Tag: amor

  • Casamento desmoronando

    Casamento desmoronando 

    Ao final do nosso relacionamento,
    Desejo muita luz em seu caminho.
    O sofrimento que estou passando,
    Nunca te alcance pelo caminho.

    Que o seu futuro seja de bons relacionamentos,
    E não como aquele que você me presenteou.
    Que o amor verdadeiro te ame,
    E que você seja o único.

    Acabou precocemente a relação de uma vida,
    Abandonou com tanta facilidade.
    Com um mero descaso,
    Se safou com tranquilidade.

    Não tem problema,
    Cada um colhe o que plantou na vida.
    As dores, hoje provocadas,
    Podem ser as suas dores amanhã.

    Carlos de Campos


  • Num novo tempo

    Convido você a mergulhar na jornada poética. Assista ao nosso novo vídeo e deixe-se inspirar pela voz do inconsciente que clama por expressão. Não perca essa experiência transformadora. Assista agora e experimente!

  • O Demônio

    O Demônio

    Ontem eu vi o diabo,
    Refletindo sua essência no rosto do meu vizinho.
    Quando ele decide brigar, não há limites,
    Ninguém é capaz de contê-lo.

    O homem endemoninhado é terrível,
    Deseja sangue a todo instante.
    Enquanto não provoca um tumulto, não para,
    O diabo mora ao meu lado.

    Quem não tem um vizinho assim?
    O verdadeiro prêmio “chave de cadeia”,
    Em todos os lugares por onde passamos,
    Sempre aparece essa peça rara.

    Afinal,
    O que faz o diabo com tantos emissários na Terra?
    É tanto diabo encarnado,
    Que dá até desgosto ver.

    A cada dia me sinto mais diabólico,
    Sou possuído pelo desejo constante de encrenca.
    Preciso, com urgência, beber um pouco de água benta.

    Carlos de Campos

    Convido você a mergulhar na jornada poética. Assista ao nosso novo vídeo e deixe-se inspirar pela voz do inconsciente que clama por expressão. Não perca essa experiência transformadora. Assista agora e experimente!

  • Sinto sua falta

    Sinto sua falta 
    
    Rua e café, 
    Procuro por você, 
    Sinto muitas saudades.
    
    Carlos de Campos 
    
    
    
    Sinto sua falta
    Sinto sua falta
  • Infiel, 22,10%

    Infiel, 22,10%

    Problema de qualidade,
    Desejos insalubres,
    Tortura do pensamento,
    Infiéis em nossa rotina.

    Carlos de Campos

    Infiel, 22,10%
    Infiel, 22,10%
  • Adaptação

    Adaptação 

    Ocorre um acidente,
    Dentre os envolvidos está Nanda,
    A minha melhor amiga.
    Busco no local maiores informações: nada.

    Vou até o hospital,
    Ninguém quer falar comigo.
    Fico ali, inerte,
    Sem saber como.

    Não existe coisa pior
    Do que a preocupação sem perspectiva,
    Mãos vazias.

    A vida sempre estará nos surpreendendo
    Com momentos bons e ruins.
    Precisamos nos adaptar.

    Carlos de Campos


    Adaptação
    Adaptação
  • Mover-se

    
    
    
    
    
    Mover-se

    Em uma nova vida,
    O sonho é o combustível.
    Dependências que nos levam adiante,
    Precisamos estar em movimento.

    Movimento que nos faz ir longe,
    Passos que, neste momento, fazem a diferença.
    A vitória só existe por causa do movimento,
    Seja brusco ou leve, tanto faz.

    As pessoas se sentem presas,
    São mais angustiadas,
    Uma vida triste.

    Um desses dias irei sorrir,
    Serei feliz,
    Tudo vai passar.

    Carlos de Campos

    Mover-se
    Mover-se
  • Convite

    Convite 

    Rede em uma sombra,
    O que mais posso querer?
    Sombra e água fresca,
    Agora, só me falta um amor.

    Aqueço o coração com novos versos,
    Além do destino,
    No mar revolto da vida,
    Além de toda a tristeza.

    Vê, existe um poema
    Que fala diretamente ao teu coração,
    Revelando as maravilhas aos nossos olhos.

    Pode até parecer uma obviedade,
    Na correria, nem o óbvio enxergamos,
    O ordinário, tantas vezes, torna-se extraordinário.

    Carlos de Campos

    Convite Rede em uma sombra,
    Convite Rede em uma sombra,


  • O trem do fim

    O trem do fim 

    Sua mão cansada dá sinais do seu último suspiro. É chegada a hora, a hora tão esperada. Sim, quantas noites sem dormir, dias sem viver, só ruminando como seria esse dia, me debruçando sobre o que já era muito óbvio: que esse dia chegaria.
    Nesse momento, em que nada mais importa, sou tomado por uma paz entre a falta de ar e os apitos estridentes das máquinas que me mantêm minimamente vivo. Sou abruptamente convencido pela existência a agradecer pelo dom de minha vida.
    Quem é que teve uma vida longa e plena? Há vidas e vidas, e nenhuma é igual à outra.

    Seu rosto pálido é absorvido por uma profunda meditação. Se contorcendo por causa das dores pelo corpo e da agonia, entre delírios, vai se aproximando do fundo do poço existencial. Caminhando rumo ao desconhecido, aspecto que muito me atormentava, caminho tão esperado e pouco desejado, rumo certo para todos e ignorado por muitos.
    No entardecer daquele dia, pude sentir o trem do fim se aproximando, pude ouvir, quase com uma nitidez surpreendente, o tilintar do apito, que soava como se estivesse sendo tocada a Nona Sinfonia de Beethoven. Esse é o único momento em que não existe medo, por já estar no colo confortável onde fomos colocados. Só resta, agora, a certeza de que esse é um momento único que precisamos vivenciar, vivenciar para que a vida possa ser prolongada. Não, viver porque essa é nossa última oportunidade, doce ilusão.
    Observo que já não existe medo em mim, nem qualquer confusão, desejo de fuga. Sinto que estou em uma grande harmonia. Agora, tudo o que tenho é essa paz que me toma pelas mãos, o amor que me aquece em um equilíbrio fino de todo o processo em que estou envolvido, não por minha vontade, mas agora estou sem ter como voltar, simplesmente vivendo esse momento. Emergido em uma maravilhosa compreensão, nem mais me importo com as possíveis consequências para onde tudo isso vai me levar, só vou sendo levado e experimentando cada segundo.

    Urge, o tempo se aproxima e tudo foi preparado com muita delicadeza. O momento chegou e é hora de se despedir deste mundo, os últimos segundos, os últimos suspiros, olhos pesados, uma brisa leve a tocar meu rosto. O silêncio se acomoda ao meu lado. Pronto, tenho que ir embora. Silêncio.

    Seu corpo frio vai sendo conduzido, onde toda a matéria orgânica será reduzida a pó.
    Pensar sobre isso é um tanto incômodo, perceber que todos os esforços de lutas, promoções no trabalho, estudos em universidade, fama, dinheiro, simplesmente se acabam em um lugar comum a todos: a morte.
    Seu funeral me leva a uma reflexão: ‘O que é a vida quando não lhe damos um sentido comunitário? O que é a vida se não a extrapolamos, além do nosso próprio umbigo?
    O mais triste de uma vida é ter morrido sem ter deixado uma marca positiva na história.
    O despertador toca. Apesar da preguiça, preciso me levantar e ir trabalhar. Sem deixar cair no esquecimento esse sonho que me faz reconsiderar a minha simples existência.

    Carlos de Campos
    O trem do fim
    O trem do fim
  • O que se espera?



    O que se espera?

    São os mesmos
    Vivem na interminável via crucis
    Repetimos o gesto de Pôncio Pilatos.

    Carlos de Campos