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  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Te amo

    Te amo” é um poema que engana com sua simplicidade: ele se inicia com a proposta de um sentimento universal, mas logo mergulha em reflexões existenciais, dissoluções afetivas e colisões psíquicas.

    Te amo

    Vê, gente, o amor?
    Não é ilusão,
    descaso e mortalidade.

    Sou o sonho desfeito,
    caminho de felicidade destruído,
    sou desejo esquecido.

    O átomo da vida,
    sou a consciência diluída,
    sou você em rota de colisão.

    Me dê o seu coração;
    em troca, lhe dou o meu amor.
    Me dê o seu tempo;

    em troca, cuidarei de você.
    Eu te amo com amor infinito.
    Eu quero, espero assim poder.

    Carlos de Campos

    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com