

    Lugar algum é melhor que você.
    Já estive em tantos amores,
    E aqui me encontro seguro.

    Carlos de Campos

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    Foto por Alexander Mass em Pexels.com
  • Não me leve a mal

    Não me leve a mal

    Nada é mais excitante e poderoso
    Do que chegar rápido e seguro.
    Faça com que sua vida se torne lendária
    Com a modernidade e eficiência trabalhando juntas.
    Nunca vi nada igual neste planeta,
    Economize comprando luxo.
    É um momento único para sua vida.
    Me apaixonei pelo design,
    Não existe nada parecido como ele.
    Não seja o único a não tê-lo.

    Carlos de Campos

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    Foto por Miguel Mallari em Pexels.com
  • Canta minh’alma

    Canta minh'alma

    Ouço o canto
    Eco envolvente
    Serenidade.

    Carlos de Campos


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