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  • Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social

    Livro 9: A Profecia (Poema 02/20)

    A paternidade ancestral e sua influência social

    Onde está a minha raiz?
    E a família?
    O que nos influencia,
    se nossas raízes estão sufocadas?

    Enquanto a solidão me abraça

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    Se estamos tão distantes da fonte,
    fonte da ancestralidade
    que jorra pelos tempos sem fim,
    que passa por nós e por nossa história.

    O pai de nossa ancestralidade
    é um pai que cuida,
    o educador da casa,
    casa fundamentada sob sua guarda.

    Pai que alimenta,
    que protege sua família
    e dá amor à sua prole,
    pai que bebe da fonte ancestral.

    O grande pai que habita em todos os homens
    encontra-se soterrado pelo patriarcado.
    Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral,
    cedendo espaço ao patriarcado cristão.

    O grande pai está amordaçado em cada homem,
    submetido às regras expiatórias
    que o levaram para longe da fonte da vida,
    para bem longe de suas próprias raízes.

    Carlos de Campos
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  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Enquanto a solidão me abraça

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    E a vida passa a depender do tempo
    Que não é nem presente e muito menos futuro.
    É o tempo medido por segundos,
    Segundos correndo por um relógio.

    O que é o tempo?
    Além da mais pura irritação
    Que domina nossa mente a vida inteira
    E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.

    A vítima da morte,
    Que nos poupa de tal sorte,
    Dos segundos contados,
    De tua mão que parou o tempo.

    No princípio, Deus construiu o relógio,
    Que nos mostra o fim mais próximo
    E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
    Vida pautada pelo tempo.

    Pelo tempo que passou
    E que não volta mais,
    Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
    Por quanto tempo nós iremos resistir?

    Carlos de Campos
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