Tag: amor
-
Quando o amor é a solução
Quando o amor é a solução
O amor é a chave fundamental à evolução humana, porém, o amor é um dos sentimentos mais difíceis de se assimilar. Quando o amor nos toca, de fato, nos envolve em uma atmosfera de comprometimento.
Descoberta
Nem tudo o que acreditamos que seja amor, é amor genuíno. E é exatamente aqui que nós, normalmente, erramos. Sim ! Erramos quando, simplesmente, passamos a acreditar que, todo sentimento, por mais honesto que seja, de fato, seja amor.
O ser humano transita com seus sentimentos em alguns níveis, por exemplo, o interesse de um homem por uma mulher em que ambos concordem que o afeto manifestado é puramente de nível sexual, temos também o de nível de amizade. Estes sentimentos, apesar de se apresentarem semelhantes, são sentimentos bem mais frágeis; não resistindo, na maioria das vezes, aos momentos de crises e, que não visa interesses além do que se foi preestabelecido. Já, o amor genuíno, tem por principal característica, o comprometimento com si mesmo e com o outro. É este nível de amor que todos nós seres humanos buscamos e desejamos encontrar. Um amor que faça com que almejemos nos tornarmos melhores, enquanto indivíduos. Que nos faça viver tudo com muito mais interesse. Que nos faça superar a preguiça. Amor assim, quando descoberto, seja numa amizade ou a viver como casal, é o amor que tem como prioridade o bem-estar.
O amor é poderoso com suas fragilidades
Se o sentimento que diz sentir, te sufoca ou sufoca o outro, não podemos chamar de amor. Esta sensação gerada, nada mais é que, pura toxina do ego; onde o único objetivo é dominar o outro, para que suas vontades e desejos consigam ser supridos a qualquer custo.
O verdadeiro amor, estimula em nós a serenidade, a paz, a tranquilidade, o cuidado, a compreensão, liberdade, carinho, amizade, capacidade de saber que, sua vontade de fazer o outro feliz, é falha. O amor, verdadeiramente se dá, quando ambos aprendem a conviver numa mesma sintonia, apesar das diversidades. O amor que nos faz sentir dessa forma, não é fácil de ser conquistado. É um amor que, após encontrado, deve ser cultivado com o máximo de cuidado. Esse sentimento poderoso que nos faz ter atitudes maravilhosas pelos outros, pela sociedade, pelo mundo e que, em simultâneo, é delicado por demais.
A crise no amor está na incapacidade de se amar
Encontrar alguém que viva o máximo potencial do amor não é fácil, porque o amor se é vivido em comunidade, exige que ambos dêem e recebam amor. Me admiro muito quando encontro pessoas que, após tocados pelo amor cuidam desse sentimento. Isto é, antes de tudo, prova da capacidade que se tem de amar a si mesmo. O que mais dificulta a manifestação pura do amor entre as pessoas, é, justamente, a incapacidade de se aceitar como é. Quando você não se ama, não se aceita, nunca conseguirá amar de verdade e, estará condenado a viver de mentiras.
A nossa pequena abertura ao amor nos leva a uma revolução interior.
Amar o outro é acolher um universo completamente diferente do seu. É a aceitação mútua de todas as limitações. Quando nos abrimos a essa atitude sublime e permanecemos abertos em meio ao processo, o amor consegue nos curar; e essa cura, reverbera em todo o nosso corpo físico, campo mental, campo emocional, campo energético, campo espiritual e, consequentemente, transforma totalmente a sociedade em que vivemos.
É preciso superar o amor intelectual
Quem sabe um dia, as pessoas levem a sério o amor e deixe que esse sentimento as possuam ? Deixem que o amor seja simplesmente amor em suas vidas.
Todo o sofrimento existente poderia acabar agora, se o amor fizesse parte da nossa história de vida. Nós somos os responsáveis por nos contentarmos em viver o mínimo possível do amor. Temos medo da força que advém das responsabilidades que o amor nos exige. Ser sínico, violento, rancoroso, fingir ser forte é mais fácil do que viver o amor com toda a tua força.
O amor nos revela nossas fraquezas e limitações e ensina como devemos acolhê-las. O amor nos torna conscientes da beleza da vida, dos caminhos maravilhosos que podemos usufruir nela. O amor nos oferece somente um caminho, e esse caminho exige o nosso comprometimento.Prefiro o amor ao ódio O amor é um sentimento sublime Eleva a nossa condição humana Nos permite progredir todos os dias Quando vamos ao encontro do outro. Prefiro o amor com sua complexidade Prefiro amar com naturalidade Sonhar que amo viver em sociedade Acordar sabendo que tento amar com responsabilidade. Caminho na direção do amor Deixo-me transformar Caminho sem medo ou receio O amor é todo o cuidado e comprometimento. Não é fácil amar Não é fácil ser amado Mas, quando o amor te encontra O amor somente acolhe. Não diga que nunca será amado Não diga que amar é impossível Tudo o que buscamos, encontramos no amor O amor é uma experiência acessível a qualquer um. Hoje é o dia para amar Para ir ao encontro e se deixar encontrar É dia de fazer a opção pelo amor Amor que flui por todo o universo. Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com -
Em nossas almas
Em nossas almas Existe um meio Com um único fim É meio papo cabeça Que, sutilmente, vai percorrendo. Quem sabe não nos encontremos Nessa busca por um aconchego ? O que o livro do destino fala sobre nós ? O que sei é que, dificilmente, saberemos. Carlos de campos PRÉ-LANÇAMENTO Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração. Sobre o autor Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar. Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse:
-
O dia é de felicidade
O dia é de felicidade Ao ler o pergaminho da felicidade Encontro o amor Silêncio e tranquilidade No interior da alma. Não existe barreira que possa impedir Não existe sentimento que seja em vão Muito menos existe qualquer pressão O desejo sempre se realiza. Mais e mais me entrego É a felicidade quem me leva Invadindo todo o ser E, sem reservas, apenas me entrego. Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com -
Evento de haicai em 18 de agosto à noite, na Cidade Universitária da USP
Amigos da Haikai-L:
Evento de haicai em 18 de agosto à noite, na Cidade Universitária da USP:
https://cejap.fflch.usp.br/muitas-pontes-entre-o-5-7-5
Este evento é parte da I Semana de Cultura Japonesa da USP – 15 a 19 de agosto de 2022
https://cejap.fflch.usp.br/i-semana-da-cultura-japonesa-da-usp
As muitas pontes entre o “5-7-5” – poemas a interligar o passado e o presente com olhares voltados ao futuro
18/08 (quinta-feira), 19h30 às 22h30
Mesa-redonda
Local: Sala 266 do Edifício Prof. Antonio Candido – Prédio de Letras (65 lugares / sem necessidade de inscrição)
Resumo:
O poema de 17 sílabas ou com 5-7-5 sílabas /moras que ficou conhecido no Brasil como haicai ou haikai, entre outras grafias, vem se inovando seja nas composições em português ou em japonês denominadas haiku. A mesa reúne acadêmicos e não acadêmicos de diversas localidades e instituições, os quais se debruçam na criação poética, no estudo e pesquisa, na tradução, no ensino e divulgação desses poemas com raízes japonesas. Muitos deles, atuando em várias dessas atividades. Além das questões de nomenclatura, que se mostram bastante características no fenômeno nacional, serão contempladas, ainda que de modo restrito, algumas de suas manifestações no Brasil, vislumbrando um maior desenvolvimento das criações literárias em ambas as línguas e de pesquisas relacionadas a esse universo do poema dito o mais breve do mundo.
Informações para participação
Mesa-redonda híbrida: presencial e on-line
Local: Sala 266 do Edifício Prof. Antonio Candido – Prédio de Letras (65 lugares / sem necessidade de inscrição)
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 e Av. Prof. Lineu Prestes, travessa 12, 350, Cidade Universitária.
Transmissão on-line: 80 vagas / com necessidade de inscrição de 04 a 10/08 neste formulário
Programa:
- 19h30-19h40 – Neide (Apresentação)
- 19h40-1955h – Tomoko Kimura Gaudioso (Professora do Instituto de Letras – UFRGS) – “O haicai e olhares além da literatura: quantas faces ele possui?” [remoto]
- 19h55h-20h10 – Edson Iura (Editor do Caqui – Revista Brasileira de Haicai) – “Uma digressão filológica sobre o haicai”
- 20h10- 20h25 – Débora Fernandes Tavares (Mestre PPGLLCJ-USP, Poeta e Professora de Português e Inglês) – “O Grêmio Haicai Ipê e a disseminação do haikai no Brasil”.
- 20h25-20h40 – Eunice Tomomi Suenaga (Professora da Aichi Prefectural University – Japão e tradutora japonês-português) “Guilherme de Almeida: interação do poeta brasileiro com os haicastas japoneses”.
- 20h40-20h55 – Discussão
- 21h55-21h05 – Intervalo
- 21h05-21h10 – Neide (Apresentação)
- 21h10-21h30 – Nobuyuki Miyagawa (Editor da Seção de Língua Japonesa da Revista Brasil Nikkei Bungaku) – “Minha pequena experiência com Haiku, e o espaço de Haiku para crianças e estudantes de língua japonesa”.
- 21h30- 21h50 – Michela Mitiko Kato Meneses de Souza (Doutoranda do PPG Letras (UNESP/IBILCE-São José do Rio Preto) – “As sendas dos Haiku e Haikai da Comunidade Yuba: passado, presente e futuro”.
- 21h50 – 22h10 – Cácio José Ferreira (Professor da FLET – UFAM) – “Haicai no Amazonas: a natureza singular em duas vias” [remoto]
- 22h10– 22h25 – Discussão
- 22h25-22h30 – Encerramento
Participem, divulguem.
Abraços,
-
Divino Bot
Divino Bot O mundo perdeu a razão Se é que algum dia a teve O mundo perdeu o bom senso Se é que algum dia o teve. Nem tanto ao céu e tão pouco ao inferno O mundo gira em pleno inverno Nos fazendo ingerir cápsulas de ignorância A vida virtual é um barato e deprimente. Nada escapa do olhar do divino bot Em que somos devedores de honra e glória Somos seus servos e escravos Nada de amigos Submetidos a sua glória em nome da informação. A mãe de nossa alma Nos pede que sejamos mais atentos Cautelosos ao espalhar conteúdo pela internet Que o bem-estar e o bom senso prevaleça. E que cada pessoa possa se sentir segura Que sua dignidade seja protegida Que os algoritmos sejam humanizados E que a nossa experiência na internet seja prazerosa. Carlos de Campos Conteúdo que você também pode gostar Meditação como ferramenta de transformação social PARDIEIRO Escolha Adquira o meu livro aqui Enquanto a solidão me abraça
-
Acolhimento
Ofereço este poema a todos e a todas que seguem compartilham curtem esse canal. Que possamos ao longo do restante deste ano sermos surpreendido com muito amor, felicidade e paz. Que a energia de prosperidade, abundancia e saúde encontre a cada um. Valeu!!!!
Acolhimento
Momento propício para progredir
Poder interior
Focados seguimos.
São muitas as provocações,
Dias inteiros de frustrações
A última palavra é nossa.
A vida é assim.
Existem situações que nos desanimam
Outras nos eleva ao êxtase.
O importante é reagir
Nunca permanecer onde chegou
A luta só começou.
O ideal é desfazer os rancores
Em que nem os sentidos compreendem
Porque tantos desamores.
Somos capazes de construir
Um lar dedicado à paz
O melhor é você quem faz.
Mudanças são necessárias
Ser empático é uma opção
Apraz acolher as imperfeições.
Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com -
Comunicado – Carta às Brasileiras e aos Brasileiros
Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!
Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.
Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.
A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.
Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios. Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.
Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.
Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.
Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.
Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.
Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.
No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:
Estado Democrático de Direito Sempre!!!!
Faça parte dessa história. Assine a Carta.
“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos cursos jurídicos no país, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais.
Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal.
Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º aniversário, passamos por eleições livres e periódicas, nas quais o debate político sobre os projetos para país sempre foi democrático, cabendo a decisão final à soberania popular.
A lição de Goffredo está estampada em nossa Constituição “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração têm servido de exemplo no mundo. Tivemos várias alternâncias de poder com respeito aos resultados das urnas e transição republicana de governo. As urnas eletrônicas revelaram-se seguras e confiáveis, assim como a Justiça Eleitoral.
Nossa democracia cresceu e amadureceu, mas muito ainda há de ser feito. Vivemos em país de profundas desigualdades sociais, com carências em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, habitação e segurança pública. Temos muito a caminhar no desenvolvimento das nossas potencialidades econômicas de forma sustentável. O Estado apresenta-se ineficiente diante dos seus inúmeros desafios.
Pleitos por maior respeito e igualdade de condições em matéria de raça, gênero e orientação sexual ainda estão longe de ser atendidos com a devida plenitude.
Nos próximos dias, em meio a estes desafios, teremos o início da campanha eleitoral para a renovação dos mandatos dos legislativos e executivos estaduais e federais. Neste momento, deveríamos ter o ápice da democracia com a disputa entre os vários projetos políticos visando convencer o eleitorado da melhor proposta para os rumos do país nos próximos anos.
Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.
Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.
Assistimos recentemente a desvarios autoritários que puseram em risco a secular democracia norte-americana. Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.
Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática.
Imbuídos do espírito cívico que lastreou a Carta aos Brasileiros de 1977 e reunidos no mesmo território livre do Largo de São Francisco, independentemente da preferência eleitoral ou partidária de cada um, clamamos as brasileiras e brasileiros a ficarem alertas na defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições.
No Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições.
Em vigília cívica contra as tentativas de rupturas, bradamos de forma uníssona:
https://direito.usp.br/noticia/3b538b27ab5e-comunicado-carta-as-brasileiras-e-aos-brasileiros
